Equador adota medidas para evitar a infiltração dos cartéis do narcotráfico

O Equador, que faz fronteira com a Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína, está aplicando mecanismos para evitar a infiltração de organizações internacionais de narcotraficantes, disse o presidente Rafael Correa.
WRITER-ID | 30 julho 2012

O Equador, que faz fronteira com a Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína, está aplicando mecanismos para evitar a infiltração de organizações internacionais de narcotraficantes, disse o presidente Rafael Correa.

“Estamos tomando todas as medidas para evitar a infiltração de cartéis internacionais no Equador”, disse o governante em entrevista concedida ao canal de televisão Gama, em 25 de julho.

Ele acrescentou que “o Equador é provavelmente o único país que não produz coca”.

“Vocês podem imaginar como é difícil controlar a existência do tráfico de entorpecentes em nosso país quando, com todo carinho e respeito pela Colômbia e Peru, estamos limitados pelos maiores produtores de coca do mundo?” perguntou Correa.

A Colômbia registrou, em 2011, um leve aumento em seus cultivos de folha de coca, com um total de 64 mil hectares plantados (3 por cento a mais que em 2010), segundo informativo do Escritório das Nações Unidas sobre Droga e Crime (UNODC) apresentado em 25 de julho, em Bogotá.

A produção total de cocaína desse país em 2011 foi de 345 toneladas, o que significa uma leve redução de 1,4 por cento em relação ao ano anterior.

A Colômbia tem sido, até agora, o principal produtor de cocaína, com as maiores áreas de cultivo de folha de coca em todo o mundo, seguida pelo Peru e Bolívia, países que ainda não divulgaram suas cifras de 2011.

No primeiro semestre de 2012 o Equador apreendeu cerca de 18 toneladas de drogas, principalmente cocaína. As apreensões de entorpecentes chegaram a 26 toneladas em 2011, frente a 18 toneladas em 2010, e ao recorde de 68 toneladas em 2009.

Em 23 de julho, quatro policiais equatorianos foram detidos por suspeita de praticar extorsão contra um homem que supunham ter dinheiro, ao que parece do narcotráfico, encontrado em uma pequena aeronave mexicana que caiu em maio.

Na aeronave, onde as autoridades encontraram US$ 1,3 milhão, viajavam dois mexicanos que morreram no acidente ocorrido na província costeira de Manabí (sudoeste).

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