Democracia promove estabilidade e segurança no hemisfério, disse Mattis no México

A democracia está triunfando na América Latina e pode se tornar um bastião para o resto do mundo, disse o secretário de Defesa dos EUA James N. Mattis, na Conferência dos Ministros de Defesa das Américas, em Cancún, no México.
Jim Garamone, Defense.gov | 12 outubro 2018

Relações Internacionais

O secretário de Defesa dos EUA Jim Mattis fala com o General-de-Exército Salvador Cienfuegos Zepeda, secretário da Defesa Nacional do México, durante um desfile das forças armadas na Cidade do México, no dia 15 de setembro de 2017. (Foto: Terceiro-Sargento da Força Aérea dos EUA Jette Carr)

A Conferência dos Ministros de Defesa das Américas (CDMA, em inglês), que teve como co-anfitriões o General-de-Exército Salvador Cienfuegos Zepeda, secretário da Defesa Nacional do México, e o Almirante-de-Esquadra Vidal Francisco Soberon Sanz, secretário da Marinha do México, oferece a oportunidade para que os ministros da Defesa do Canadá até o Chile se reúnam para discutir sobre os desafios de defesa comuns ao hemisfério. O fórum foi fundado pelo então secretário da Defesa dos EUA William J. Perry.

“De Ottawa a Buenos Aires e a Santiago, do sul ao norte e do leste ao oeste, nossas nações representam cada vez mais uma ilha de estabilidade democrática em meio a um mar global de instabilidade devido a influências malignas”, declarou Mattis em seu discurso, no dia 8 de outubro de 2018. “Ao reunir-nos, o México continua a mostrar sua importante liderança estratégica, criando relacionamentos confiáveis entre nós, com base no respeito, na cooperação e na compreensão mútua.”

Mattis disse que existem desafios à estabilidade e à segurança nas Américas, desde os sindicatos do crime transnacional às questões da imigração ilegal, até assuntos humanitários. 

A parceria é crucial

A parceria entre as nações do hemisfério é crucial para o combate a esses desafios, ressaltou Mattis. Cuba, Nicarágua e Venezuela são as exceções à regra na região.

Mattis considerou a liderança em Cuba “triste e insensível”. A Nicarágua e a Venezuela tentaram seguir o modelo de Cuba. Mas as nações “não podem se esquivar à realidade que enfrentam, já que o mundo reconhece que o modelo de Cuba não funciona mais para ninguém, nem mesmo para Cuba”, afirmou.

“A democracia está funcionando”, acrescentou Mattis. “As nossas nações democráticas enviam uma mensagem ao sustentarmos nossos valores compartilhados, incluindo o respeito aos direitos humanos, o Estado de direito e a soberania. E essa mensagem reverbera por todo o mundo.”

O sucesso é sentido até em países como a Rússia e a China, que ainda tentam derrubar a ordem internacional existente para implantar algo que só traz benefícios aos seus próprios países. Mattis disse que esses países “ameaçam a soberania com investimentos predatórios, acumulando dívidas altíssimas e tentando influenciar indevidamente as decisões diplomáticas, políticas e econômicas dos outros países”.

Promovendo a compreensão e a cooperação

Mattis apelou às nações do hemisfério para que se mantivessem firmes no seu compromisso de promover uma maior compreensão e cooperação. “Vemos o impacto positivo das nossas crescentes parcerias ao garantir a paz e a estabilidade nessa região e fora dela”, declarou. “Vemos isso aqui mesmo, nessa sala, ao escutarmos uns aos outros com respeito mútuo e ao compartilharmos nossos pontos de vista, para que possamos colaborar melhor juntos.”

Segundo Mattis, os desafios do hemisfério não podem ser abordados por uma nação individualmente. “Ao enfrentarmos tais desafios em conjunto, provamos que as nações com ideias similares são mais fortes quando colaboram e que assim somos mais eficazes para atender as nossas populações quando ocorre um desastre”, disse. “Assim eu declaro meu apoio para fazermos da assistência humanitária e da ajuda em desastres um tema permanente para que a CDMA e o Gabinete Interamericano de Defesa desempenhem uma função mais intensa para fortalecer a cooperação regional em assistência humanitária/ajuda em desastres, e o meu departamento estará com vocês, estará lado a lado com vocês, sempre que tiverem problemas.”

Mattis lembrou que a decisão de enviar o navio-hospital USNS Comfort é um exemplo de cooperação. O navio ajudará a mitigar as tensões dos sistemas locais de saúde, sobrecarregados por estarem cuidando dos imigrantes da Venezuela.

“Lembramos que em meio a... esse desastre causado pelo homem na Venezuela, a Rússia está enviando um bombardeiro, enquanto a Marinha dos EUA está enviando um navio-hospital com médicos”, acrescentou. A equipe médica do Comfort vem da Marinha dos EUA, bem como do México e de outros países da região.

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