Cúter Decisive da Guarda Costeira dos EUA descarrega 1.328 quilos de cocaína apreendidos na Operação MARTILLO

Cerca de 1.328 kg de cocaína apreendidos de um navio a nordeste de Punta San Blas, no Panamá, foram descarregados em 16 de dezembro pelo Cúter Decisive, da Guarda Costeira dos EUA, como parte da Operação Martillo.
Jonathan Gallo | 22 dezembro 2014

Cerca de 1.328 kg de cocaína apreendidos de um navio a nordeste de Punta San Blas, no Panamá, foram descarregados em 16 de dezembro pelo Cúter Decisive, da Guarda Costeira dos EUA, como parte da Operação Martillo.

O Decisive interceptou um navio graneleiro de 170 pés em 29 de novembro e, depois de fazer o contato inicial, enviou uma equipe em um bote pequeno para interditá-lo por suspeita de tráfico ilegal. Durante a operação, foram apreendidos cerca de US$ 44 milhões em cocaína e sete suspeitos foram capturados. Seis dos detidos foram colocados sob custódia dos EUA. O sétimo preso foi entregue às autoridades do Panamá.

A Operação MARTILLO é uma missão multinacional para reprimir rotas de tráfico de drogas ilícitas nas águas costeiras ao longo do istmo centro-americano.

A operação, que foi lançada em janeiro de 2012, reúne as forças de 10 países das Américas – Belize, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Canadá e Estados Unidos –, além de França, Holanda, Espanha e Reino Unido. Esses países trabalham juntos para combater o tráfico internacional de drogas, aumentar a segurança regional, e promover a paz, estabilidade e prosperidade na região do Caribe, da América Central e da América do Sul.

As interdições no mar são altamente coordenadas, e as forças de segurança dos países participantes trabalham em parceria para identificar, parar e realizar buscas em embarcações suspeitas.

Aproximadamente 90% da cocaína que chega aos Estados Unidos vem através do México e da América Central, de acordo com o Conselho Internacional de Controle de Drogas da Organização das Nações Unidas.

Costa Rica concorda em realizar patrulhas conjuntas com militares dos EUA

A Costa Rica concordou, em 16 de dezembro, em continuar a realização de patrulhas conjuntas com 44 navios da Guarda Costeira dos EUA em uma operação de cooperação antinarcóticos. Os parlamentares do país votaram pela continuação do acordo, que possibilita o reabastecimento e ressuprimento de navios norte-americanos em território costa-riquenho

“A união de forças com o governo dos Estados Unidos nos coloca em uma situação privilegiada”, disse o deputado Antonio Álvarez Desanti, do do Partido Liberação Nacional. “O povo da Costa Rica não pode fazer nada mais do que aplaudir o apoio de um país como os EUA, que está nos ajudando a lutar contra esse terrível problema que afeta nossos países.”

Os países haviam assinado em 1999 um acordo para realizar patrulhas marítimas conjuntas para combater narcóticos, a pesca ilegal e missões de busca e salvamento. Os parlamentares devem votar sobre a prorrogação do acordo a cada seis meses. A nova prorrogação vigora de 1º de janeiro a 30 de junho de 2015.

As patrulhas conjuntas têm dado resultado. A Costa Rica encerrará 2014 com um recorde nacional de mais de 26 toneladas de cocaína apreendidos, superando as 21,8 t do ano passado, disse o ministro da Segurança, Celso Gamboa, em 16 de dezembro.

Agentes da lei costa-riquenhos confiscaram US$ 13 milhões de narcotraficantes e desarticularam 124 organizações criminosas nacionais e internacionais em 2014. No geral, o número de costa-riquenhos envolvidos no narcotráfico parece estar diminuindo, de acordo com Gamboa.

“Uma dos minhas principais recomendações para o presidente [da Costa Rica] Luis Guillermo Solís é manter estas patrulhas, porque eles demonstraram que são sérios, eles trabalham, e [os EUA] mostraram total respeito pela soberania da Costa Rica", disse Gamboa em 12 de maio. “A Costa Rica decidiu assinar esses acordos porque eles têm sido muito válidos e eficazes para proteger o país dos efeitos de grupos [criminosos].”

Suposto assassino do Clã Úsuga é preso na Espanha

A Polícia Civil da Espanha e a Agência Antidrogas dos EUA (DEA) colaboraram para capturar o suposto líder de uma equipe de matadores que trabalha a serviço do grupo narcotraficante Clã Úsuga.

Os agentes da lei dos dois países capturaram Víctor Alfonso Mosquera Pérez, também conhecido como “Palomo” e “Negro Mosquera”, em 12 de dezembro, na Espanha. A polícia espanhola e agentes da DEA suspeitam que Palomo foi à Espanha para matar membros de uma organização narcotraficante rival, por ordem do suposto líder do Clã Úsuga, Dario Antonio Úsuga, conhecido como “Otoniel.”

Palomo é procurado na Colômbia por várias acusações, mas também é procurado nos EUA por supostamente traficar mais de uma tonelada de cocaína para o país entre 2010 e 2013. Não foi divulgado para qual dos dois países ele seria enviado inicialmente para a acusação.

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