Chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA reforça importância de manter laços estreitos com principais aliados da América Latina

A Colômbia é um dos parceiro mais próximos dos Estados Unidos.
Por Charles Pope, Relações Públicas do Secretário da Força Aérea dos EUA | 25 novembro 2018

Relações Internacionais

O Tenente Brigadeiro do Ar David L. Goldfein, chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, e o Tenente Brigadeiro do Ar Carlos Eduardo Bueno Vargas, comandante da Força Aérea Colombiana, prestam continência no Memorial Heróis Tombados em Combate em Bogotá, Colômbia, no dia 15 de novembro de 2018. A visita do Ten Brig Ar Goldfein ao país e o compromisso dos EUA na região mostram a promessa duradoura de amizade, parceria e solidariedade nas Américas. (Foto: Segundo-Sargento da Força Aérea dos EUA Anthony Nelson Jr.)

O Tenente Brigadeiro do Ar David L. Goldfein, chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, concluiu uma visita de dois dias à Colômbia no dia 15 de novembro de 2018, fortalecendo os laços com um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos na América Latina e prometendo acelerar as atividades de treinamento conjunto com uma força aérea que ele considera “padrão ouro” na região. Esta foi a primeira visita do Ten Brig Ar Goldfein como oficial do mais alto grau da Força Aérea dos EUA a um país que já trabalhou de perto com os Estados Unidos em diversas situações regionais e de segurança durante várias décadas.

Ao mesmo tempo, a visita do Ten Brig Ar Goldfein ocorreu em meio a intensos problemas regionais que reforçaram a importância de manter os laços duradouros compartilhados pelos dois países. “A Colômbia é padrão ouro quando se trata de proteger um país e forjar um caminho positivo para o futuro”, disse o Ten Brig Ar Goldfein durante um discurso para vários líderes seniores, oficiais juniores e suboficiais, lembrando que a Força Aérea Colombiana participou do último exercício Red Flag da Força Aérea dos EUA.

Como fez durante os dois dias de visita a Bogotá, o Ten Brig Ar Goldfein elogiou as Forças Armadas Colombianas – especificamente a sua Força Aérea – pelo seu alto desempenho e pela sua parceria. “Como comprova a nossa estratégia de defesa nacional, não podemos vencer sem parceiros de coalizão. A Colômbia tem sido, e continuará sendo, uma nação parceira capaz e disposta a colaborar com os Estados Unidos”, disse o Ten Brig Ar Goldfein.

Além de debates sobre diretrizes que abrangeram as estratégias em curso para as ações da Colômbia para derrotar o narcoterrorismo, as implicações quanto à segurança causadas pela turbulência política na vizinha Venezuela e o potencial colombiano para treinar pilotos de outros países em ataque leve, houve pompa e cerimônias que mostraram o relacionamento entre os dois países. Em uma cerimônia no Memorial Heróis Tombados em Combate, o Ten Brig Ar Goldfein depositou uma coroa de flores para homenagear os soldados que perderam suas vidas em combate.

Mais tarde, no mesmo dia, durante um encontro de líderes seniores das duas forças aéreas, o Tenente Brigadeiro do Ar Carlos Eduardo Bueno, o oficial de mais alta patente da Força Aérea Colombiana, disse ao Ten Brig Ar Goldfein que “os Estados Unidos e a Força Aérea dos EUA serão sempre considerados nosso principal aliado estratégico”. Antes de partir para Washington, o Ten Brig Ar Goldfein também outorgou a Legião do Mérito ao Ten Brig Ar Bueno. Com essa medalha, que é a mais alta honraria conferida pelas forças armadas, o Ten Brig Ar Goldfein disse que ela era o reflexo da liderança do Ten Brig Ar Bueno para transformar a força aérea em “uma ilha de excelência”.

“O modelo da Força Aérea Colombiana em todos os tempos é a Força Aérea dos Estados Unidos; a Força Aérea dos EUA é a nossa referência”, disse o Ten Brig Ar Bueno em uma entrevista no dia 15 de novembro. “Nós estudamos com a Força Aérea dos Estados Unidos, treinamos com a Força Aérea dos Estados Unidos, e o fato de contar com a presença do chefe do Estado-Maior da Força Aérea pela primeira vez na história, em visita oficial, foi muito importante.”

O General de Exército Alberto José Mejía, comandante das Forças Armadas Colombianas, expressa seus agradecimentos e apoio ao Tenente Brigadeiro do Ar David L. Goldfein, chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, durante uma reunião entre líderes militares colombianos e americanos em Bogotá, Colômbia, no dia 15 de novembro de 2018. Trabalhando junto com as nações parceiras e os líderes regionais, os EUA chegarão a soluções efetivas para os desafios comuns. (Foto: Segundo-Sargento da Força Aérea dos EUA Anthony Nelson Jr.)

Ainda que por apenas dois dias inteiros, a visita do Ten Brig Ar Goldfein desencadeou um turbilhão de eventos públicos bem como de debates privados com as lideranças militares colombianas. A visita incluiu uma sessão de uma hora de duração com o General de Exército do Exército Nacional da Colômbia Alberto Mejía, comandante geral das Forças Militares da Colômbia.

Tal como o Ten Brig Ar Bueno, o Gen Ex Mejía destacou o histórico forte e produtivo de cooperação entre as duas nações. “Vocês fazem parte de tudo o que fazemos e isso é motivo de orgulho para nós”, disse o Gen Ex Mejía ao Ten Brig Ar Goldfein. “Esse tipo de parceria está fazendo uma diferença incrível.”

Ele agradeceu ao Ten Brig Ar Goldfein e aos Estados Unidos pela estreita colaboração para criar e também executar a interoperacionalidade. Demonstrar essa capacidade é importante, agora que a Colômbia se tornou parceira global da OTAN. O Gen Ex Mejía também agradeceu ao Ten Brig Ar Goldfein pela participação da Colômbia no último exercício Red Flag.

Entretanto, o Gen Ex Mejía também mencionou uma série de dificuldades que poderiam pôr à prova esse relacionamento. Entre os desafios, estão as contínuas ameaças do narcotráfico à estabilidade da Colômbia, bem como os atuais problemas na Venezuela que desencadearam um fluxo migratório de imigrantes para a Colômbia.

A viagem do Ten Brig Ar Goldfein foi o exemplo mais recente de uma alta autoridade dos EUA em visita à Colômbia neste ano. Além do secretário de Defesa dos EUA James Mattis, a embaixadora da ONU Nikki Haley, bem como o Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Kurt W. Tidd, comandante do Comando Sul dos EUA, também visitaram o país. O ex-secretário de Estado Rex Tillerson também visitou a Colômbia durante seu mandato.

Para os Estados Unidos, o interesse é tanto estratégico como duradouro. Em 1822, por exemplo, os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reconhecer a república da Colômbia e a estabelecer uma missão diplomática no país.

Mais recentemente, Mack McLarty, que atuou como chefe de gabinete do ex-presidente Bill Clinton, e John Negroponte, que ocupou diversos cargos diplomáticos e de segurança para o ex-presidente George W. Bush, inclusive o de embaixador da ONU, escreveram em um editorial de opiniões no Miami Herald sobre as relações dos EUA com a Colômbia. “No momento em que enfrentamos uma crise política e humanitária na Venezuela, a Colômbia é um vizinho estável e democrático no ocidente”, disseram.

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