Equipe do Comfort faz intercâmbio de estratégias médicas com homólogos colombianos

Comando Sul dos EUA | 12 setembro 2019

Relações Internacionais

Um helicóptero do Exército da Colômbia voa ao lado do navio-hospital USNS Comfort, na costa de Santa Marta, Colômbia, durante um voo de formação com os “Dragon Whales” do Esquadrão 28 de Helicópteros de Combate Marítimo, no dia 23 de agosto de 2019. (Foto: Terceiro-Sargento da Marinha dos EUA Morgan K. Nall)

A equipe médica destacada no navio-hospital USNS Comfort (T-AH 20) se reuniu com o pessoal médico militar e civil da Colômbia, para colaborar durante os intercâmbios entre especialistas em assuntos específicos (SMEE, em inglês), na base militar do Batalhão Córdoba, em 20 de agosto, e na Universidade Hospital Julio Méndez Barreneche, em 26 de agosto.

Mais de 90 médicos participaram dos debates que tinham a finalidade de aumentar a cooperação entre os militares e profissionais da saúde dos EUA e da Colômbia.

“O objetivo é garantir uma parceria duradoura com essas nações e desenvolver interoperabilidade, para que possamos continuar trabalhando juntos no futuro”, disse a Capitão de Corveta da Marinha dos EUA Connie Johnson, oficial encarregada da unidade de medicina preventiva do Comfort.

Os SMEEs se concentraram em diversas práticas, incluindo as medidas que os profissionais médicos do Comfort adotam para proteger a saúde dos militares e manter a prontidão da missão.

“Trata-se de um evento de extrema importância, porque as Forças Armadas dos EUA estão nos ensinando diversos meios para prevenir doenças epidêmicas que todos os países em desenvolvimento, como a Colômbia, são obrigados a enfrentar”, disse a Tenente-Coronel Janeth Rosero Reyes, diretora de medicina geral do Exército da Colômbia no Batalhão Córdoba.

A Capitão de Corveta da Marinha dos EUA Gwendolyn Mulholland, enfermeira, e o ajudante médico Juni Roscado, ambos lotados no navio-hospital USNS Comfort (T-AH 20), discutem sua experiência em enfermagem, durante um intercâmbio de especialistas em assuntos específicos com enfermeiros colombianos da Universidade Hospital Julio Méndez Barreneche. (Foto: Terceiro-Sargento do Exército dos EUA Jacob Gleich)

Outros temas importantes discutidos foram os padrões de saneamento nas unidades médicas e a importância da água potável.

“Esses intercâmbios acabam produzindo um efeito muito mais amplo do que apenas nas pessoas que participam”, disse o Capitão de Fragata da Marinha dos EUA Ken Sausen, psicólogo lotado no Comfort. “Aquelas pessoas transmitem as informações aos seus alunos e a outros provedores, talvez até a outras gerações de provedores, o que faz com que tenham um efeito muito mais duradouro e forte.”

Durante um outro SMEE, enfermeiros da Marinha dos EUA discutiram os processos de treinamento em suas comunidades. Isso incluiu uma avaliação do uso de dispositivos tais como bombas intravenosas, métodos de prevenção de infecções e como eles se comunicam com outros cuidadores ou pacientes.

“A apresentação desse SMEE se concentra nas diferentes habilidades clínicas que consideramos importantes para treinar nossos novos enfermeiros e oficiais médicos, quando eles chegam pela primeira vez às suas unidades e estão aprendendo como devem começar”, disse a Capitão-Tenente da Marinha dos EUA Lauren Shuetz, enfermeira lotada no Comfort. “Discutimos algumas dessas habilidades. Em seguida avaliamos as pessoas quanto a essas habilidades e sua capacidade de trabalhar após essa orientação inicial.”

Cada etapa da missão do Comfort se realiza graças aos esforços dos profissionais médicos e não médicos. A equipe do Comfort é formada por militares e civis dos EUA e das nações parceiras, incluindo Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, México, Peru e República Dominicana, além de diversas organizações não governamentais dos EUA e internacionais, que formam uma equipe dinâmica capaz de prestar uma ampla variedade de serviços.

Esse foi o sétimo destacamento do Comfort na região desde 2007. Em cada uma das próximas missões, as equipes médicas prestarão assistência a bordo do Comfort e em duas unidades médicas terrestres, ajudando a aliviar a pressão sobre os sistemas nacionais de saúde, causada em parte pelo aumento de migrantes venezuelanos.

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