Forças Armadas da Colômbia capturam membros do ELN e de Los Pelusos

A ofensiva nacional contra o crime enfraquece os grupos delinquentes na Colômbia.
Yolima Dussán/Diálogo | 15 abril 2019

Capacitação e Desenvolvimento

Unidades do Exército, da Força Aérea e da Polícia Nacional da Colômbia prenderam o indivíduo conhecido como Gabino, acusado do assassinato de vários membros da força pública. (Foto: Sétima Divisão do Exército Nacional da Colômbia)

Unidades das Forças Armadas da Colômbia capturaram Juan Gabriel Villa, conhecido como Gabino, líder do Exército de Libertação Nacional (ELN), e Jesús Alirio Téllez, conhecido como Chunga, integrante do grupo armado organizado (GAO) Los Pelusos, no dia 27 de fevereiro de 2019. As prisões foram realizadas em operações simultâneas nos estados de Antioquia e Norte de Santander.

Vulgo Gabino é neutralizado

Unidades do Exército, da Força Aérea e da Polícia Nacional da Colômbia prenderam o indivíduo conhecido como Gabino, líder de uma estrutura criminosa do grupo guerrilheiro ELN, no município de Anorí, estado de Antioquia. As autoridades localizaram o esconderijo do criminoso graças à informação fornecida pela Rede de Participação Cívica, onde os cidadãos podem telefonar anonimamente às autoridades, para comunicar qualquer ato ilícito.

 “Esse indivíduo estava há mais de oito anos praticando crimes, assassinando soldados e policiais e incendiando veículos na região, até se tornar o segundo líder da frente Heróis de Anori, de onde coordenava todas as finanças ilícitas do narcotráfico”, disse à imprensa o General de Brigada Juan Carlos Ramírez Trujillo, comandante da Sétima Divisão do Exército Nacional da Colômbia. “Sua captura representa mais um golpe contra esse GAO, afetando dessa maneira a estrutura presente em municípios como El Bagre, Valdivia, Cáceres, Tarazá, Zaragoza, Nechí e Amalfi, entre outros.”

O histórico criminoso do vulgo Gabino inclui o homicídio de membros da força pública em 2014 e 2016 e o sequestro de seis pessoas na região de Amalfi, incluindo dois menores de idade. Ele também é acusado de ter lançado granadas de fragmentação contra a Estação de Polícia de Anorí, no dia 22 de janeiro de 2019, e de um atentado contra uma torre de energia que abastece empresas e comunidades na região. “Com a prisão do indivíduo conhecido como Gabino, conseguimos reduzir a capacidade logística e terrorista do ELN”, garantiu a Sétima Divisão em um comunicado.

As autoridades colombianas desferiram golpes contínuos contra a estrutura do ELN em 2019. No decorrer deste ano, o Exército já realizou 39 prisões de integrantes da Frente de Guerra Ocidental e Darío Ramírez Castro, do ELN, no nordeste do país. A ofensiva nacional contra o crime atinge todas as estruturas criminosas. 

A operação contra o indivíduo conhecido como Chunga (quarto da esq.) permitiu também a apreensão de três membros de sua quadrilha, dedicada a homicídios, extorsões e tráfico de entorpecentes, armas e moeda estrangeira. (Foto: Departamento de Polícia de Norte de Santander, Colômbia)

Vulgo Chunga e sua gangue

O indivíduo conhecido como Chunga, preso no mesmo dia 27 de fevereiro, é responsável por sequestros e extorsões contra prefeitos e comerciantes da província de Ocaña, estado de Norte de Santander, e pelo fornecimento de armamentos para Los Pelusos. Ele era procurado pela Polícia estadual por assassinato, tráfico de entorpecentes e porte ilegal de armas de fogo.

“Chunga é o suposto autor intelectual do assassinato dos comerciantes Carlos Andrés Rincón e Jonatán Moros”, informou à imprensa a Polícia de Norte de Santander. “Os fatos ocorreram no dia 18 de novembro de 2018 em [um restaurante] de Cúcuta.”

A Seccional de Investigação Criminal e Inteligência Policial e a Promotoria Geral da Nação lideraram a operação que possibilitou também a prisão de José Javier León Vega, conhecido como Jaguar; Roque Antonio Rueda, conhecido como Rocoso; e uma mulher, companheira sentimental do vulgo Chunga e cúmplice de suas atividades criminosas. Os quatro pertenciam à organização de Los Pelusos. 

“O indivíduo conhecido como Jaguar era o encarregado da comercialização de entorpecentes, do tráfico de moeda estrangeira e da aquisição de armamentos”, informou a polícia. “Rocoso comercializava veículos roubados e entorpecentes e traficava moeda estrangeira, armas e munições.”

Unidades da Promotoria realizaram a vistoria e apreensão do imóvel onde a quadrilha foi capturada, no qual encontraram armamentos e diversas munições. Rocoso conseguia o dinheiro para comprar os apetrechos militares através de hipotecas de imóveis e veículos dessa organização, além do envio de entorpecentes para os cartéis mexicanos.

“O trabalho unificado nos demonstrou que em seis meses foi possível entregar à justiça mais de 10.000 criminosos”, afirmou à imprensa o presidente colombiano Iván Duque. “Atingimos o Clã do Golfo, Los Puntilleros, Los Pelusos e o grupo terrorista ELN, e continuaremos a golpeá-los.”

Compartilhar:
Comente:
Gosta dessa história? Sim 3
Carregando conversa