Colômbia reforça presença militar diante de ataques das FARC

Dois atentados com explosivos que deixaram 15 mortos em duas localidades do sudoeste da Colômbia, atribuídos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), levaram o presidente Juan Manuel Santos a lançar um importante reforço militar à região, no dia 2 de fevereiro.
WRITER-ID | 6 fevereiro 2012

O governo colombiano anunciou um reforço militar em Tumaco após os recentes ataques terroristas feitos pelas FARC. (Foto: Arquivo MINDEFENSA)

Dois atentados com explosivos que deixaram 15 mortos em duas localidades do sudoeste da Colômbia, atribuídos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), levaram o presidente Juan Manuel Santos a lançar um importante reforço militar à região, no dia 2 de fevereiro.

“Tumaco sofreu muito, é apontado como um centro estratégico para o ‘narcoterrorismo’. Decidimos intervir em Tumaco com uma unidade de Fuzileiros Navais e outra do Exército. Serão mais de 2.500 homens adicionais”, disse Santos, que viajou à região para lançar um conselho de segurança. Foi também decidido o aumento do contingente policial em 300 homens.

No ataque a Tumaco, no dia 1º de fevereiro, nove pessoas morreram e outras 69 ficaram feridas.

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, classificou o ato como “terrorismo” e responsabilizou as FARC e a quadrilha criminosa Los Rastrojos pelo atentado. “As FARC, em aliança com Los Rastrojos, estão defendendo uma rota do narcotráfico até o Pacífico. O que fizeram é terrorismo puro, e a força será utilizada diretamente contra essas organizações”, disse.

Enquanto Santos estava em Tumaco, um carro bomba explodiu em frente a uma delegacia no centro da localidade de Villa Rica, estado de Cauca, causando seis mortes e deixando cerca de 30 feridos. Entre as vítimas fatais estão dois menores de idade e o comandante do posto policial onde explodiu o artefato.

Tal como o de Tumaco, este atentado também foi atribuído a uma frente das FARC que atua na região.

Os ataques ocorreram horas depois que as FARC adiaram indefinidamente a libertação de cinco policiais e um militar, sequestrados há mais de 12 anos, alegando que a região onde a entrega seria feita havia sido militarizada.

“Os atentados de Tumaco e Villa Rica são lamentáveis (…). Com estas ações, as FARC afastam cada vez mais qualquer possibilidade de diálogo”, escreveu o ministro do Interior, Germán Vargas Lleras, em seu perfil no Twitter.

Compartilhar:
Comente:
Gosta dessa história? Sim 18
Carregando conversa