Experiência de um fuzileiro naval chileno no RIMPAC

Pelo Soldado Adam Montera, Forças do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA no Pacífico | 6 agosto 2018

Capacitação e Desenvolvimento

O Cabo do Corpo de Fuzileiros Navais do Chile German Letelier, líder do esquadrão do 1º Pelotão da 211ª Companhia do 21º Batalhão, enfrenta inimigos combatentes durante um treinamento de operação de evacuação de não-combatentes, como parte do exercício Rim of the Pacific, na Área de Treinamento Pohakuloa, no Havaí, no dia 12 de julho de 2018. (Foto: Soldado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Adam Montera)

O Cabo do Corpo de Fuzileiros Navais do Chile German Letelier saiu pela parte traseira de um helicóptero CH-53E Super Stallion do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA em direção a um campo com vegetação alta e encontrou um lugar seguro o mais rápido possível. Com ele saíram fuzileiros das Filipinas e dos Estados Unidos; Letelier era o único representante do Corpo de Fuzileiros Navais do Chile.

 Ele estava no primeiro de dois grupos de helicópteros que levavam as tropas à Área de Treinamento Pohakuloa (PTA, em inglês), na Ilha Grande do Havaí, como parte do exercício bianual Rim of the Pacific (RIMPAC), no dia 12 de julho de 2018. À frente, eles podiam ver o alvo: duas pequenas cidades habitadas por um grande número de civis, além de combatentes inimigos.

 O grupo multinacional de militares avançou em esquadrões e equipes de ataque rumo ao alvo mais próximo, sabendo que eles corriam o risco de enfrentar o inimigo a qualquer momento. Como previsto, a uns 200 metros da cidade, o CB Letelier começou a escutar os disparos.

 O CB Letelier e outros fuzileiros participantes da operação se dirigiram à cidade, eventualmente acompanhados por fuzileiros da República da Coreia e dos Estados Unidos, que faziam parte do segundo grupo de helicópteros. Após desobstruir as duas cidades, eles prosseguiram com o objetivo principal do exercício de treinamento: afastar do perigo o pessoal não-combatente.

 “Gosto do que estamos fazendo aqui”, disse o CB Letelier. “O intercâmbio de experiências durante [as operações urbanas] foi muito bom. Nossas táticas, nossas técnicas e nossos procedimentos foram muito semelhantes aos dos fuzileiros dos EUA, então foi fácil misturar as unidades e conseguir um bom treinamento.”

 Ao terminar essa missão, o CB Letelier completou seu primeiro evento de treinamento na PTA durante o RIMPAC. Seu maior aprendizado até o momento foi saber como é importante fazer uma análise do cenário e compreender a missão de todos os demais envolvidos na operação, começando por si mesmo e evoluindo até as unidades maiores.

O CB Letelier participa de uma evacuação de não-combatentes durante o RIMPAC 2018, em uma ação para evacuar cidadãos cujas vidas estão em perigo. A edição 2018 do RIMPAC foi a primeira onde uma nação parceira latino-americana – o Chile – comandou o componente marítimo do exercício internacional. (Foto: Soldado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Adam Montera)

O CB Letelier pode ter sido o único fuzileiro chileno a participar da operação de evacuação de não-combatentes (NEO, em inglês), no entanto, ele não foi o único a participar do RIMPAC. No dia 15 de julho, recebeu a companhia de um pelotão de seus irmãos de armas, os quais tinham participado ativamente do exercício na ilha de Oahu, desde sua chegada no final de junho.

O CB Letelier, um líder de esquadrão do 1º Pelotão da 211ª Companhia do 21º Batalhão do Corpo de Fuzileiros Navais do Chile, é membro da instituição militar chilena há 13 anos. Ele se alistou ainda jovem por motivos simples e honrosos. A atração pela ideia de servir ao seu país e seu interesse na carreira militar foi o que chamou sua atenção inicialmente. Após passar algum tempo em serviço, ele concluiu que, apesar de o Chile não estar frequentemente envolvido em conflitos diretos, era importante para o país estar preparado para qualquer eventualidade. Ele acredita que exercícios como o RIMPAC sejam o meio perfeito para aumentar não apenas as capacidades do Chile, mas também as suas próprias.

Em todos os seus anos de serviço, esta foi a sua primeira iteração no RIMPAC e a primeira oportunidade de treinar junto a outros países. Ele está apreciando o treinamento, bem como a oportunidade de trabalhar e trocar conhecimentos com outros países.

O CB Letelier avaliou a importância de se reunir as nações para treinar como se fosse uma só. “Algo pode acontecer e talvez eles nos chamem para ajudar e fazer parte de uma grande força de coalizão, e esse tipo de treinamento é muito importante para isso.”

Ele falou sobre a importância de se treinar juntos durante exercícios como o RIMPAC, para que os erros sejam cometidos agora e não no futuro. Se cometemos erros no treinamento, podemos aprender com eles e solucioná-los, salvando vidas e aumentando as chances de sucesso da missão nas operações da vida real.

Ele acha que treinamentos contínuos como esse fortalecerão as capacidades do Chile e de seus parceiros, além de aumentar sua capacidade de operar em conjunto. A opinião do CB Letelier reflete os principais objetivos e ideias implícitas no RIMPAC: reunir os parceiros e aliados. Eles não só aprendem uns com os outros, mas também aprendem a trabalhar e treinar juntos.

A parte correspondente à Força-Tarefa Aérea-Terrestre dos Fuzileiros Navais-Hawaii do RIMPAC é formada por aproximadamente 2.000 militares de 11 nações que treinam e trabalham em conjunto nas Ilhas do Havaí e arredores. Para o CB Letelier, a experiência do RIMPAC continuou com a participação de 25 nações, 46 navios, cinco submarinos, cerca de 200 aeronaves e 25.000 membros no exercício entre os dias 27 de junho e 2 de agosto, nas Ilhas do Havaí e seus arredores.

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