Chile reúne líderes regionais de operações especiais

O seminário reuniu em Santiago líderes militares e civis do hemisfério para compartilhar estratégias contra as ameaças comuns.
Geraldine Cook / Diálogo | 11 julho 2019

Relações Internacionais

Participantes do Forças Comando 2019 no Seminário para Líderes Seniores, que reuniu dirigentes das forças militares, de segurança e governamentais de 20 países do hemisfério ocidental. (Foto: Geraldine Cook, Diálogo)

“Nós nos reunimos em uma atmosfera de amizade, parceria e cooperação”, disse o General de Brigada do Exército Antonio Fletcher, comandante do Comando de Operações Especiais Sul, dos Estados Unidos (SOCSOUTH), ao dar as boas-vindas aos dirigentes das forças militares, de segurança e governamentais das nações parceiras do hemisfério ocidental o Seminário de Líderes Seniores, que se reuniram entre os dias 24 e 28 de junho em Santiago, no Chile. “Nosso objetivo é aumentar a colaboração e fortalecer nossas [alianças]. Mantemos essas parcerias para abordar melhor os desafios regionais e globais e as ameaças à segurança.”

Apresentadores do painel sobre as comunicações estratégicas regionais. (Foto: Geraldine Cook, Diálogo)

O seminário faz parte do Forças Comando 2019, um exercício multinacional de operações especiais liderado pelo Comando Sul dos EUA e dirigido pelo SOCSOUTH e pelo Chile, como país anfitrião. O evento reuniu as altas lideranças militares e civis da Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai. A Espanha foi o país convidado da Europa.

“Esse seminário nos permite visualizar, a partir dos nossos âmbitos de ação, como podemos contribuir, sob diversas perspectivas, para a defesa, a segurança, o desenvolvimento e os interesses de nossos países”, disse o General de Brigada do Exército do Chile Luis Rojas, diretor de Educação, Doutrina e Treinamento Conjunto do Estado-Maior, ao inaugurar o evento. “Esse seminário representa uma importante possibilidade de contato e relações bilaterais entre as autoridades da área política ou estratégica, que nessa oportunidade compartilhamos com 20 nações parceiras, com seus 96 representantes.”

Os participantes do seminário analisaram a fundo as ameaças regionais e transnacionais, como a luta contra o crime organizado e delitos a ele associados, e examinaram as experiências de utilização de unidades de operações especiais, a importância do desenvolvimento do corpo de suboficiais e o papel das comunicações estratégicas regionais.

O General de Brigada do Exército Antonio Fletcher, comandante do Comando de Operações Especiais Sul dos Estados Unidos, durante o discurso de boas-vindas aos participantes do seminário, disse que é importante aumentar a colaboração e fortalecer as alianças regionais. (Foto: Geraldine Cook, Diálogo)

As temáticas

“O crime transnacional, o tráfico de drogas e de armas atinge todos os países da região e, de forma lamentável, o combate às gangues atinge o nosso país”, disse o Coronel Mauricio Ernesto Sandoval Cienfuegos, comandante do Comando de Forças Especiais do Exército de El Salvador. “Esse seminário nos oferece uma oportunidade de fazermos convênios para atacar os problemas não individualmente, mas em conjunto.”

Para o Comissário Javier Rodríguez Sánchez, diretor nacional das Forças Especiais da Polícia do Panamá, para enfrentar o crime organizado todos devem compartilhar informações. “Necessitamos de muita informação e de uma comunicação direta com os países da região, além de buscar um intercâmbio de inteligência para que possamos encontrar soluções para nossos problemas comuns.”

O Coronel do Exército da Guatemala Héctor González Navarro, diretor de operações do Estado-Maior da Defesa Nacional, apoiou a ideia do Comissário Rodríguez. “Compartilhar informações é vital para facilitar o trabalho das unidades militares, especialmente das forças especiais, visto que realizamos operações de apoio não apenas ao combate das organizações criminosas transnacionais, mas também à população civil que é atingida pelos desastres naturais”, disse. Ele lembrou o apoio que seu país recebeu para as vítimas da erupção do vulcão de Fogo, em junho de 2018, com o envio de ajuda humanitária, transporte da população e organização de albergues, entre outros.

Os participantes se comprometeram a dar continuidade à profissionalização de suas unidades de forças especiais, para realizar as diversas missões que abrangem a defesa, as missões de paz, a assistência durante desastres naturais e o combate às ameaças transnacionais. A Colômbia será o país anfitrião do seminário em 2020.

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