Chefe do Exército colombiano exige das FARC a verdade sobre os sequestrados

O comandante do Exército colombiano, General Sergio Mantilla, exigiu em 24 de setembro que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), guerrilha com a qual o governo iniciará um diálogo de paz no dia 8 de outubro, falem a verdade sobre a situação de vários sequestrados, o narcotráfico e o recrutamento de menores.
WRITER-ID | 26 setembro 2012

O comandante do Exército colombiano, General Sergio Mantilla, exigiu em 24 de setembro que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), guerrilha com a qual o governo iniciará um diálogo de paz no dia 8 de outubro, falem a verdade sobre a situação de vários sequestrados, o narcotráfico e o recrutamento de menores.

“Enquanto não disserem as coisas e as chamarem pelo verdadeiro nome”, não será possível “construir-se um caminho de paz”, declarou o oficial aos jornalistas, ao término de uma cerimônia militar em Bogotá.

Mantilla exigiu que as FARC “explicassem à Colômbia onde estão as pessoas sequestradas que faltam, entre as quais há vários militares”, e onde estão “os menores de idade que recrutaram”.

Segundo o oficial, há pelo menos 60 membros da Força Pública desaparecidos.

“Muitos deles se perderam das zonas de controle da guerrilha há 14 ou 15 anos. Estamos quase certos de que os rebeldes os têm em seu poder e esperamos que nos deem notícias para que tenhamos uma resposta às famílias”, acrescentou.

Ao lembrar que os chefes guerrilheiros insistiram em afirmar que não têm reféns em seu poder, o comandante do Exército colombiano disse que por afirmações como essas é que “é difícil confiar, é difícil acreditar neles”.

Mantilla também recordou outras declarações dos chefes insurgentes em dias passados, como a afirmação de que as FARC não participam do negócio do narcotráfico.

Da mesma forma, o oficial fez referência ao “emprego indiscriminado de artefatos explosivos que afetam os indígenas e muitos habitantes da região”, dizendo que “essas são respostas que o país está esperando”.

O governo do presidente Juan Manuel Santos e o líder máximo das FARC, Timoleón Jiménez, vulgo “Timochenko”, anunciaram no início do mês que iniciarão uma negociação de paz após vários meses de aproximação.

Os diálogos começarão oficialmente no próximo dia 8 de outubro, em Oslo, e depois serão transferidos para Havana.

Em fevereiro, as FARC anunciaram sua renúncia ao sequestro com extorsão de civis e libertaram os últimos dez policiais e militares que admitiam ter em seu poder.

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