Aviação do Exército Brasileiro apoia operação conjunta na fronteira

As aeronaves do Terceiro Batalhão de Aviação do Exército Brasileiro auxiliaram nas missões realizadas na fronteira do Brasil com a Bolívia, durante a Operação Ágata Jauru II.
Taciana Moury/Diálogo | 3 agosto 2018

O Terceiro Batalhão de Aviação do Exército foi responsável pelas operações aéreas durante a Operação Ágata Jauru II, de 14 a 18 de maio, na fronteira com a Bolívia. (Foto: Exército Brasileiro)

O combate aos crimes fronteiriços na região oeste do Brasil conta com a ajuda do Terceiro Batalhão de Aviação do Exército Brasileiro (3º BAVEx). Entre 14 e 18 de maio o batalhão se uniu a quase 500 militares do Comando Militar do Oeste na Operação Ágata Jauru II, na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. As unidades participantes incluiram o 2º Batalhão de Fronteira (2º BFRON), a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, o 44º Batalhão de Infantaria Motorizado e o 13º Pelotão de Polícia do Exército.

 

Além dos militares do EB, aproximadamente 50 profissionais dos órgãos de segurança pública federais e estaduais participaram da operação. Segundo o Coronel do Exército Brasileiro (EB) Sergio dos Santos Botelho, comandante do 3º BAVEx, o grande diferencial da Jauru II é a atuação em conjunto com outras instituições. “É possível verificar o modo de operação de cada uma e, com isso, trocar informações relevantes para melhorar a operacionalidade do batalhão”, disse. “Além disso, o batalhão tem a oportunidade de se adestrar em diferentes ambientes e situações.”

 

Durante quatro dias de operação o 3º BAVEx empregou dois helicópteros HM-1 Pantera e um HA-1 Fennec. Foram realizadas missões de reconhecimento na faixa de fronteira para identificar pistas de pouso clandestinas e outras vias de acesso utilizadas por organizações criminosas, além de áreas de garimpo ilegal. As aeronaves do batalhão transportaram a tropa, garantindo a ocupação dos postos de bloqueio com mais rapidez e agilidade.

 

Sobrevoos na faixa de fronteira

 

O Major do EB Thiago Bottecchia da Silva, um dos 11 militares do 3º BAVEx que participaram da operação, contou à Diálogo que as três aeronaves juntas realizaram 29 missões e efetuaram cerca de 40 horas de voo durante a atividade. “O grande desafio durante as operações na faixa de fronteira sempre estará direcionado para o aumento da capacidade operativa das organizações militares participantes, proporcionando aeromobilidade e cumprindo missões de combate, de apoio ao combate e de apoio logístico, com o máximo de eficiência e segurança”, destacou.

 

O trabalho de inteligência deu início às atividades do 3º BAVEx durante a Jauru II. As aeronaves realizaram o reconhecimento dos pontos de passagem de ilícitos (drogas, armamento, munição), para planejar a melhor maneira de infiltrar a tropa e executar a apreensão dos ilícitos, bem como exfiltrar os militares após as operações. Os voos percorreram toda a faixa de fronteira do Mato Grosso.

Aproximadamente 500 militares do Exército Brasileiro, reunidos no 2° Batalhão de Fronteira, em Cárceres, no Mato Grosso, participaram da Jauru II. (Foto: Exército Brasileiro)

 

Em uma das missões, a tripulação do HA-1 Fennec e um militar do 2º BFRON realizaram um voo com o objetivo de verificar a existência de possíveis pontos de pouso de aeronaves irregulares transportando ilícitos. A equipe conseguiu confirmar várias pistas de pouso não homologadas, além de um local de garimpo ilegal. Todas as informações captadas durante o voo foram transmitidas ao comando da operação, para que fossem consolidadas e posteriormente desencadeassem as ações necessárias para coibir os crimes.

 

O Maj Bottecchia justificou a importância do emprego dos dois tipos de aeronaves utilizadas durante a missão. “O HM-1 é um helicóptero biturbina e muito indicado para o transporte de tropa. Já o HA-1 é monoturbina e utilizado para o reconhecimento e o ataque”, explicou. “Os dois modelos operam à noite e também atuam em missões de resgate, combate a incêndio e situações de calamidade pública.”

 

O 3º BAVEx conta com oito aeronaves HM-1 Pantera e seis HA-1 Fennec. Possui um efetivo de aproximadamente 350 militares e está sediado em Mato Grosso do Sul. A unidade aérea completou 25 anos de atuação nas atividades aéreas em apoio ao EB, seja no transporte de tropa, no reconhecimento e ataque ou na busca e salvamento. Durante a Operação Ágata Jauru II, a unidade aérea utilizou três tripulações de pilotos e mecânicos de voo.  

 

Balanço da operação

 

A Operação Ágata Jauru II teve o objetivo de aumentar a segurança da população na faixa de fronteira, através da presença do EB, dos órgãos de segurança pública e dos órgãos federais na região, e de coibir os crimes transfronteiriços por meio de ações interagências. De acordo com um comunicado da Assessoria de Comunicação Social da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, durante o período de operação, quase 2.000 veículos, entre carros, motos, caminhões e embarcações foram vistoriados e cinco pessoas foram presas.

 

Além dos helicópteros do 3º BAVEx, as ações tiveram o auxílio de viaturas operacionais, drones e uma viatura de posto de comando e controle, que conta com um sistema de comunicação e gerenciamento das atividades. “Mais de 500 atendimentos médicos e odontológicos foram realizados e 266 medicamentos distribuídos à população local”, segundo o comunicado. A Operação Ágata ocorre desde 2011 e tem como bases o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, a Estratégia Nacional de Defesa e a Constituição Federal.  

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