Forças Armadas atuam no combate aos incêndios na Amazônia

As queimadas na região amazônica e no Pantanal já atingiram 20.000 hectares.
Andréa Barretto / Diálogo | 29 agosto 2019

Resposta Rápida

A FAB usa duas aeronaves C-130 Hércules equipadas, cada uma, com tanques de até 12.000 litros, para derramar água sobre as queimadas na região amazônica. (Foto: Força Aérea Brasileira)

Desde o dia 24 de agosto de 2019, duas aeronaves C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB)  estão sendo empregadas no combate aos incêndios que atingem principalmente o norte e centro-oeste do Brasil. Essas aeronaves são dotadas de cinco tanques de água que carregam até 12.000 litros. Ao sobrevoar as regiões atingidas pelo fogo, a água é liberada por dois tubos, ajudando assim a conter o avanço das queimadas.

A ação da FAB é uma das operações emergenciais que vêm sendo levadas a cabo pelas Forças Armadas brasileiras a fim de colaborar com o controle dos incêndios. “O emprego extensivo de pessoal e equipamentos das Forças Armadas, auxiliares e outras agências permitirão não apenas combater as atividades ilegais, como também conter o avanço de queimadas na região”, afirmou o presidente do Brasil Jair Bolsonaro, quando anunciou a medida de garantia da lei e da ordem (GLO) que deve se estender até 24 de setembro.

Nesse período da GLO, o emprego dos militares se dá a partir da solicitação feita pelos governadores dos estados e pode abranger áreas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da chamada Amazônia Legal. Essa região abarca nove estados brasileiros, incluindo o Amazonas, Mato Grosso, Acre e Rondônia. Este último foi um dos primeiros estados a pedir o apoio das Forças Armadas.

Com isso, um grupo de 100 militares do Exército Brasileiro deu início aos trabalhos para apagar os focos de incêndio na reserva Jacundá. Nessa unidade de preservação ambiental foi montada uma base com posto de saúde, refeitório e dormitórios. Ali, os militares estão atuando em coordenação com bombeiros e agentes do grupo especializado em prevenção e combate ao fogo que faz parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

Podendo ser acionados a qualquer momento, militares do 51º Batalhão de Infantaria de Selva passam por treinamento emergencial de combate e prevenção a incêndios, em Altamira, no Pará. (Foto: Exército Brasileiro).

Mais queimadas

Os vizinhos brasileiros também estão na luta contra as queimadas, que costumam aparecer nesta época do ano por causa da seca.

A Bolívia sofre com o maior incêndio de sua história recente. O fogo já consumiu cerca de 500.000 hectares desde o início de agosto, quando foram detectados os primeiros focos. Para tentar resolver mais rapidamente a situação, o país contratou o maior avião tanque do mundo, o 747 SuperTanker. A aeronave está despejando água sobre parte do território boliviano desde o dia 23 de agosto, mas o fogo ainda não se apagou por completo.

Já o Paraguai teve 21.000 hectares da reserva natural Três Gigantes, próxima à tríplice fronteira com o Brasil e a Bolívia, destruída pelas queimadas. Neste país, a questão já foi normalizada.

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