Anistia Internacional acusa Maduro de crimes contra a humanidade

O grupo de direitos humanos exige que a Corte Criminal Internacional investigue o regime de Maduro.
Voz da América, editado pela equipe de Diálogo | 29 maio 2019

Ameaças Transnacionais

A Venezuelan living in ColoUna venezolana que vive en Colombia sostiene un cartel en contra de las violaciones a los derechos humanos en su país, en una protesta afuera de la sede de la ONU en Bogotá, el 15 de marzo de 2019. (Foto: )mbia holds a sign against human rights violations in her country, during a demonstration outside the UN headquarters in Bogotá, on March 15, 2019. (Photo: credit is missing)

O grupo de direitos humanos Anistia Internacional declarou que acredita que o regime de Nicolás Maduro tenha praticado crimes contra a humanidade na Venezuela e quer que a Corte Criminal Internacional investigue.

“Diante de graves violações aos direitos humanos, escassez de remédios e alimentos e violência generalizada, o país tem uma fome urgente de justiça”, afirmou a Anistia em seu novo relatório, no dia 14 de maio de 2019.

O documento diz que houve um “alto nível de coordenação” entre as forças de segurança em toda a Venezuela para “neutralizar ou eliminar” qualquer pessoa com a mínima suspeita de oposição a Maduro, especialmente nas regiões mais pobres.

“Autoridades de alto escalão, incluindo Nicolás Maduro, tinham conhecimento desses atos públicos e aterradores e não tomaram medidas para evitá-los ou investigá-los”, disse a Anistia.

Além disso, o organismo exige que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas estabeleça uma comissão de inquérito na sua próxima sessão, no mês que vem, e quer que a Corte Criminal Internacional em Haia tome providências contra o regime de Maduro.

“Apelamos a todos os estados que declarem urgentemente seu apoio inequívoco às vítimas desses acontecimentos e garantam que esses crimes não fiquem impunes [...] até que exista um caminho claro em direção à verdade, à justiça e às indenizações, caso contrário a Venezuela continuará mergulhada nessa grave crise de direitos humanos e repressão”, disse a Anistia.

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