Vinte e cinco militares venezuelanos buscam asilo na Embaixada do Brasil

Os conflitos do dia 30 de abril ocorrem após semanas de tensão na Venezuela.
AFP | 3 maio 2019

Ameaças Transnacionais

Um cartaz de um manifestante em um protesto em massa em Caracas diz: “Abaixo a tirania”, depois que o líder da oposição Juan Guaidó pediu que os venezuelanos civis e militares protestassem contra o regime de Nicolás Maduro, em 30 de abril de 2019. Vinte e cinco militares venezuelanos solicitaram asilo na Embaixada do Brasil. (Foto: Ruben Sevilla Brand, AFP)

Pelo menos 25 militares venezuelanos buscaram asilo na Embaixada do Brasil em Caracas, informou uma alta autoridade brasileira no dia 30 de abril, depois que o presidente interino da Venezuela Juan Guaidó declarou que militares o estariam apoiando. 

Um porta-voz do presidente do Brasil Jair Bolsonaro disse que soldados e tenentes estariam entre os solicitantes.

Os pedidos de asilo chegaram quando Bolsonaro declarou seu apoio aos venezuelanos “escravizados por um ditador”, uma referência ao presidente Nicolás Maduro, cujo poder está sendo desafiado por Guaidó.

“O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente interino Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos”, disse Bolsonaro em uma série de tweets.

“Nós apoiamos a liberdade dessa nação irmã para que ela viva, finalmente, uma verdadeira democracia.”

O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo reiterou o apoio do Brasil a uma “transição democrática” e declarou que “espera que os militares venezuelanos façam parte desse processo”.

O Brasil está entre os mais de 50 países que reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela.

No entanto, uma tentativa que, ao parecer, foi cuidadosamente planejada por Guaidó para demonstrar o crescente apoio militar, no dia 30 de abril, se transformou em um tumulto na capital venezuelana, o que gerou apelos por moderação.

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