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Centro Operacional Avançado Curaçao/Aruba apoia operações antidrogas

Centro Operacional Avançado Curaçao/Aruba apoia operações antidrogas

Por Geraldine Cook
novembro 04, 2019

Missões aéreas de combate ao narcotráfico afetam as organizações criminosas transnacionais.

O Centro Operacional Avançado (FOL, em inglês) Curaçao/Aruba realiza operações aéreas 24 horas por dia em apoio às operações aéreas multinacionais de detecção, monitoramento e rastreamento do narcotráfico, com aeronaves dos EUA e das nações parceiras. Os Estados Unidos e os Países Baixos assinaram um acordo de acesso de 10 anos em março de 2000 e o renovaram em 2010, permitindo que o FOL (também conhecido como Centro de Segurança Cooperativa) atuasse no Aeroporto Internacional Hato, de Curaçao, e no Aeroporto Internacional Reina Beatrix, de Aruba. Enquanto o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) supervisiona suas operações através da Força-Tarefa Conjunta Interagencial Sul (JIATF Sul), a Força Aérea dos EUA administra as atividades do dia-a-dia.

O Tenente-Coronel da Força Aérea dos EUA James Sinclair, comandante do FOL Curaçao/Aruba, conversou com Diálogo sobre a missão e seu trabalho interagencial, durante uma visita às instalações.

Diálogo: Qual é a missão do FOL Curaçao/Aruba?

Tenente-Coronel da Força Aérea dos EUA James Sinclair, comandante do FOL Curaçao/Aruba: Nós damos apoio à vigilância aérea contra o narcotráfico, segundo os acordos internacionais. Se for solicitado e aprovado por nossos países anfitriões, prestamos apoio logístico a outras missões, incluindo a missão de reconhecimento meteorológico, que reúne dados do clima e beneficia a região na época de furacões. Eventualmente, em resposta aos desastres naturais, temos permissão dos Países Baixos para apoiar outras missões. Por exemplo, apoiamos os esforços multinacionais de ajuda durante os devastadores furacões que atingiram o Caribe no ano passado [2018].

Diálogo: Como o FOL Curaçao/Aruba coordena com as agências dos EUA e das nações parceiras durante uma operação aérea e marítima contra supostos traficantes de drogas?

Ten Cel Sinclair: Sempre que recebemos instruções da JIATF Sul, nós nos posicionamos para prestar apoio logístico. Caso alguma cooperação adicional seja necessária, coordenaremos com o Consulado dos EUA, com nossos parceiros da Holanda e de Curaçao, entre outros.

Diálogo: As organizações criminosas internacionais estão utilizando novas rotas para transportar mercadorias ilícitas na bacia do Caribe?

Ten Cel Sinclair: As organizações narcotraficantes transnacionais estão levando mais drogas pelo Oceano Pacífico do que pelo Caribe, ajustando suas táticas, técnicas e procedimentos em busca de novas rotas. Elas têm usado mais semissubmersíveis e distribuído suas operações nos países da América Central. Ao mesmo tempo, a JIATF Sul aperfeiçoa constantemente seus métodos de detecção e exploração para combater as operações de tráfico ilícito, trabalhando com as nações parceiras e suas capacidades na luta contra as organizações de narcotraficantes. Nossos parceiros regionais caribenhos se destacaram ao criar uma rede de detecção que faz com que seja mais difícil que os traficantes de drogas tenham êxito na bacia do Caribe.

Diálogo: Quais foram os resultados do FOL Curaçao/Aruba quanto ao apoio aos esforços internacionais contra o narcotráfico durante o primeiro semestre de 2019?

Ten Cel Sinclair: No primeiro semestre, o FOL Curaçao/Aruba deu apoio logístico que resultou no confisco de 5,2 toneladas de cocaína e 32 detenções.

Diálogo: Como o FOL Curaçao/Aruba apoia a Operação Martillo da JIATF Sul? Que lições importantes foram aprendidas com esta operação multinacional?

Ten Cel Sinclair: Como apoiamos a JIATF Sul, prestamos o apoio logístico necessário para a Operação Martillo. A lição mais importante que resultou da Operação Martillo foi confiar e integrar capacidades com nossos parceiros, enquanto trabalhamos em conjunto no combate às organizações criminosas de narcotraficantes.

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