Mulheres ajudam Forças Armadas a atingir objetivos de paz, segurança e desenvolvimento

Women Help the Armed Forces Achieve Peace, Security and Development Goals

Por Dialogo
maio 27, 2015




Autoridades militares de Chile, Colômbia, México, Espanha, Reino Unido e Noruega compartilharam suas experiências sobre o crescente papel das mulheres nas Forças Armadas de seus respectivos países durante o seminário “Mulheres e Forças Armadas: Quanto Avançamos na Última Década”, realizado recentemente no Chile.

O seminário, organizado pelo Ministério da Defesa do Chile, foi desenvolvido no quadro das políticas de inclusão e não discriminação capitaneadas pela presidente Michelle Bachelet. Foi realizado em 6 e 7 de maio no Centro Conjunto para Operações de Paz do Chile e liderado pelo subsecretário das Forças Armadas do Chile, Gabriel Gaspar.

O General de Brigada do Exército da Colômbia, Javier Fernández, também compareceu ao evento. O México foi representado pelo General Jorge Pedro Nieto Sánchez, do Serviço de Defesa Nacional (SEDNA), e pelo Contra-Almirante César Carlos Preciado Velázquez, do Serviço da Marinha (SEMAR). O adido de Defesa da Embaixada da Espanha, o Coronel de Infantaria da Marinha Eliseo González Ferrera, e o embaixador Noruega no Chile, Hege Araldsen, também participaram. O Reino Unido foi representado pela Capitã-Real Angie Hancock, primeira oficial naval feminina a chegar ao posto de Capitã da Marinha Real Britânica e uma das dez capitãs que servem atualmente na instituição.

“O evento buscou refletir sobre o processo da inclusão de mulheres nas Forças Armadas do Chile”, os desafios que restam e “conhecer as experiências internacionais”, segundo comunicado à imprensa do Ministério da Defesa do Chile divulgado em 8 de maio.

Uma das mudanças de maior impacto nas Forças armadas da América Latina foi a incorporação de mulheres em instituições militares depois de muitos anos, disse Raúl Benítez Manaut, analista de segurança e pesquisador do Instituto de Pesquisa Social da Universidade Autônoma do México (UNAM).

Atualmente, as mulheres representam apenas 14% do efetivo das Forças Armadas do Chile. Ao todo, são 59.031 membros em serviço no país.

Segundo o “Atlas Comparativo de Defesa da América Latina e do Caribe” de 2014, lançado pela Rede de Segurança e Defesa da América Latina (RESDAL), o número de membros em serviço de ambos os sexos nas Forças Armadas da América Latina é de mais de 1.500.000. Desse total, as mulheres representam hoje “um pequeno exército de quase 50.000 membros”, segundo reportagem do El Heraldo
de 4 de novembro de 2014.

O estudo da RESDAL relata que 106.415 mulheres servem nas Forças Armadas de Argentina, México, Bolívia, Brasil, Chile, El Salvador, Peru, República Dominicana, Uruguai, Guatemala e Venezuela. O estudo afirma ainda que não há dados disponíveis sobre o número de mulheres militares na Colômbia, em Honduras, na Nicarágua e no Paraguai.

As mulheres nas Forças Armadas de países da América Latina desempenham papéis importantes como enfermeiras, médicas técnicas e líderes de unidades técnicas, entre outros. A Colômbia garante que as mulheres tenham papéis iguais em suas forças armadas, disse Benítez.

“A contribuição das mulheres em temas de segurança e defesa é igual à dos homens: um trabalho de excelência do qual participam em questões de igualdade.”

Em outros países, como o México, a participação está em um processo de evolução gradual, disse Benítez. “A incorporação de mulheres nas Forças Armadas é muito lenta porque acabamos de abrir espaço nas escolas de formação, como no México. Vai levar 20 ou 30 anos para as mulheres chegarem ao posto de generais nas unidades de combate.”

Mas esses esforços estão compensando, especialmente em países como o Chile. Em 2000, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1325, que promove a igualdade de gênero e tenta expandir o papel das mulheres nos objetivos de alcançar paz e desenvolvimento. O Chile lançou seu Primeiro Plano de Ação para implantar a resolução em 2009 e o Segundo Plano de Ação em março deste ano. É um dos 38 países que desenvolveram esse tipo de plano.

O processo para incluir mulheres nas Forças Armadas do Chile ganhou impulso quando a atual presidente Michelle Bachelet era ministra da Defesa. “Dez anos após o início desse processo, hoje estamos estudando como aprofundá-lo, observando as experiências de outros países, como neste seminário”, disse Gaspar.

“Isso envolve um conjunto de mecanismos e ferramentas reunidas em planos e programas, leis, ações públicas e nos bens e serviços que tendem a reduzir e eliminar as desigualdades e todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres”, disse a ministra do Serviço Nacional da Mulher (SERNAM), Gloria Maira Vargas, durante sua apresentação no seminário.

“[As Forças Armadas] são um reflexo de nossa sociedade", disse o Coronel da Reserva do Exército do Chile Carlos Ojeda. “Não podemos pedir às Forças Armadas que vão além do que a própria sociedade está preparada para levar adiante. À medida que a sociedade inclui as mulheres, as Forças Armadas também as incluem.”

As mulheres devem ter mais oportunidades de acesso às funções, compensações e atividades que hoje são preenchidas por homens devido a circunstâncias culturais, acrescentou.



Autoridades militares de Chile, Colômbia, México, Espanha, Reino Unido e Noruega compartilharam suas experiências sobre o crescente papel das mulheres nas Forças Armadas de seus respectivos países durante o seminário “Mulheres e Forças Armadas: Quanto Avançamos na Última Década”, realizado recentemente no Chile.

O seminário, organizado pelo Ministério da Defesa do Chile, foi desenvolvido no quadro das políticas de inclusão e não discriminação capitaneadas pela presidente Michelle Bachelet. Foi realizado em 6 e 7 de maio no Centro Conjunto para Operações de Paz do Chile e liderado pelo subsecretário das Forças Armadas do Chile, Gabriel Gaspar.

O General de Brigada do Exército da Colômbia, Javier Fernández, também compareceu ao evento. O México foi representado pelo General Jorge Pedro Nieto Sánchez, do Serviço de Defesa Nacional (SEDNA), e pelo Contra-Almirante César Carlos Preciado Velázquez, do Serviço da Marinha (SEMAR). O adido de Defesa da Embaixada da Espanha, o Coronel de Infantaria da Marinha Eliseo González Ferrera, e o embaixador Noruega no Chile, Hege Araldsen, também participaram. O Reino Unido foi representado pela Capitã-Real Angie Hancock, primeira oficial naval feminina a chegar ao posto de Capitã da Marinha Real Britânica e uma das dez capitãs que servem atualmente na instituição.

“O evento buscou refletir sobre o processo da inclusão de mulheres nas Forças Armadas do Chile”, os desafios que restam e “conhecer as experiências internacionais”, segundo comunicado à imprensa do Ministério da Defesa do Chile divulgado em 8 de maio.

Uma das mudanças de maior impacto nas Forças armadas da América Latina foi a incorporação de mulheres em instituições militares depois de muitos anos, disse Raúl Benítez Manaut, analista de segurança e pesquisador do Instituto de Pesquisa Social da Universidade Autônoma do México (UNAM).

Atualmente, as mulheres representam apenas 14% do efetivo das Forças Armadas do Chile. Ao todo, são 59.031 membros em serviço no país.

Segundo o “Atlas Comparativo de Defesa da América Latina e do Caribe” de 2014, lançado pela Rede de Segurança e Defesa da América Latina (RESDAL), o número de membros em serviço de ambos os sexos nas Forças Armadas da América Latina é de mais de 1.500.000. Desse total, as mulheres representam hoje “um pequeno exército de quase 50.000 membros”, segundo reportagem do El Heraldo
de 4 de novembro de 2014.

O estudo da RESDAL relata que 106.415 mulheres servem nas Forças Armadas de Argentina, México, Bolívia, Brasil, Chile, El Salvador, Peru, República Dominicana, Uruguai, Guatemala e Venezuela. O estudo afirma ainda que não há dados disponíveis sobre o número de mulheres militares na Colômbia, em Honduras, na Nicarágua e no Paraguai.

As mulheres nas Forças Armadas de países da América Latina desempenham papéis importantes como enfermeiras, médicas técnicas e líderes de unidades técnicas, entre outros. A Colômbia garante que as mulheres tenham papéis iguais em suas forças armadas, disse Benítez.

“A contribuição das mulheres em temas de segurança e defesa é igual à dos homens: um trabalho de excelência do qual participam em questões de igualdade.”

Em outros países, como o México, a participação está em um processo de evolução gradual, disse Benítez. “A incorporação de mulheres nas Forças Armadas é muito lenta porque acabamos de abrir espaço nas escolas de formação, como no México. Vai levar 20 ou 30 anos para as mulheres chegarem ao posto de generais nas unidades de combate.”

Mas esses esforços estão compensando, especialmente em países como o Chile. Em 2000, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1325, que promove a igualdade de gênero e tenta expandir o papel das mulheres nos objetivos de alcançar paz e desenvolvimento. O Chile lançou seu Primeiro Plano de Ação para implantar a resolução em 2009 e o Segundo Plano de Ação em março deste ano. É um dos 38 países que desenvolveram esse tipo de plano.

O processo para incluir mulheres nas Forças Armadas do Chile ganhou impulso quando a atual presidente Michelle Bachelet era ministra da Defesa. “Dez anos após o início desse processo, hoje estamos estudando como aprofundá-lo, observando as experiências de outros países, como neste seminário”, disse Gaspar.

“Isso envolve um conjunto de mecanismos e ferramentas reunidas em planos e programas, leis, ações públicas e nos bens e serviços que tendem a reduzir e eliminar as desigualdades e todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres”, disse a ministra do Serviço Nacional da Mulher (SERNAM), Gloria Maira Vargas, durante sua apresentação no seminário.

“[As Forças Armadas] são um reflexo de nossa sociedade", disse o Coronel da Reserva do Exército do Chile Carlos Ojeda. “Não podemos pedir às Forças Armadas que vão além do que a própria sociedade está preparada para levar adiante. À medida que a sociedade inclui as mulheres, as Forças Armadas também as incluem.”

As mulheres devem ter mais oportunidades de acesso às funções, compensações e atividades que hoje são preenchidas por homens devido a circunstâncias culturais, acrescentou.
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