O Sétimo Simpósio Anual de Logística para Líderes Seniores (SLLS) 2025, um fórum importante para promover a interoperabilidade logística, foi realizado nos dias 4 e 5 de junho, no quartel-general do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM). O simpósio, patrocinado pelo SOUTHCOM, tem como objetivo fortalecer os laços logísticos com as nações parceiras do Hemisfério Ocidental.
Sob o tema “Visão Logística Estratégica”, 28 nações parceiras se reuniram para compartilhar experiências, lições aprendidas e soluções inovadoras em logística. Delegações de Antígua e Barbuda, Argentina, Austrália, Barbados, Bélgica, Belize, Chile, Colômbia, Costa Rica, Dominica, El Salvador, Equador, França, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Reino Unido, República Dominicana, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uruguai participaram do evento.
Durante seu discurso de abertura, o Almirante de Esquadra Alvin Hosley, comandante do SOUTHCOM, enfatizou a conexão fundamental entre uma logística sólida e a colaboração diante de ameaças comuns.
“As ameaças e os desafios que enfrentamos nesta região prevalecerão e perdurarão se não nos preparamos, se não nos inovamos, se não colaboramos, se não cumprimos nossas promessas, se não construímos relacionamentos e parcerias”, afirmou o Alte Esq Hosley. “As ameaças e os desafios que enfrentamos não são exclusivos de uma nação; eles transcendem nações e fronteiras. E, à medida que essas ameaças continuam a evoluir, nossa capacidade de pensar, agir e operar de maneira diferente também deve evoluir.”

Definindo o rumo
A agenda deste ano começou com atualizações sobre as metas estabelecidas durante o evento de 2024. Durante seu discurso de abertura, o Vice-Almirante Dion D. English, da Marinha dos EUA, diretor de Logística do Estado-Maior Conjunto (J4), destacou como os adversários estudaram e se adaptaram à logística dos EUA e de seus aliados, explorando suas vulnerabilidades e, ao mesmo tempo, espelhando algumas estratégias bem-sucedidas.
“Mas a única coisa com que eles nunca podem contar é com a força que temos, como uma coalizão unida de parceiros e aliados”, declarou.
O Capitão de Mar e Guerra Douglas R. Burke, do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, diretor de Logística do SOUTHCOM, identificou a prontidão operacional e o movimento e transporte como os dois elementos cruciais para os esforços logísticos coletivos. Ele também anunciou a validação bem-sucedida do Manual de Logística de Assistência Humanitária e Socorro em Casos de Desastres (HADR). Esse manual, elaborado para orientar as nações na coordenação de sua logística, durante operações de HADR na região, provou ser eficaz, durante sua implementação no exercício multinacional Tradewinds 25, que foi concluído recentemente, no início de maio.
“Tenho o prazer de informar que conseguimos validar o manual de logística para HADR. Isso é um mérito de todos os membros deste grupo, desta organização. Eu gostaria de reconhecer parte do trabalho inicial e da base que foi estabelecida há dois anos, especialmente pelo parceiro do Chile, o Capitão de Mar e Guerra Eduardo Torres, da Marinha do Chile”, disse Scott Pierce, presidente do Grupo de Trabalho de Movimentação e Transporte.
Pierce destacou especificamente a Força Aérea Argentina como um participante importante, ressaltando que sua aeronave C-130 serviu como elemento central do exercício. Ao seu lado, a Força de Defesa da Jamaica (JDF) e as Forças Armadas da República Dominicana realizaram manobras conjuntas de manuseio, carregamento e descarregamento, seguindo as diretrizes e fases estabelecidas no manual.
Notícias da TMPI
Três nações parceiras da região compartilharam informações atualizadas sobre os avanços do programa da Iniciativa de Parceria para Manutenção do Teatro de Operações (TMPI).
O Tenente-Coronel Maxwell Gordon, da JDF, presidente da Academia Militar do Caribe (CMA), detalhou a participação da Jamaica. Ele destacou o compromisso da CMA em fornecer treinamento e educação certificados e credenciados, ressaltando seu status como instituição terciária registrada, que trabalha para obter o credenciamento universitário e oferecer seu primeiro programa de graduação no próximo ano. O Ten Cel Gordon também afirmou que as lições aprendidas com o exercício Tradewinds 25 estão sendo integradas aos currículos existentes, com planos em andamento para estabelecer uma escola de logística militar.

Na Colômbia, o programa da TMPI abrange três componentes principais: um curso oficial multinacional de logística, um centro de manutenção e treinamento em aviação e um centro de excelência em manutenção e treinamento em comunicações.
“Esses três componentes da TMPI representam sete áreas de impacto que buscamos alcançar por meio da logística”, disse o Tenente-Coronel Daniel Andrés Vargas Pavón, chefe do Departamento de Logística do Comando Geral das Forças Militares da Colômbia. “Nós entendemos, no Comando Geral, que juntos somos mais fortes e que as vitórias virão da logística.”
O Tenente-Coronel Julio César Villanueva, diretor da Escola de Comunicações Militares (ESCOM), do Exército da Colômbia, explicou com mais detalhes a importância da manutenção preventiva, corretiva e de grande porte, para maximizar a sustentabilidade, especialmente em missões de longo prazo.
O Capitão Luis Camaño, chefe de engenharia naval do Serviço Aeronaval do Panamá (SENAN), compartilhou seus discernimentos sobre a criação do seu Centro de Excelência, como parte do programa da TMPI.
“Desde a criação do Centro de Excelência, com a ajuda do programa da TMPI, podemos desenvolver acreditações para todos os cursos, por meio de universidades estaduais”, disse o Cap Camaño. “Desenvolvemos acordos com universidades estaduais que oferecem capacitação técnica nos níveis de engenharia e operacional. Também podemos desenvolver o gerenciamento do ciclo de vida de embarcações do tipo CPV, capacitação na área técnica de engenharia e planejamento orçamentário. O objetivo é poder desenvolver todos esses currículos e fornecer essa consultoria ou formação em nível regional, por meio do programa da TMPI e com sua ajuda.”
Olhando para o futuro
O SLLS 25 destacou um caminho claro a seguir: a segurança regional eficaz depende de uma logística adaptável e interconectada. À medida que as ameaças evoluem, a capacidade de movimentar rapidamente o pessoal e a ajuda através das fronteiras é crucial. A colaboração entre 28 nações, combinada com ferramentas como o Manual de Logística HADR e a TMPI, contribui para a construção de uma estrutura de segurança mais resiliente e responsiva para o hemisfério.



