Violência em São Paulo

Por Dialogo
novembro 26, 2012


O surto de violência que atinge o estado de São Paulo, patrocinado pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ligada ao narcotráfico, continua impondo pânico à população e tensão entre integrantes da corporação policial paulista. O assassinato de agentes de segurança atingiu a cifra de 93 mortos, desde que a organização iniciou uma ofensiva como retaliação a prisões e mortes de criminosos por policiais militares, enquanto o assassinato de civis duplicou em relação ao mesmo período do ano passado. Em apenas quinze dias, foram registradas 142 mortes, algumas em confronto com a polícia, outras cujas circunstâncias ainda não foram apuradas.

Os ataques dos criminosos são realizados em diversos pontos da região metropolitana, com ações relâmpago, utilizando motocicletas, uma tática semelhante à utilizada pelas gangues centro americanas, e mais de vinte ônibus já foram incendiados com coquetéis molotov.

O Governo Federal e a governança local estudam em conjunto soluções para encerrar os conflitos. Uma das ações adotadas foi a transferência de lideranças do PCC para estabelecimentos penais de segurança máxima, que funcionam sob o regime disciplinar diferenciado. O PCC é atualmente a maior organização criminosa brasileira, com cerca de 70 mil integrantes e conexões em diversos estados, e já havia patrocinado crises anteriores, como as que ocorreram em 2006, onde paralisou parcialmente a quarta maior cidade do mundo, com o fechamento de escolas e do comércio e interrupção dos transportes coletivos.

*André Luís Woloszyn – Analista de Assuntos Estratégicos



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