Estados Unidos concordam com divisão de bens de extraditados

Por Dialogo
julho 16, 2012


Os Estados Unidos concordam com a ideia de repartir equitativamente os bens apreendidos dos criminosos colombianos extraditados para os EUA, declarou em 12 de julho o Procurador Geral da Justiça da Colômbia, Luis Eduardo Montealegre, após reunir-se com seu homólogo norte-americano, Eric Holder.

Os dois países iniciaram as providências para atualizar as convenções legais para tornar possível a partilha, acrescentou o procurador em entrevista coletiva, ao encerrar sua primeira visita aos Estados Unidos.

A partir de 2007 a Colômbia vem conseguindo apropriar-se de bens avaliados em US$ 3 bilhões no país, produto de investigações em colaboração com os Estados Unidos, explicou Montealegre.

A Colômbia também pediu apoio ao governo norte-americano para criar uma escola de formação de procuradores e policiais, que poderia ter âmbito regional, para a luta contra o crime organizado.

Holder, por sua vez, propôs uma reunião de procuradores gerais da região, um dos temas debatidos na recente cúpula das Américas de Cartagena, revelou Montealegre.

“A Colômbia mostrou ao procurador geral a necessidade de revisar e atualizar as convenções anteriores, que preveem a possibilidade de uma distribuição equitativa dos bens apreendidos nos Estados Unidos (…) de pessoas extraditadas”, disse Montealegre.

“Os Estados Unidos aceitaram a distribuição equitativa” desses bens, acrescentou.

Estava também presente à reunião a responsável pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), Michelle Leonhart, com a qual se decidiu reforçar a colaboração para a apreensão de bens no resto do mundo, sempre de acordo com o procurador geral.

Os gabinetes de imprensa do Departamento de Justiça não puderam confirmar imediatamente essa versão do procurador Montealegre.

O procurador colombiano reuniu-se ainda em Washington, durante dois dias, com congressistas norte-americanos, altos funcionários do Departamento de Estado e representantes de organizações de defesa dos direitos humanos.

“Quanto à escola de procuradores e policiais, “o senhor procurador (Holder) mostrou-se totalmente à disposição para conversar com outros departamentos (do governo norte-americano), com a finalidade de agilizar a criação”, informou.

Após anos de extradição para os Estados Unidos de figuras importantes do narcotráfico, das milícias paramilitares e da guerrilha, a Colômbia quer contar com as sentenças definitivas para eventualmente prosseguir com os processos judiciais contra essas pessoas em seu território, disse Montealegre.



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