Comando Sul realiza Simpósio Anual 2017 de Capelães na Guatemala

U.S. Southern Command Holds 2017 Annual Chaplain Symposium in Guatemala

Por Jennyfer Hernández/Diálogo
agosto 31, 2017

Bendiciones para esta clase de Conferencia, ojalá que existiera más e invitar a Especialistas para participar.
Bendiciones al Coronel de León A Guatemala foi sede do Simpósio Anual 2017 de Capelães do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), de 1º a 3 de agosto, no qual se tratou do tema “O impacto da fé nas forças armadas”. Durante três dias, os líderes espirituais interagiram em oficinas, fóruns e palestras que permitiram analisar a importância da religião para cada um dos combatentes. A atividade ofereceu aos capelães militares, vice-capelães e ao clero informações, linguagem, visão mundial e perspectivas sobre o essencial que reveste a religião nos militares da América do Norte, América Central, América do Sul e do Caribe. O Coronel Oscar Jacobo de León, chefe de Serviços de Capelania do Exército da Guatemala e um dos anfitriões, recebeu cada um dos representantes das nações parceiras, para os quais reafirmou que uma das missões mais importantes do comando do exército é o bem-estar dos homens e o apoio espiritual como parte desse bem-estar. “Se o soldado buscar a Deus, será mais produtivo em seu trabalho e serviço e melhorará seu relacionamento com familiares, amigos e a sociedade em geral”, afirmou o Cel De León, que indicou que 56 por cento dos integrantes da instituição guatemalteca são católicos e 44 por cento são de credo cristão evangélico. “Nós, membros das capelanias, devemos trabalhar na alma do soldado para que expresse sua paz e seu amor no exterior. As ações que não se veem, a consciência tranquila e a fé é o que devemos trabalhar e nosso esforço é precisamente esse”, acrescentou. O Coronel da Força Aérea dos EUA Greg Woodbury, Jr., anfitrião da capelania do SOUTHCOM, indicou que este simpósio é realizado para criar relações com os líderes e, principalmente, saber que o tema espiritual é parte importante da vida. Ele disse que a intenção é buscar soluções para os problemas pessoais dos membros das forças armadas. “Cremos que Deus nos criou e temos que ter uma relação com Ele. Estamos aqui para discutir maneiras de ajudar as pessoas, não só dentro das forças armadas, mas também que sejam compartilhadas com todo o círculo que nos rodeia”, afirmou. Palestras e conferências Durante o primeiro dia de palestras, foram abordados diversos temas. Entre eles estavam “A fé funciona”, apresentado pelo Brigadeiro Dondi Costin, chefe de Capelães da Força Aérea dos EUA, e pelo Suboficial da Força Aérea dos EUA Dale McGavran, assistente do capelão. Foram seguidos pelo General-de-Exército reformado da Guatemala José Luis Barrientos Paau, que falou sobre como se pode levar Deus e a fé à cultura militar. O Gen Ex Barrientos apresentou, em 1996, uma tese sobre a importância do serviço de capelania e compartilhou como auxilia os militares a receber esse tipo de apoio. Durante sua palestra, comentou que existem algumas vivências que são muito difíceis para os militares, como o isolamento prolongado da família, a morte de companheiros, sofrer ferimentos, inclusive como enfrentar as tentações durante o serviço militar. “Temos que incorporar Deus no seio das forças armadas e incorporar esse fortalecimento espiritual dentro da cultura militar. Os tempos mudam, mas o ser humano continua sendo o mesmo e, por isso, deve-se reafirmar a fé, não só entre as instituições do exército, mas também em toda a sociedade”, disse o Gen Ex Barrientos. Durante o evento, abordou-se o suicídio e a forma de evitá-lo, tema esse que, segundo os clérigos, seus soldados costumam apresentar com frequência. Além disso, buscaram soluções e um mecanismo correto para que os capelães apoiassem como facilitadores, cuidadores e assessores dos soldados. O monsenhor Adalberto Martínez Flores, bispo das Forças Armadas e da Polícia Nacional do Paraguai, expressou sua gratidão ao Comando Sul por poder falar sobre a fé e reforçar as convicções na região, principalmente em países como o Paraguai, onde 85 por cento dos habitantes professam a religião católica e onde sua população é relativamente jovem. “A maioria dos membros uniformizados chegam sem nenhum sentido de fé em suas vidas e, por meio do trabalho dos capelães, conseguimos criar uma convicção com Deus e nossos integrantes”, afirmou. O bispo castrense da Colômbia Fabio Suescún Mutis, que participou do evento pela quarta vez, assegurou que os intercâmbios de ideias enriquecem cada um dos líderes religiosos. “Superamos uma situação de confronto armado durante 50 anos e são situações muito duras para nosso pessoal. Isso exige ajuda, solidariedade e, principalmente, apoio com a presença de Deus para evitar desintegrações familiares”, disse Suescún. “Entregar tudo pela pátria e continuar tendo paz na alma é muito difícil se não se tem o apoio espiritual. É por isso que estamos aqui, para compartilhar as experiências com os demais países vizinhos.” Na cerimônia de encerramento, foi realizado um ato simbólico onde os anfitriões guatemaltecos passaram o bastão para a Jamaica, que receberá novamente os líderes para continuar com a missão de Deus nas forças armadas.
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