EUA aumentam apoio militar a Belize, diz general

U. S. Increased Military Support  to Belize, Says General

Por Dialogo
fevereiro 23, 2015




Mesmo quando um governo já tomou medidas duras em relação à aplicação da lei de controle de narcóticos, um país pode ser relacionado na lista Trânsito Intenso de Drogas dos Estados Unidos (numa tradução livre de United States Major Drug Transit) ou de Principais Países Produtores de Drogas Ilícitas (Major Illicit Drug Producing Countries). Foi exatamente isso o que aconteceu com Belize em relação ao ano fiscal de 2014. Um intenso trânsito de drogas ou os principais países produtores de drogas ilícitas são relacionados nesta lista a partir da combinação de fatores geográficos, comerciais e econômicos que permitem que drogas sejam produzidas e transportadas em suas fronteiras.


Devido à sua localização geográfica - bem próximo da Guatemala e abaixo do México - , e de sua população proporcionalmente pequena - pouco mais de 340.000 pessoas em uma área de quase 9.000 milhas quadradas - , o país se tornou um tipo de local de armazenamento de drogas a serem transportadas para o lucrativo mercado dos EUA.


Diálogo conversou sobre este e outros aspectos que afetam a segurança nacional de Belize com o General de Brigada David Jones, comandante da Força de Defesa de Belize, durante da XIII Conferência sobre Segurança dos Países do Caribe (CANSEC), realizada em Nassau, Bahamas, de 20 a 23 de janeiro de 2015.


DIÁLOGO:
Não ouvimos falar tanto sobre Belize quando se trata de assuntos como drogas ou gangues, mas sabemos que estes problemas estão presentes. Por que existe esta percepção, olhando-se de fora, de que tudo está em paz em seu país?

General de Brigada David Jones:
Talvez por isso não ser tão veiculado nas notícias internacionais, mas localmente temos os mesmos problemas que o restante da região. As gangues se fortaleceram em Belize, e estamos entre os dez, talvez entre os seis países com maiores índices de assassinatos no mundo, porque nossas gangues se matam mutuamente há anos, pelo menos ao longo da última década. Tivemos aproximadamente de 35 a 40 homicídios por 100.000 habitantes durante o ano passado, e isto é bem alto para uma ex-comunidade britânica, que sempre foi conhecida como pacífica.

DIÁLOGO:
Tanto que costumava ser chamada de a Joia do Caribe...

Gen Brig David Jones:
Exatamente! No entanto, há alguns problemas por trás desta tranquilidade aparente. A violência entre gangues, como falei, aumentou muito. A polícia muitas vezes não é capaz de controlar a situação. A Força de Defesa de Belize, nossas forças armadas, precisaram entrar em ação e dar assistência à polícia na tentativa de tentar frear o problema da criminalidade. Além disso, temos o narcotráfico, que é o motivo pelo qual estamos aqui nesta conferência, já que muitas drogas passam pelo nosso país - seja por terra, mar ou ar. Assim, além dos problemas relacionados às gangues, também temos o problema do narcotráfico que está passando pela fronteira e que perpetua o problema, pois, com ele, entra mais dinheiro para financiar a atividade das gangues, o que facilita, então, o tráfico de armas e munição - além, também, do tráfico humano. Muitas drogas estão passando por Belize a caminho para os Estados Unidos.

DIÁLOGO:
O que diz a Constituição de Belize no que diz respeito ao apoio da Força de Defesa à Polícia nestas situações?

Gen Brig David Jones:
A Força de Defesa de Belize é formada principalmente para a defesa do país, mas parte de nossa missão consiste em também oferecer auxílio às autoridades civis, o que significa que dar assistência ao Departamento de Polícia é, na verdade, obrigatório. Esperamos que isto não seja necessário em caráter permanente, como ocorre com muitas outras ilhas caribenhas. No entanto, no ano passado, nossa Força de Defesa saiu das ruas, deixando de atuar junto à Polícia, pela primeira vez em 23 anos. A Polícia está agora na capital, onde acontece a maior parte do problema com gangues. Estamos tentando nos afastar, de modo que seja a Polícia quem enfrente o problema principalmente, e não as Forças Armadas. Preferimos evitar que nosso Exército mire nossas armas para nossos próprios cidadãos. Discutimos este tema no nível do Conselho de Segurança Nacional e concordamos com isso, e tomamos o passo de tirar as Forças Armadas das ruas. A Polícia parece estar com o controle da situação, e estamos sempre a postos se precisarem de nossa assistência. Retornaremos e ajudaremos, de maneira semelhante como ocorre nas demais ilhas caribenhas.

DIÁLOGO:
Belize é parte do Caribe, mas, geograficamente, é parte da América Central - o que significa que é bastante próxima da região localizada no olho do furacão, por assim dizer, quando se trata de tráfico de drogas. Belize está trabalhando em parceria com seus vizinhos para reunir e compartilhar informações?

Gen Brig David Jones:
Sim. Estamos geograficamente localizados na América Central, mas, tradicionalmente e na realidade, somos um país caribenho. Já fomos uma comunidade britânica. É um país de língua inglesa. É o único país na América Central de língua inglesa, então temos laços fortes com o Caribe, por compartilharmos de uma cultura semelhante - e, felizmente, temos os mesmos laços fortes com a América Central e a América do Sul, por compartilharmos muitos dos mesmos problemas ligados ao narcotráfico. Temos conferências com os outros países da América Central e compartilhamos uma fronteira, ao norte, com o México, e ao sul e ao oeste com a Guatemala. Estes países possuem os mesmos problemas que nós, então temos que trabalhar com eles. Como resultado, nos comprometemos não apenas em trabalhar com os países da América Central, mas também com os da América do Sul, pois temos um problema regional que afeta todas as nações da região, incluindo nós. A única maneira de lutarmos para minimizar o problema do narcotráfico é juntos, em rede, e compartilhar informações. Começamos a fazer isto, e estas conferências são ideais para isto, porque eu, pessoalmente, tenho a oportunidade de conhecer os líderes dos diversos países. Há uma conferência semelhante na América Central [ CENTSEC
], e nelas eu tenho a oportunidade de conhecer os líderes das delegações, além de chefes de forças armadas da América Central, para que possamos discutir como compartilhar informações e trabalhar para alcançar nossas metas comuns.

DIÁLOGO:
Como Belize e os Estados Unidos colaboram e trabalham juntos?

Gen Brig David Jones:
Belize tem recebido um apoio fundamental dos EUA. São nosso maior apoiador e nos ajudam mais que outros países em todo o mundo. Eles reconheceram a importância estratégica do papel de Belize nos esforços para combater o narcotráfico e, além de se comprometerem com seu apoio, comprovaram que estão dispostos a nos dar assistência. Assim, fizeram doações consideráveis com o objetivo de nos ajudar a aprimorar nossa formação de capacidade para nossas Forças Armadas e para nossa Polícia, e enviaram tropas para Belize para conduzir treinamento e efetuarem consertos e ações de manutenção de alguns de nossos veículos, aeronaves e barcos; e trabalham em estreita colaboração com nossa Guarda Costeira. Observei um aumento significativo no apoio recebido do governo e das Forças Armadas dos EUA no ano passado, e espera-se que este apoio aumente ainda mais este ano, o que são boas notícias. Temos satisfação em receber seu apoio e estamos dispostos a fazer a nossa parte ao combater o crime organizado e o narcotráfico nesta região.

DIÁLOGO:
Qual é o maior desafio da Força de Defesa de Belize?

Gen Brig David Jones:
O maior desafio é nossa falta de recursos. Também há a necessidade de mais treinamento para nossas tropas, mas acredito que precisamos, mais que tudo, aumentar o porte de nossa Força. Sabemos qual é o problema. Temos consciência disso e sabemos, com certeza, por onde o narcotráfico está passando, mas não temos, de fato, os recursos certos, especialmente apoio aéreo. Apoio aéreo é fundamental para minimizar os problemas que temos, porque, às vezes, temos aeronaves que vêm da Venezuela, Colômbia, ou de outro lugar na América do Sul. Elas vêm diretamente para Belize e pousam aqui. Não temos capacidade aérea de perseguir qualquer aeronave, então elas entram e saem quase que a seu bel prazer, porque não temos condições de interditar estas aeronaves quando elas entram.

DIÁLOGO:
Que tipo de colaboração existe com outros países?

Gen Brig David Jones:
Deveríamos ter uma colaboração mais próxima com nossas contrapartes do México e da Guatemala, porque compartilhamos uma fronteira com eles. Estamos trabalhando mais de perto uns com os outros, mas há mais a ser feito. Precisamos cooperar mais, mas acreditamos que estamos seguindo a direção certa em relação ao México e à Guatemala, e com conferências como esta, que abrem portas para uma maior colaboração entre os governos dos três países e o restante da América Central. Posso ver um grande progresso no futuro para Belize trabalhando com o restante de seus vizinhos da América Central.



Mesmo quando um governo já tomou medidas duras em relação à aplicação da lei de controle de narcóticos, um país pode ser relacionado na lista Trânsito Intenso de Drogas dos Estados Unidos (numa tradução livre de United States Major Drug Transit) ou de Principais Países Produtores de Drogas Ilícitas (Major Illicit Drug Producing Countries). Foi exatamente isso o que aconteceu com Belize em relação ao ano fiscal de 2014. Um intenso trânsito de drogas ou os principais países produtores de drogas ilícitas são relacionados nesta lista a partir da combinação de fatores geográficos, comerciais e econômicos que permitem que drogas sejam produzidas e transportadas em suas fronteiras.


Devido à sua localização geográfica - bem próximo da Guatemala e abaixo do México - , e de sua população proporcionalmente pequena - pouco mais de 340.000 pessoas em uma área de quase 9.000 milhas quadradas - , o país se tornou um tipo de local de armazenamento de drogas a serem transportadas para o lucrativo mercado dos EUA.


Diálogo conversou sobre este e outros aspectos que afetam a segurança nacional de Belize com o General de Brigada David Jones, comandante da Força de Defesa de Belize, durante da XIII Conferência sobre Segurança dos Países do Caribe (CANSEC), realizada em Nassau, Bahamas, de 20 a 23 de janeiro de 2015.


DIÁLOGO:
Não ouvimos falar tanto sobre Belize quando se trata de assuntos como drogas ou gangues, mas sabemos que estes problemas estão presentes. Por que existe esta percepção, olhando-se de fora, de que tudo está em paz em seu país?

General de Brigada David Jones:
Talvez por isso não ser tão veiculado nas notícias internacionais, mas localmente temos os mesmos problemas que o restante da região. As gangues se fortaleceram em Belize, e estamos entre os dez, talvez entre os seis países com maiores índices de assassinatos no mundo, porque nossas gangues se matam mutuamente há anos, pelo menos ao longo da última década. Tivemos aproximadamente de 35 a 40 homicídios por 100.000 habitantes durante o ano passado, e isto é bem alto para uma ex-comunidade britânica, que sempre foi conhecida como pacífica.

DIÁLOGO:
Tanto que costumava ser chamada de a Joia do Caribe...

Gen Brig David Jones:
Exatamente! No entanto, há alguns problemas por trás desta tranquilidade aparente. A violência entre gangues, como falei, aumentou muito. A polícia muitas vezes não é capaz de controlar a situação. A Força de Defesa de Belize, nossas forças armadas, precisaram entrar em ação e dar assistência à polícia na tentativa de tentar frear o problema da criminalidade. Além disso, temos o narcotráfico, que é o motivo pelo qual estamos aqui nesta conferência, já que muitas drogas passam pelo nosso país - seja por terra, mar ou ar. Assim, além dos problemas relacionados às gangues, também temos o problema do narcotráfico que está passando pela fronteira e que perpetua o problema, pois, com ele, entra mais dinheiro para financiar a atividade das gangues, o que facilita, então, o tráfico de armas e munição - além, também, do tráfico humano. Muitas drogas estão passando por Belize a caminho para os Estados Unidos.

DIÁLOGO:
O que diz a Constituição de Belize no que diz respeito ao apoio da Força de Defesa à Polícia nestas situações?

Gen Brig David Jones:
A Força de Defesa de Belize é formada principalmente para a defesa do país, mas parte de nossa missão consiste em também oferecer auxílio às autoridades civis, o que significa que dar assistência ao Departamento de Polícia é, na verdade, obrigatório. Esperamos que isto não seja necessário em caráter permanente, como ocorre com muitas outras ilhas caribenhas. No entanto, no ano passado, nossa Força de Defesa saiu das ruas, deixando de atuar junto à Polícia, pela primeira vez em 23 anos. A Polícia está agora na capital, onde acontece a maior parte do problema com gangues. Estamos tentando nos afastar, de modo que seja a Polícia quem enfrente o problema principalmente, e não as Forças Armadas. Preferimos evitar que nosso Exército mire nossas armas para nossos próprios cidadãos. Discutimos este tema no nível do Conselho de Segurança Nacional e concordamos com isso, e tomamos o passo de tirar as Forças Armadas das ruas. A Polícia parece estar com o controle da situação, e estamos sempre a postos se precisarem de nossa assistência. Retornaremos e ajudaremos, de maneira semelhante como ocorre nas demais ilhas caribenhas.

DIÁLOGO:
Belize é parte do Caribe, mas, geograficamente, é parte da América Central - o que significa que é bastante próxima da região localizada no olho do furacão, por assim dizer, quando se trata de tráfico de drogas. Belize está trabalhando em parceria com seus vizinhos para reunir e compartilhar informações?

Gen Brig David Jones:
Sim. Estamos geograficamente localizados na América Central, mas, tradicionalmente e na realidade, somos um país caribenho. Já fomos uma comunidade britânica. É um país de língua inglesa. É o único país na América Central de língua inglesa, então temos laços fortes com o Caribe, por compartilharmos de uma cultura semelhante - e, felizmente, temos os mesmos laços fortes com a América Central e a América do Sul, por compartilharmos muitos dos mesmos problemas ligados ao narcotráfico. Temos conferências com os outros países da América Central e compartilhamos uma fronteira, ao norte, com o México, e ao sul e ao oeste com a Guatemala. Estes países possuem os mesmos problemas que nós, então temos que trabalhar com eles. Como resultado, nos comprometemos não apenas em trabalhar com os países da América Central, mas também com os da América do Sul, pois temos um problema regional que afeta todas as nações da região, incluindo nós. A única maneira de lutarmos para minimizar o problema do narcotráfico é juntos, em rede, e compartilhar informações. Começamos a fazer isto, e estas conferências são ideais para isto, porque eu, pessoalmente, tenho a oportunidade de conhecer os líderes dos diversos países. Há uma conferência semelhante na América Central [ CENTSEC
], e nelas eu tenho a oportunidade de conhecer os líderes das delegações, além de chefes de forças armadas da América Central, para que possamos discutir como compartilhar informações e trabalhar para alcançar nossas metas comuns.

DIÁLOGO:
Como Belize e os Estados Unidos colaboram e trabalham juntos?

Gen Brig David Jones:
Belize tem recebido um apoio fundamental dos EUA. São nosso maior apoiador e nos ajudam mais que outros países em todo o mundo. Eles reconheceram a importância estratégica do papel de Belize nos esforços para combater o narcotráfico e, além de se comprometerem com seu apoio, comprovaram que estão dispostos a nos dar assistência. Assim, fizeram doações consideráveis com o objetivo de nos ajudar a aprimorar nossa formação de capacidade para nossas Forças Armadas e para nossa Polícia, e enviaram tropas para Belize para conduzir treinamento e efetuarem consertos e ações de manutenção de alguns de nossos veículos, aeronaves e barcos; e trabalham em estreita colaboração com nossa Guarda Costeira. Observei um aumento significativo no apoio recebido do governo e das Forças Armadas dos EUA no ano passado, e espera-se que este apoio aumente ainda mais este ano, o que são boas notícias. Temos satisfação em receber seu apoio e estamos dispostos a fazer a nossa parte ao combater o crime organizado e o narcotráfico nesta região.

DIÁLOGO:
Qual é o maior desafio da Força de Defesa de Belize?

Gen Brig David Jones:
O maior desafio é nossa falta de recursos. Também há a necessidade de mais treinamento para nossas tropas, mas acredito que precisamos, mais que tudo, aumentar o porte de nossa Força. Sabemos qual é o problema. Temos consciência disso e sabemos, com certeza, por onde o narcotráfico está passando, mas não temos, de fato, os recursos certos, especialmente apoio aéreo. Apoio aéreo é fundamental para minimizar os problemas que temos, porque, às vezes, temos aeronaves que vêm da Venezuela, Colômbia, ou de outro lugar na América do Sul. Elas vêm diretamente para Belize e pousam aqui. Não temos capacidade aérea de perseguir qualquer aeronave, então elas entram e saem quase que a seu bel prazer, porque não temos condições de interditar estas aeronaves quando elas entram.

DIÁLOGO:
Que tipo de colaboração existe com outros países?

Gen Brig David Jones:
Deveríamos ter uma colaboração mais próxima com nossas contrapartes do México e da Guatemala, porque compartilhamos uma fronteira com eles. Estamos trabalhando mais de perto uns com os outros, mas há mais a ser feito. Precisamos cooperar mais, mas acreditamos que estamos seguindo a direção certa em relação ao México e à Guatemala, e com conferências como esta, que abrem portas para uma maior colaboração entre os governos dos três países e o restante da América Central. Posso ver um grande progresso no futuro para Belize trabalhando com o restante de seus vizinhos da América Central.
OS PAÍSES MERECEM TER SEU PRÓPRIO EXÉRCITO PARA DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL, SÓ QUE O EXÉRCITO PRECISA SER MODERADO, JÁ QUE EXISTE MUITA POBREZA NO MUNDO. O ORÇAMENTO DE CADA PAÍS PRECISA CONTRIBUIR MAIS PARA A EDUCAÇÃO E SERVIÇOS DE SAÚDE. que beleza, podemos ver que nem tudo esta perdido , tem alguem trabalhando para melhorar a sistuação no mundo.
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