Os Estados Unidos anunciam grande operação policial contra drogas sintéticas em cinco países

Por Dialogo
junho 28, 2013


Autoridades norte-americanas anunciaram, em 26 de junho, uma operação internacional junto à Austrália, Barbados, Canadá e Panamá contra o tráfico de drogas sintéticas, que culminou com 150 detidos.



“Esta representa a maior operação contra as drogas sintéticas na história da luta antidrogas”, disse o porta-voz da agência antinarcóticos norte-americana DEA, Rusty Payne.



O Projeto Sinergia teve início em dezembro passado com 75 detenções e se acelerou nos últimos três dias, com registros e prisões em 49 cidades, informou em entrevista coletiva o chefe de Operações da DEA, James Capra.



Desde então, as autoridades já apreenderam mais de 1,5 tonelada de drogas sintéticas, 550 quilos apenas na jornada de quarta-feira.



Segundo Capra, as drogas sintéticas representam uma “nova fronteira” para a luta antinarcóticos, porque assim que as autoridades conseguirem tornar ilegais determinadas substâncias, os traficantes podem transformá-las em produtos legais apenas com a alteração de uma molécula.



As autoridades ressaltaram a colaboração nesses trabalhos do governo do Panamá, onde os traficantes mantinham ativos guardados, embora as investigações sigam ainda a pista do financiamento desses grupos em locais do Oriente Médio e outras partes do mundo, informaram.



Segundo Capra, “agora muito mais do que antes”, grupos terroristas estão financiando suas operações através do narcotráfico internacional, mas ele não esclareceu se este seria o caso desta investigação.



Os Estados Unidos sofreram nesses últimos anos um aumento considerável do consumo das drogas “fabricadas” a partir de precursores químicos, apresentadas em envelopes, como se fossem sais de banho, incenso ou até fertilizantes.



As drogas procedem principalmente de países asiáticos como China e Índia, e entram ilegalmente nos portos dos Estados Unidos.



Elas são vendidas em pequenos pacotes com indicações para não serem consumidas por pessoas, mas têm etiquetas coloridas (alusivas a desenhos animados, por exemplo) as quais, advertem as autoridades, são um atrativo para os jovens.



A maioria das vítimas fatais do consumo dessas drogas têm entre 12 e 29 anos, informou a subdiretora encarregada das investigações do Departamento de Segurança Interna (HLS), Tracy Lembke.



O gabinete do líder do combate às drogas nos EUA emitiu um alerta especial em fevereiro de 2012 diante das cerca de 30 mortes fulminantes de jovens que experimentaram esses envelopes, cujo conteúdo provoca rapidamente enjoos, vômitos e alucinações que podem se prolongar por vários dias.



O tráfico de drogas sintéticas produz “milhões de dólares de destruição das vidas dos jovens. É um nível de maldade que poucos conseguem compreender”, enfatizou Capra.










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