Força Aérea dos EUA exibe Unidade Transportável de Isolamento na FIDAE

U.S. Air Force Demonstrates Transportable Isolation Unit at FIDAE

Por Dialogo
abril 12, 2016





Ebola, síndrome respiratória aguda grave (SARS), zika e chikungunya são doenças infecciosas emergentes que têm um importante impacto sobre a saúde e o bem-estar, além de provocar prejuízos econômicos em todo o mundo.

O virus da zika vírus já custou bilhões de dólares em tratamentos e deve custar outros bilhões em perdas para o turismo e o comércio no hemisfério ocidental. Para aumentar o compartilhamento de dados de biossegurança entre parceiros, o Cirurgião Geral do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), Coronel Rudy Cachuela, trabalha em estreita cooperação com países da região. A comunicação em tempo real de dados sobre a vigilância de doenças permite que as nações se preparem e respondam melhor às ameaças através de um esforço coordenado.

O Serviço Médico (AFMS) da Força Aérea dos EUA (USAF) está ávido por participar dessas iniciativas de troca de informação nas Américas. “Entendemos que a saúde é um denominador comum na região: todos queremos, todos precisamos dela”, diz o Major da USAF Joshua Vess, especialista em saúde internacional da Força Aérea Sul em Tucson, no Arizona. “Uma das maneiras pelas quais o AFMS busca trocar essa informação é através de Ações de Saúde Global com nossas nações parceiras.”

Na semana passada, o profissionais do Comando de Mobilidade Aérea (AMC) estiveram no Chile para participar da Feira Internacional de Ar e Espaço (FIDAE)
e mostrar a Unidade Transportável de Isolamento (TIS, na sigla em inglês), recentemente desenvolvida, aos parceiros regionais que compareceram ao evento.

Novas exigências atendidas


Em 2013, cumpriu-se um novo requisito para a execução de evacuação aérea de pacientes altamente infecciosos. O desafio era poder transportar doentes de forma segura, prestando-lhes atendimento médico e evitando que o avião fosse contaminado. O resultado foi a TIS, composta por duas unidades de isolamento e uma antessala com estrutura de suporte para acomodar até quatro pacientes altamente infecciosos e até quatro profissionais de saúde.

Cada seção de isolamento, que tem aproximadamente o tamanho de uma minivan e pesa menos de 680 quilos, possui duas camas, duas cadeiras para médicos e banheiros portáteis para os pacientes. O sistema inclui uma antessala onde os profissionais podem manipular equipamentos de proteção pessoal, observados por outros médicos para evitar a autocontaminação.

O sistema também conta com dois purificadores de ar altamente eficientes para garantir que o ar seja constantemente reciclado dentro da TIS, além de criar pressão negativa suficiente para impedir que agentes biológicos escapem da unidade. A TIS tem um alcance global e pode ser utilizada em um avião C-130, enquanto dois sistemas podem ser usados em um C-17.

O AMC desenvolveu uma equipe de Evacuação Aérea (AE, na sigla em inglês) especializada em gestão de doenças infecciosas e pronta para ser mobilizada a qualquer momento. Além de precauções mundiais e da capacitação em equipamentos de proteção individual, a tripulação leva um médico especialista em doenças infecciosas para assegurar que os pacientes recebam o melhor atendimento.

Compartilhamento de tecnologia


Embora outros países tenham desenvolvido “bolhas” de isolamento para uso em aeronaves, a TIS é a primeira a oferecer um atendimento a pacientes durante a rota, em vez de colocá-los em isolamento enquanto os médicos observam de fora da “bolha”, incapazes de fornecer a gama completa de tratamentos médicos a pacientes que desenvolvem problemas ao longo do voo.

Nove médicos do AMC com experiência em doenças infecciosas, gestão logística da TIS, atendimento de AE em rota e descontaminação da TIS compareceram à FIDAE para compartilhar a nova tecnologia e discutir inovações científicas específicas da AE da USAF, com o objetivo de dotar os parceiros dos EUA com o conhecimento para apoiarem operações militares frente à ameaça global das doenças infecciosas. O C-17 e a TIS estavam abertos ao público, e o AMC proporcionou demonstrações e informações a mais de 20.000 participantes que quiseram visitar o C-17 e estavam ansiosos para conhecer as capacidades da TIS.

O Brigadeiro Kory Cornum, Cirurgião Geral da AMC, participou do evento e aproveitou os encontros com líderes médicos e operacionais das nações parceiras para informar por que sua equipe participou da FIDAE. “Nosso objetivo é compartilhar conhecimentos, procedimentos e equipamentos para assegurar que muitos países do mundo possam transportar pacientes altamente contagiosos com o melhor atendimento possível”, afirmou.
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