Começa o julgamento de “Carlos, o Chacal”

Por Dialogo
novembro 08, 2011


O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, vulgo “Carlos, o Chacal”, começou a ser julgado no dia 7 de novembro por um tribunal especial em Paris, por quatro “atos de terrorismo” cometidos nos anos 80 na França, que deixaram 11 mortos e mais de 140 feridos.

Após informar à corte sua identidade, local de nascimento e idade, ao ser interrogado sobre sua profissão, “Carlos” se apresentou como “revolucionário”.

“Carlos, o Chacal” é acusado de cumplicidade em assassinatos e destruição de propriedade com o uso de explosivos, relacionados a quatro atentados perpetrados na França em 1982 e 1983 com o objetivo, segundo a acusação, de obter a libertação de dois companheiros de armas, o suíço Bruno Breguet e a alemã Magdalena Kopp, então sua companheira, presos em Paris e condenados a vários anos de detenção.

O processo, que se estenderá até 16 de dezembro e no qual ele será defendido por Isabelle Coutant Peyre – sua atual companheira – e por Francis Vuillemin, teve início em uma sala lotada e sob forte esquema de segurança.

Em 29 de março de 1982, uma bomba explodiu em um vagão do trem “Le Capitole” que ia de Paris a Toulouse, deixando cinco mortos e 28 feridos.

No dia 22 de abril, um carro bomba explodiu na rua Marbeuf, em Paris, em frente à redação do jornal publicado em árabe Al Watan Al Arabi, conhecido por sua oposição ao regime sírio, deixando um morto e 60 feridos.

Em 31 de dezembro de 1983, uma valise explodiu em um vagão do trem de alta velocidade que ia de Marselha a Paris, causando três mortes e deixando 13 feridos.

E minutos mais tarde, outra bomba explodiu e destroçou a sala de guarda-volumes da estação de trens “Saint Charles” em Marselha (sul), com saldo de dois mortos e 34 feridos.

Ilich Ramírez Sánchez, nascido em Caracas em 12 de outubro de 1949, que se tornou uma lenda da luta armada nos anos 70 em nome da causa palestina, foi condenado em 1997 na França à prisão perpétua pelo assassinato de dois policiais e de um informante em 1975, em Paris.



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