Tesouro combate importante rede de lavagem de dinheiro na Colômbia

Por Dialogo
julho 12, 2013


O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou no dia 9 de julho a inclusão dos colombianos Isaac Perez Guberek Ravinovicz e seu filho, Henry Guberek Grimberg, além de 29 outros indivíduos e entidades, incluindo companhias localizadas na Colômbia, Panamá e Israel, na lista de Traficantes de Narcóticos Especialmente Identificados (SDNTs).



Juntos, esses 31 indivíduos e entidades formam uma rede de lavagem de dinheiro responsável pela “legalização” de centenas de milhões de dólares fruto do tráfico vinculado a organizações narcotraficantes, incluindo Ayman Saied Joumaa e Linares Castillo, ambos previamente acusados pelo Departamento do Tesouro. Em uma ação separada, o Gabinete do Procurador dos EUA do Distrito Sul da Flórida e a Divisão para a Área de Miami da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) anunciaram as acusações por crimes contra quatro réus, incluindo Isaac Perez Guberek Ravinovicz, Henry Guberek Grimberg e Johanna Patricia Ceballos-Bueno – acusada no meso dia pelo Tesouro – todos cidadãos colombianos, por sua participação em uma conspiração para transferência internacional de dinheiro onde foram lavados milhões de dólares para organizações narcotraficantes transnacionais.



A ação baseia-se na constante campanha do governo dos EUA para combater as redes do tráfico global de drogas, incluindo aquela comandada por Joumaa, cujas empresas internacionais de entorpecentes expandiram-se para a América do Sul e África e beneficiaram grupos terroristas tais como o Hezbollah. Ao acusar os indivíduos e entidades por trás dessa organização de lavagem de dinheiro, o Departamento do Tesouro dá mais um passo para proteger o sistema financeiro internacional contra os abusos dos narcotraficantes, pessoas ligadas à lavagem de ativos e terroristas.



“A lavagem de dinheiro é a mola que impulsiona o mundo do tráfico de entorpecentes”, disse o subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, David S. Cohen. “Nossas ações contra essa importante rede de lavagem de dinheiro são um duro golpe contra o fluxo dos lucros ilícitos de criminosos como Ayman Joumaa e Linares Castillo”.



Vários familiares e sócios de Guberek Ravinovicz e Guberek Grimberg também foram acusados por terem dado apoio material às atividades de lavagem de dinheiro e/ou por terem ajudado a administrar suas empresas. Os familiares incluem os dois irmãos de Henry Guberek Grimberg, Felipe Guberek Grimberg, um empresário que reside atualmente em Israel, e Arieh Guberek Grimberg, agente licenciado de futebol. Os sócios comerciais incluem Johanna Patricia Ceballos Bueno, secretária de Guberek Ravinovicz e Guberek Grimberg, que controla as operações diárias da rede de seus escritórios em Bogotá.



Guberek Ravinovicz e Guberek Grimberg baseiam-se primordialmente em companhias têxteis legítimas na Colômbia para se lançarem na lavagem de dinheiro do tráfico. Utilizando contas bancárias dessas empresas, bem como contas pertencentes a uma série de companhias fictícias no Panamá, Guberek Ravinovicz e Guberek Grimberg permitem que os traficantes transfiram lucros do narcotráfico de volta para a Colômbia através de vários locais em todo o mundo, e o dinheiro das drogas transita ainda por contas na Espanha, Hong Kong, Estados Unidos, México, China, Israel, Ilhas Cayman e Venezuela, além de outros locais na Europa e América Central.










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