Crime transnacional organizado, uma ameaça híbrida

Transnational Organized Crime, a Hybrid Threat

Por Myriam Ortega/Diálogo
abril 10, 2017

Los saludo y felicito por por el importante evento académico "El crimen transnacional y las redes de terrorismo internacional como factores de amenaza híbrida".
Respetuosamente les solicito el favor de facilitarme en digital o texto físico las conferencias, las que utilizaré con fines académicos.

Gracias

Dr. Ricardo Arizmendy Rincón
arizmendyabogados2011@gmail.com Mais de 400 participantes de 14 países assistiram ao seminário internacional “O crime transnacional e as redes de terrorismo internacional como fatores de ameaça híbrida”, realizado na Escola Superior de Guerra (ESDEGUE) em Bogotá, na Colômbia, entre 14 e 16 de março. O evento acadêmico, organizado pelo Centro Regional de Estudos Estratégicos de Segurança (CREES), contou com o apoio da Universidade de Operações Especiais Conjuntas e do Comando de Operações Especiais Sul dos EUA (SOCSOUTH, por sua sigla em inglês). O seminário representa o décimo terceiro evento de grande magnitude que o CREES organiza desde sua criação em 2014, quando surgiu por iniciativa do Ministério da Defesa Nacional da Colômbia, para suscitar reflexões acadêmicas, fazer investigações, análises e intercâmbios de experiências sobre os desafios frente ao objetivo de alcançar segurança hemisférica. A jornada se concentrou em três eixos temáticos: o contexto estratégico do crime organizado transnacional e as redes do terrorismo internacional como fator de ameaça híbrida; os cenários regionais de impacto por esse tipo de ameaças; e as estratégias para enfrentá-las. Por meio de conferências, intercâmbio de experiências e painéis de reflexão, os participantes refletiram e fizeram propostas concretas para enfrentar os fatores que ameaçam a região. As ameaças híbridas são “a combinação do convencional com o não convencional”, disse à Diálogo o General-de-Brigada Nicacio de Jesús Martínez Espinel, diretor da ESDEGUE. “Em uma guerra ou ameaça convencional, sabemos quem é o inimigo... Algo que não é convencional tem formas de atuar de maneira irregular; não sabemos onde se encontra, não sabemos quem é o inimigo”, assinalou. “Todo o tema é muito interessante, porque está fazendo uma conexão entre o crime organizado internacional, tendo como fator principal as ameaças híbridas”, disse à Diálogo o General (r) Augusto Álvarez Torres, do Exército do Peru, investigador acadêmico sobre temas de segurança e participante do seminário. Novas ameaças “O cenário que vamos ter de enfrentar, uma vez que nos formarmos, vai ser complexo, não só pelas novas ameaças, novos atores e fatores de criminalidade, mas também devido à globalização. É um mundo que muda muito depressa e, nesse mesmo ritmo, a criminalidade e as ameaças vão mudando”, disse o Coronel da Força Aérea da Colômbia, Juan Guillermo Conde, aluno da ESDEGUE e participante do seminário. “Este espaço acadêmico é muito enriquecedor em nosso processo de formação como líderes militares.” Uma das ameaças emergentes é o crime cibernético. Em Belize, por exemplo, essa ameaça se torna cada dia mais presente. “Na América Central, especificamente em Belize, não há como lutar contra o assédio cibernético”, disse o Capitão Kenrick Martínez, da Força de Defesa de Belize. “Há problemas com esse tema nas escolas e no setor militar, porque todo mundo está usando a Internet, e os policiais e as forças armadas não sabem como resolver esse problema.” Ao reconhecer o panorama atual que a segurança do hemisfério enfrenta, torna-se inadiável a necessidade de delinear novas estratégias para enfrentar as ameaças: “...Tudo evolui, tudo muda na vida, assim como as ameaças mudaram, por isso se chamam híbridas; então, nós e nossas instituições devemos mudar, a partir dessa perspectiva, tudo o que se refere à parte legal, organizacional e operacional, para assim poder atuar conforme o quadro jurídico”, assinalou o Coronel de Infantaria do Exército da Nicarágua, Ramón Zúñiga Mendoza. As conquistas A jornada acadêmica terá efeitos multiplicadores na função de cada participante. É o caso do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Sergio Sotelo, da Força Aérea do México, secretário executivo da secretaria pro tempore da Conferência de Ministros de Defesa das Américas, composta por 34 países. “Existem temas [no seminário] que são muito semelhantes aos que são debatidos na conferência de ministros e isso nos serve para enriquecê-los, para conhecer outros pontos de vista que, certamente, vão ser de muita utilidade.” “Tenho muitos anos na área de inteligência e não havíamos participado desse tipo de encontros”, ressaltou o Capitão-de-Mar-e-Guerra (r) da Marinha da Argentina, Sergio Andrés Gómez, assessor do diretor nacional de Inteligência Estratégica Militar de seu país. “Creio que é por meio das relações que o meu país estabeleceu com o Comando Sul que se abriu a possibilidade de nos reintegrarmos a um sistema que já funcionava na América do Sul”, observou. “Estar aqui é uma grande oportunidade”, acrescentou por sua vez Faria Junior, delegado da Polícia Federal do Brasil. “Os norte-americanos possuem conhecimentos da guerra híbrida e nós podemos ter que enfrentar, no Brasil, essas mesmas ameaças, que são globais.” O seminário terminou depois de três dias de trabalho, nos quais os participantes compartilharam experiências com o propósito de gerar uma rede de cooperação que permita encontrar soluções conjuntas para as ameaças comuns à segurança hemisférica.
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