Quinze anos de prisão para o líder do Cartel de Tijuana

Por Dialogo
agosto 21, 2013


O ex-número dois do cartel mexicano de Tijuana foi condenado na Califórnia, no dia 19 de agosto, a 15 anos de prisão por atuar como administrador da organização criminosa, informou a justiça norte-americana.



Eduardo Arellano Félix, de 56 anos, foi julgado em um tribunal federal da cidade californiana de San Diego (fronteira com a cidade mexicana de Tijuana) por lavar muitos milhões de dólares obtidos ilicitamente do narcotráfico, segundo um comunicado do Departamento de Justiça.



Em maio passado, o administrador da organização havia se declarado culpado pela lavagem de dinheiro e investimentos ilícitos de fundos provenientes das drogas, em virtude de um acordo com a Promotoria segundo o qual Arellano Félix concordava em pagar US$ 50 milhões obtidos do narcotráfico e cumprir uma pena máxima de 15 anos de detenção.



Ao proferir a sentença, o juiz federal Larry Burns afirmou que, embora a atividade de Eduardo Arellano Félix tenha sido menos sangrenta do que a de seus irmãos, ainda assim ele “foi parte integrante” da organização e “tinha plena consciência de seus métodos”.



O juiz disse também que as operações do Cartel de Tijuana afetaram enormemente as comunidades da fronteira.



“Houve consequências terríveis a longo prazo (…) e, por isso, o senhor deveria se envergonhar”, disse o magistrado, dirigindo-se àquele que era o encarregado das finanças.



Arellano Félix, vulgo “El Doctor”, foi preso após uma troca de tiros com as autoridades mexicanas em Tijuana em outubro de 2008, sendo extraditado do México para os Estados Unidos no dia 31 de agosto do ano passado.



Ele herdou o controle da organização depois do assassinato, em 2002, de Ramón, o mais violento dos nove irmãos, e depois da detenção de Benjamín e Francisco Javier em 2002 e 2006, respectivamente.



Atualmente, Benjamín e Francisco Javier Arellano Félix estão detidos em prisões norte-americanas.






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