A guerra em casa – PARTE II

The War at Home – PART II

Por Dialogo
abril 03, 2013


Um senso de direito



Uma coisa muito interessante foi o que disse Graves, um veterano da Marinha, ao afirmar que o maior obstáculo para conseguir um emprego está, muitas vezes, nos próprios veteranos.



“Frequentemente eles agem como se um emprego lhes fosse devido e dão a impressão de que sua capacidade é mais valiosa do que a de seus homólogos civis”, disse Graves. “Eles precisam compreender que não se pode tirar um executivo de uma organização, colocar estrelas em seu ombro, e esperar que ele se transforme em um general bem-sucedido. Da mesma forma, não se pode esperar que um militar deixe sua patente e assuma o topo da cadeia de comando de uma organização civil”.



Identificando e alavancando as vantagens



Dani Ticktin Koplik, fundador da empresa dtkResources, acredita que para mudar os resultados dos veteranos no mercado de trabalho, é necessário que eles tentem entender o contexto e as necessidades do mercado de trabalho civil.



“A realidade do mundo de trabalho civil – como ele é, o que ele valoriza, como ele funciona – é um pouco diferente da realidade militar”, disse Koplik. “É muito simples, se os veteranos querem garantir seus empregos, fazer carreira e ser bem-sucedidos no setor civil, eles precisam aceitar a atual realidade do mundo dos negócios. Os negócios agora têm muito a ver com os relacionamentos, a colaboração e a interdependência, o que significa que os empregadores também buscam candidatos que ‘se ajustem’ à sua cultura corporativa, que compreendam e assumam sua missão corporativa e que comprem seus valores corporativos”.



Koplik disse que isto é muitas vezes estranho aos veteranos bem-sucedidos em uma cultura militar baseada no mérito, onde as expectativas pelo desempenho são bem articuladas, claras e estáveis.



“No mundo do trabalho civil, a competência está implícita e a progressão através dos cargos é muitas vezes uma função de relacionamentos pessoais, de visibilidade e de potenciais mais suaves, tais como a demonstração de inteligência emocional, de ser capaz de se comunicar e promover harmonia, e de despertar confiança”.



Citroen disse que ela incentiva os veteranos a participarem mais ativamente do Linkedin e outras redes, tanto pessoalmente como na internet.



“Eles devem participar de grupos comunitários e redes de negócios”, disse ela. “Existem muitos empregos bons que não são anunciados, e o modelo tradicional ‘diga e divulgue’ para currículos não ajuda tanto para que os selecionadores o encontrem”.



Daywalt frisou que existem mais de 200 tipos de características militares procuradas por empregadores civis, sendo a liderança a mais importante.



Ele disse também que é importante que os veteranos evitem o uso do jargão militar, citando O*NET Online como um bom recurso de ajuda para que eles transformem suas especializações militares em terminologia civil.



Sara Sutton Fell, fundadora da empresa FlexJobs, sugeriu que os veteranos enfatizem sua experiência em supervisão para os empregadores.



“Militares têm vasta experiência em supervisão na medida em que ascendem na carreira. Eles não apenas desempenham funções de supervisão e administração, frequentemente em diversos projetos, programas ou unidades, mas também são mentores e instrutores de desenvolvimento profissional”, disse ela.



Fell também enfatizou a importância dos certificados obtidos durante a carreira militar.



“Tudo depende do campo de carreira do militar, mas muitos recebem inúmeros certificados profissionais que podem ser traduzidos para o setor civil. Alguns desses certificados são encontrados em áreas tais como a área legal, de materiais perigosos, assistência médica, engenharia, transportes, contabilidade/finanças e segurança de informações”.



Recentes esforços da Guarda Nacional já se mostraram eficientes ao colocarem veteranos militares de Minnesota em empregos civis, segundo informações da Rádio Pública de Minnesota. Atuando ativamente, uma equipe de oficiais militares acompanhou líderes do governo, educação e negócios ao Kuwait, onde passaram uma semana em uma base militar e comandaram os soldados em uma série de rigorosos exercícios elaborados para ajudar a prepará-los para o mercado de trabalho. Os exercícios incluíram sessões sobre redação de currículos e planejamento de carreira, com entrevistas fictícias. Entre os mais de 500 membros de serviço que voltaram do Oriente Médio sem empregos civis, os oficiais da guarda disseram que apenas 35 ainda estão procurando emprego.



Recursos de carreira para os veteranos



Existem diversos recursos disponíveis para os veteranos militares em busca de emprego. Seguem alguns:



Programa de Carreira para Combatentes Feridos: oferecido pela Organização Nacional de Deficientes (NOD), o objetivo desse programa é ajudar os veteranos com graves deficiências a encontrarem carreiras importantes, compensadoras e sustentáveis no setor civil. Especialistas em carreira trabalham com os veteranos, oferecendo apoio e orientações que os ajudem a identificar e atingir seus objetivos profissionais.



VetJobs: patrocinado pelo Veteranos de Guerras Estrangeiras (VFW), o VetJobs é um quadro de empregos que permite aos empregadores fácil acesso a todos os membros da comunidade militar. O VetJobs foi criado em 1999 e recebe 20 visitantes por dia.



Bonds of Courage: com uma equipe que inclui os próprios veteranos, a empresa Bonds of Courage oferece uma ampla gama de assistência aos veteranos que procuram emprego – desde o uso da rede até a preparação para responder às perguntas difíceis nas entrevistas.



Feds Hire Vets: esse website para empregos de veteranos foi uma consequência direta da Ordem Executiva assinada pelo presidente Barack Obama em relação ao emprego de veteranos no governo federal. O site inclui informações para veteranos que buscam empregos, membros de serviço em transição e familiares dos veteranos.



Veterans Green Jobs: fundada em 2008, essa organização faz a conexão de veteranos militares com as oportunidades de treinamento e emprego no setor verde. Qualquer veterano militar que tenha servido 180 dias ou mais e tenha sido dispensado sob condições honradas está habilitado a participar dos programas.






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