O infortúnio do ouro na Colômbia

The Misfortune of Gold in Colombia

Por Myriam Ortega/Diálogo
agosto 29, 2017

Excelente la información, muy estructurada y soportada, de tal forma que denota claramente la importante labor de la Fuerza Pública en su lucha contra la minería ilegal que tanto daño causa en las personas y en el ambiente, más tratándose de la a explotación ilegal de oro por el uso indebido del mercurio. Em operações coordenadas entre a Marinha Nacional da Colômbia, por meio da Força Naval do Sul, o Exército Nacional, a Força Aérea e o Grupo de Proteção Ambiental e Ecológica da Polícia Nacional da Colômbia, foram apreendidas quatro dragas artesanais com as quais se explorava ouro de forma ilegal no estado do Guaviare. As dragas asseguravam uma produção aurífera mensal de US$ 40.000. A operação, que teve como resultado a prisão em flagrante de oito pessoas, foi realizada no mês de julho. De forma quase simultânea, nas imediações do Parque Nacional Amacayacú, sobre o rio Cothué, no estado colombiano do Amazonas, foram desativadas mais quatro dragas, que produziam mensalmente cerca de US$ 120.000 em ouro ilegal. Entre outras ferramentas, foram encontrados quatro compressores, 30 tapetes de peneiramento negro, seis trajes de mergulho e duas fundidoras de ouro. Chave do resultado “A Força Aérea é de importância chave com seus voos de reconhecimento, na tomada de imagens que são as primeiras em que nos baseamos para fazer o planejamento", disse à Diálogo o General-de-Brigada Adolfo León Hernández Martínez, comandante da Brigada de Selva Nº 27 do Exército da Colômbia. “A Força Naval do Sul interveio, juntamente com as forças do Exército, que participaram ali em conjunto com os Fuzileiros Navais e chegaram aos locais onde estavam as dragas.” Para coordenar a operação, outras entidades participaram em reuniões chamadas “borbulhas”, nas quais instituições, com diferentes capacidades e recursos, trabalham com o objetivo comum de combater o crime ambiental. A estratégia surgiu há mais de 10 anos com a criação de comandos conjuntos. “Quando se quer combater um crime, um mal que está bem crítico, o que fazemos é criar essa borbulha, na qual as diferentes instituições se concentram nesse aspecto, nesse crime”, esclareceu o Gen Bda Hernández. “Todos colocamos na mesa tudo o que temos para combater esse crime.” A coca e o ouro ilegal são o resultado de uma rede de ilegalidade que beneficia apenas as grandes estruturas criminosas. Tanto os plantadores como os mineiros são vítimas da extorsão e são os que menos ganham com o negócio. “O valor ilícito desse negócio [exploração ilegal do ouro] movimenta muito dinheiro, porém a maioria fica com essas organizações criminosas que lucram com isso”, assinalou o Gen Bda Hernández. “Nisso, há organizações como as do Clã do Golfo ou como todos esses grupos armados organizados, que possuem tentáculos que chegam até essas esferas.” Segundo um relatório da Brigada contra a Mineração Ilegal do Exército da Colômbia, as finanças do crime organizado se fortalecem a um custo ambiental e social muito alto. “A exploração de minerais exercida sem o cumprimento dos requisitos legais se converteu em uma das principais fontes de financiamento dos grupos armados ilegais e das organizações criminosas.” Rastros do ouro ilegal O Capitão-de-Mar-e-Guerra da Infantaria da Marinha Ricardo Alberto Suárez Rátiva, comandante da Brigada de Fuzileiros Navais Nº 3, explicou à Diálogo que os mineiros artesanais fazem uso de mercúrio em seu processo de extração. “A relação para retirar um grama de ouro é mais ou menos de dois gramas de mercúrio, é dois para um. E uma conotação especial é que a Colômbia não produz mercúrio.” Contudo, o uso do elemento químico metálico na extração do ouro representa um perigo não somente para os que o manuseiam. “Com esse tema do mercúrio, podem ser evidenciados até mesmo problemas de câncer, malformações nos bebês e esterilidade nos homens”, acrescentou o CMG Suárez. “Além disso, pode afetar o sistema nervoso das pessoas.” Assim, as populações onde se desenvolve a mineração ilegal são mais vulneráveis a enfermidades e malformações, entre outros problemas. Além do emprego de métodos artesanais ilegais e/ou tóxicos, a extração de ouro ilegal acarreta danos ambientais. Segundo a Procuradoria Geral da Nação, ela é responsável pelo risco de erosão, liberação de substâncias tóxicas, danos aos cursos d’água e deslocamento da fauna. Alcances No decorrer de 2017, a Força Naval do Sul destruiu 25 dragas para a exploração ilícita de recursos minerais, um resultado importante contra a atividade. “Livramos de mineração de exploração ilícita e de jazidas minerais aproximadamente 600 quilômetros de rio”, expressou o CMG Suárez. “Contudo, continuamos ainda essa ação contra essas organizações ilegais e para a localização das estruturas dedicadas a essa atividade.” “Neste momento em que nos territórios amazônicos já não está presente o terrorismo das FARC, todas essas capacidades militares que desenvolvemos estão sendo aplicadas a todos os tipos de crimes contra o meio ambiente”, acrescentou o Gen Bda Hernández. “E, dentro deles, o que for exploração ilícita de jazidas minerais.”
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