Força Aérea dominicana prepara-se para evitar propagação do ebola

The Dominican Air Force Prepares to Prevent the Spread of Ebola

Por Dialogo
dezembro 02, 2014




A Força Aérea da República Dominicana mobilizou uma rápida resposta a uma propagação simulada do vírus mortal do ebola no país durante um exercício de treinamento em 7 de novembro.

Na simulação, um indivíduo infectado entrou no país pelo Aeroporto Internacional Las Americas. A Força Aérea respondeu rapidamente para proteger a população civil e oferecer atendimento médico adequado ao paciente, em coordenação com duas agências civis, o Corpo Especializado em Segurança Aeroportuária e da Aviação Civil (CESAC) e a Autoridade Metropolitana de Transporte (AMET).

O objetivo do exercício foi “revisar e avaliar procedimentos para identificação, isolamento, transporte e manejo de pacientes suspeitos de infecção pelo Ebola”, diz o Dr. Jorge Marte Baez, coordenador nacional da resposta ao ebola.

A simulação contou com cerca de 70 profissionais de saúde, que durante 25 dias foram treinados para o exercício. Até 28 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia registrado mais de 16.000 casos de ebola em Serra Leoa, Guiné e Libéria, com cerca de 6.900 mortes. Não há casos confirmados na América Latina.

Resposta a um ‘paciente’ infectado


O exercício de treinamento começou às 10h, quando o setor de migração do Aeroporto Internacional de Las Americas atendeu um passageiro proveniente de Serra Leoa, na África, com sintomas típicos da doença – febre alta, dor de cabeça e dor de garganta.

Assim que perceberam se tratar de um possível caso de ebola, as autoridades sanitárias e do aeroporto imediatamente ativaram um procedimento pré-determinado aplicado em portos e aeroportos para isolar indivíduos com sintomas da doença. Usando equipamentos de proteção e empregando medidas de segurança adequadas, membros da AMET transferiram o doente ao Centro de Treinamento e Simulação para o Ebola e Doenças Infecciosas do Hospital Militar Dr. Ramón de Lara, situado na Base Aérea de San Isidro, a leste da capital. No local, médicos e enfermeiras treinados para lidar com o ebola, membros da equipe do Ministério de Saúde Pública e oficiais da FARD seguiram os protocolos para prestar a assistência médica apropriada.

O Brigadeiro Elvis M. Féliz Pérez, piloto da FARD, discutiu com o Coronel Ramon H. Artiles Santamaría, diretor do Hospital Militar, a situação do paciente e as medidas necessárias para manter a população civil em segurança.

Um hospital militar bem-preparado


O Hospital Militar é um centro de saúde avançado com recursos tecnológicos para atender pacientes infectados pelo ebola, de acordo com Daniel Pou, pesquisador da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).

O exercício simulado durou cerca de quatro horas e meia e foi avaliado por representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da OMS e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Eles verificaram se a equipe do hospital seguiu os procedimentos internacionais para tratamento de pacientes com o ebola.

“(A República Dominicana) montou uma área de isolamento e um centro de treinamento espetacular”, diz Monica Guardo, representante especial da OMS/OPAS.

“Esse formato se ajusta ao protocolo internacional e registra as fragilidades e as áreas que necessitam de melhorias, um processo no qual a parte afetada é geralmente a equipe de saúde, incluindo médicos e enfermeiras que morreram”, disse Marte ao jornal online dominicano El Día
.

Médicos militares exerceriam um papel essencial se um paciente com ebola estivesse prestes a entrar no país.

“A experiência que os médicos militares possuem na área da prevenção (da doença) e proteção da saúde pública é crucial”, diz Pou.

Como resultado do exercício, autoridades médicas desenvolveram diversas recomendações para se preparar para um caso real de ebola, como aumentar a quantidade de equipamentos de proteção disponível para médicos e enfermeiras que tratam pacientes infectados com o vírus mortal.

Prevenir a propagação do ebola


Profissionais de saúde civis e militares vem sendo treinados há semanas para enfrentar um possível caso de ebola.

Em 26 de outubro, por exemplo, o Ministério da Saúde ofereceu treinamento sobre prevenção ao ebola a médicos e enfermeiras em hospitais e clínicas privadas. O treinamento também foi organizado para equipes de saúde que trabalham em portos marítimos, aeroportos e pontos de fronteira, além de diretores regionais de saúde, epidemiologistas e diretores de sedes regionais da Faculdade de Medicina Dominicana.

Em 10 de outubro, a comunidade médica da FARD debateu as melhores formas de diagnosticar e tratar pacientes infectados com o vírus letal durante a conferência “Manejo e Protocolos do Ebola”. Médicos presentes no evento também discutiram como identificar sintomas do ebola e os métodos mais seguros de transportar pessoas infectadas pelo vírus. A conferência foi realizada no Hospital Militar.

Treinamento regional para combater o ebola


Além dos esforços da comunidade médica da República Dominicana, a OPAS está treinando médicos e enfermeiras em países latino-americanos no manejo clínico do ebola de 1º a 11 de dezembro, informou o site Notimex
. Workshops para República Dominicana, Bahamas, Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago serão realizados em Antigua e Barbuda entre 1º e 3 de dezembro. Profissionais dos demais países latino-americanos participarão de workshops entre 3 e 11 de dezembro no Chile.

Médicos e enfermeiras foram selecionados para esse treinamento de acordo com sua especialidade médica, experiência de ensino e compromisso para servir. Equipes médicas serão preparadas para detectar casos iniciais de ebola que possam surgir, oferecer tratamento e evitar a propagação da doença. Elas também poderão ser mobilizadas pela OMS/OPAS para apoiar a resposta clínica e controlar os surtos em qualquer país da região afetado pelo ebola, de acordo com o Notimex
.



A Força Aérea da República Dominicana mobilizou uma rápida resposta a uma propagação simulada do vírus mortal do ebola no país durante um exercício de treinamento em 7 de novembro.

Na simulação, um indivíduo infectado entrou no país pelo Aeroporto Internacional Las Americas. A Força Aérea respondeu rapidamente para proteger a população civil e oferecer atendimento médico adequado ao paciente, em coordenação com duas agências civis, o Corpo Especializado em Segurança Aeroportuária e da Aviação Civil (CESAC) e a Autoridade Metropolitana de Transporte (AMET).

O objetivo do exercício foi “revisar e avaliar procedimentos para identificação, isolamento, transporte e manejo de pacientes suspeitos de infecção pelo Ebola”, diz o Dr. Jorge Marte Baez, coordenador nacional da resposta ao ebola.

A simulação contou com cerca de 70 profissionais de saúde, que durante 25 dias foram treinados para o exercício. Até 28 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia registrado mais de 16.000 casos de ebola em Serra Leoa, Guiné e Libéria, com cerca de 6.900 mortes. Não há casos confirmados na América Latina.

Resposta a um ‘paciente’ infectado


O exercício de treinamento começou às 10h, quando o setor de migração do Aeroporto Internacional de Las Americas atendeu um passageiro proveniente de Serra Leoa, na África, com sintomas típicos da doença – febre alta, dor de cabeça e dor de garganta.

Assim que perceberam se tratar de um possível caso de ebola, as autoridades sanitárias e do aeroporto imediatamente ativaram um procedimento pré-determinado aplicado em portos e aeroportos para isolar indivíduos com sintomas da doença. Usando equipamentos de proteção e empregando medidas de segurança adequadas, membros da AMET transferiram o doente ao Centro de Treinamento e Simulação para o Ebola e Doenças Infecciosas do Hospital Militar Dr. Ramón de Lara, situado na Base Aérea de San Isidro, a leste da capital. No local, médicos e enfermeiras treinados para lidar com o ebola, membros da equipe do Ministério de Saúde Pública e oficiais da FARD seguiram os protocolos para prestar a assistência médica apropriada.

O Brigadeiro Elvis M. Féliz Pérez, piloto da FARD, discutiu com o Coronel Ramon H. Artiles Santamaría, diretor do Hospital Militar, a situação do paciente e as medidas necessárias para manter a população civil em segurança.

Um hospital militar bem-preparado


O Hospital Militar é um centro de saúde avançado com recursos tecnológicos para atender pacientes infectados pelo ebola, de acordo com Daniel Pou, pesquisador da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).

O exercício simulado durou cerca de quatro horas e meia e foi avaliado por representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da OMS e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Eles verificaram se a equipe do hospital seguiu os procedimentos internacionais para tratamento de pacientes com o ebola.

“(A República Dominicana) montou uma área de isolamento e um centro de treinamento espetacular”, diz Monica Guardo, representante especial da OMS/OPAS.

“Esse formato se ajusta ao protocolo internacional e registra as fragilidades e as áreas que necessitam de melhorias, um processo no qual a parte afetada é geralmente a equipe de saúde, incluindo médicos e enfermeiras que morreram”, disse Marte ao jornal online dominicano El Día
.

Médicos militares exerceriam um papel essencial se um paciente com ebola estivesse prestes a entrar no país.

“A experiência que os médicos militares possuem na área da prevenção (da doença) e proteção da saúde pública é crucial”, diz Pou.

Como resultado do exercício, autoridades médicas desenvolveram diversas recomendações para se preparar para um caso real de ebola, como aumentar a quantidade de equipamentos de proteção disponível para médicos e enfermeiras que tratam pacientes infectados com o vírus mortal.

Prevenir a propagação do ebola


Profissionais de saúde civis e militares vem sendo treinados há semanas para enfrentar um possível caso de ebola.

Em 26 de outubro, por exemplo, o Ministério da Saúde ofereceu treinamento sobre prevenção ao ebola a médicos e enfermeiras em hospitais e clínicas privadas. O treinamento também foi organizado para equipes de saúde que trabalham em portos marítimos, aeroportos e pontos de fronteira, além de diretores regionais de saúde, epidemiologistas e diretores de sedes regionais da Faculdade de Medicina Dominicana.

Em 10 de outubro, a comunidade médica da FARD debateu as melhores formas de diagnosticar e tratar pacientes infectados com o vírus letal durante a conferência “Manejo e Protocolos do Ebola”. Médicos presentes no evento também discutiram como identificar sintomas do ebola e os métodos mais seguros de transportar pessoas infectadas pelo vírus. A conferência foi realizada no Hospital Militar.

Treinamento regional para combater o ebola


Além dos esforços da comunidade médica da República Dominicana, a OPAS está treinando médicos e enfermeiras em países latino-americanos no manejo clínico do ebola de 1º a 11 de dezembro, informou o site Notimex
. Workshops para República Dominicana, Bahamas, Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago serão realizados em Antigua e Barbuda entre 1º e 3 de dezembro. Profissionais dos demais países latino-americanos participarão de workshops entre 3 e 11 de dezembro no Chile.

Médicos e enfermeiras foram selecionados para esse treinamento de acordo com sua especialidade médica, experiência de ensino e compromisso para servir. Equipes médicas serão preparadas para detectar casos iniciais de ebola que possam surgir, oferecer tratamento e evitar a propagação da doença. Elas também poderão ser mobilizadas pela OMS/OPAS para apoiar a resposta clínica e controlar os surtos em qualquer país da região afetado pelo ebola, de acordo com o Notimex
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