Grupo de Assistência Técnica prepara Forças de Segurança do Panamá

Technical Assistance Group Trains Panamanian Security Forces

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
outubro 20, 2017

De 28 de agosto a 20 de setembro, 70 cadetes do quarto ano da Escola de Oficiais de Polícia “Dr. Justo Arosemena” (ESOPOL) da Polícia Nacional do Panamá foram instruídos por cinco especialistas da Equipe de Campo de Assistência Técnica (TAFT, por sua sigla em inglês) do Comando Sul dos Estados Unidos, por meio de um curso de liderança. A instrução foi realizada nas instalações da Direção Nacional de Docência da Polícia Nacional do Panamá, na Cidade do Panamá. “A preparação é um curso reduzido do que é ministrado no Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica [WHINSEC por sua sigla em inglês, localizado em Fort Benning, Georgia, EUA]”, disse à Diálogo o Coronel Jorge Luis Escobar, diretor de Docência da Polícia Nacional do Panamá. “Em 2015, adaptamos o curso de liderança com a equipe TAFT da Embaixada dos Estados Unidos no Panamá.” “Esse curso contribui para fortalecer nossa capacidade para cumprir tarefas de comando em operações de defesa ou segurança territorial, principalmente pela alta qualificação profissional e a experiência no campo, bem como o conhecimento de gestão de pessoas em operações”, comentou à Diálogo o 2º Tenente Erick Yoiner Guillen González, do Batalhão de Cadetes da ESOPOL e aluno do curso. Tanto os estudantes da Polícia Nacional, como membros do Serviço Aeronaval, do Serviço Nacional de Fronteira e de Proteção Internacional do Panamá, obtiveram instrução em primeiros socorros, liderança, navegação terrestre e exercícios. Além disso, treinaram em procedimentos básicos de alfândega e migração, defesa pessoal, comunicações, manutenção de armas e polígono de tiro diurno e noturno. “Dentro do curso, os alunos aprenderam a identificar problemas que um comandante pode ter para questionar seu grupo em uma situação difícil e identificaram rivalidades dentro de uma comunidade pequena e como o comandante deve conduzir o processo sob pressão”, comentou o Cel Escobar. “Os alunos foram instruídos sob muita pressão.” Os participantes planejaram operações pequenas para proteger uma unidade maior. Na Unidade Antiterrorista “General José Domingo Espinal”, simularam a tomada de uma instalação em mãos de terroristas, na qual neutralizaram os supostos delinquentes para preservar a vida do sequestrado. “A tarefa que fazemos e a forma de executar as operações não devem perturbar a vida normal das pessoas nem afetar seus direitos”, ressaltou o Cel Escobar. “A pessoa deve sentir que o uniforme é uma garantia de liberdade, não de opressão.” A ESOPOL indicou que, de janeiro a setembro de 2017, mais de 1.263 novos agentes de polícia se graduaram na instituição e 700 alunos adicionais estão em processo de formação. “A interação com o pessoal tático do grupo TAFT foi profissional, já que contam com uma doutrina de organização sempre afeita às leis e normas, e esses aspectos são dignos de ser imitados”, destacou o 2º Ten Guillen. Fortalecer o aprendido no WHINSEC Como parte de sua formação acadêmica, ao finalizar o curso de liderança, os cadetes realizaram uma rodada de estudos de aproximadamente um mês nos Estados Unidos e Canadá, com o intuito de fortalecer o aprendido do grupo TAFT. Entre 23 de setembro e 15 de outubro, os participantes aprenderam no WHINSEC como funciona a estrutura do Exército dos Estados Unidos, as operações de pequenas unidades e como se articulam em uma manobra maior. O fortalecimento incluiu um curso de liderança em treinamento e liderança de operação e uma visita à Unidade de Paraquedistas em Fort Benning, Geórgia, para conhecer a organização e aprender como utilizar paraquedas em operações táticas. Durante sua estada, visitaram também o Pentágono, a Junta Interamericana de Defesa e agências de polícias nos EUA. “A viagem de estudos nos deu a oportunidade de aprender que as instituições que priorizam as necessidades dos cidadãos com conhecimento pleno da realidade nacional, regional e global estão mais bem capacitadas para dedicar às pessoas uma atenção e segurança cidadã de primeiro mundo”, disse o 2º Ten Guillen. “Esse tipo de treinamento é único na região. Nenhuma polícia da região manda alunos para os Estados Unidos”, destacou o Cel Escobar. “Tratamos de dar o melhor nível de educação, conhecendo que os melhores panamenhos se envolvem na carreira das armas.” Depois de fortalecer o aprendido, os alunos desenvolverão uma série de atividades antes de se graduarem como subtenentes e serem destacados em todo o país para cumprir com as missões designadas. Posteriormente, farão cursos de especialização correspondentes ao serviço para o qual tiverem sido designados. Melhor capacitação para a segurança territorial Desde 2015, o Governo do Panamá também ministra o curso de liderança aos subtenentes, tenentes e capitães egressos da ESOPOL para lhes permitir fortalecer seu trabalho em equipe. O Governo panamenho espera que os egressos terminem o processo de nivelação no final de 2018. “É importante que diferentes gerações partam de conhecimentos comuns devido às mudanças de contexto. A segurança territorial e a defesa são primordiais para o país nos últimos sete anos”, disse o Cel Escobar. “Existe uma real motivação por parte da TAFT para colaborar com a Polícia do Panamá.” “Fortalecer todos esses aspectos no serviço policial pode ajudar para que o Panamá se projete no futuro como pioneiro no desenvolvimento da cultura de cooperação internacional em segurança”, disse o 2º Ten Guillen. “A capacitação militar e policial do TAFT a estudantes panamenhos é o resultado de uma relação integrada e fraterna para fortalecer o cumprimento das missões”, finalizou o Cel Escobar.
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