Taekwondo: referência no Suriname

Taekwondo Proves Succesful in Suriname

Por Dialogo
julho 23, 2011


O Suriname é o país menos habitado na América do Sul, com 470 mil pessoas. Apesar do tamanho, ele é bem representado nos 5º Jogos Mundiais Militares. Aproveitando-se da proximidade como Brasil, as forças armadas desse país trouxeram uma delegação de 42 atletas. Quase metade é composta pelos 20 jogadores de futebol masculino, e o restante é divido entre lutas, atletismo e natação.

Desses esportes, o que dá melhor resultados é o taekwondo. Seis atletas – cinco homens e uma mulher – competem no Rio de Janeiro. Os Cabos Gregory Markiet, Ronnie Jackson e Elly Tjppa avançaram até as quartas de final da competição. Neste sábado (23), outros dois atletas competem: Kevin Fernald, na categoria até 58kg, e Jurmen Amiena, na até 87kg.

O técnico Kenneth Slijngard, de 45 anos, gosta do momento do esporte no pequeno país. “Nós temos 2.000 praticantes no Suriname. É um esporte muito popular e tentamos de todas as maneiras dar mais nível competitivo para os nossos atletas”, comentou o técnico, que é civil e ensina as regras do esporte há 12 anos.

Apesar de gostar dos resultados, Slijngard enfrenta desafios para manter o seu time militar e também nacional. “No Suriname, ninguém se dedica integralmente ao esporte”, comentou. Ele, por exemplo, trabalha como médico e participa de pesquisa em busca da cura do câncer de próstata. O técnico exerce essa profissão há dez anos.

Além do tempo, Slijngard também encontra problemas na manutenção de talentos. “Quando fazem 18 anos, eles viajam para o exterior para estudar. E, então, eles param de praticar o taekwondo”, destacou o treinador.

Mas, quem fica vira referência. Ronnie Jackson chegou às quartas de final do torneio de taekwondo dos Jogos Mundiais Militares. Jackson é muito conhecido entre os praticantes do esporte no Suriname. “É o nosso melhor atleta. Ele tem qualidade e experiência. É uma referência para todo mundo que começa”, explico Markiet, que destaca: “o futebol é mais popular que o taekwondo, mas nós temos melhores resultados. Todos respeitam o taekwondo no Suriname”, completou.



Share