Câmeras de vigilância ajudam polícia a reduzir crimes na Cidade da Guatemala

Surveillance cameras help police reduce crime in Guatemala City

Por Dialogo
outubro 20, 2014





Policiais guatemaltecos apostavam que as 1.900 câmeras de vigilância instaladas em junho em diferentes partes da Cidade da Guatemala ajudariam a evitar crimes e combater a violência.

Eles estavam certos.

Os índices de violência em setores sob vigilância caíram até 40% desde que as autoridades instalaram câmeras de vídeo, com um custo de US$ 150 milhões (R$ 364 milhões).

Os agentes policiais monitoram os vídeos de suas estações e alertam oficiais em patrulhamento sobre possíveis atividades criminosas em tempo real. As câmeras os ajudam a responder a crimes com a rapidez necessária para capturar os suspeitos antes que possam escapar. “As forças policiais têm mais 'olhos' para vigilância, o que evita que criminosos cometam delitos”, diz Carlos Argueta, vice-ministro de Tecnologia do Ministério do Interior (MINGOB). “É uma grande inovação que agentes patrulhando as ruas tenham apoio do centro. Isso os têm ajudado a pegar criminosos em flagrante.” As câmeras têm capacidades diferentes. A maioria – cerca de 80% – é fixa e destinada a um local permanente. A polícia pode mover cerca de 20% delas para os lados e para cima e para baixo. E 10% têm recursos de reconhecimento facial – ou seja, podem identificar criminosos pelos seus rostos por meio de sua conexão a um banco de dados mantido pelo Registro Nacional de Pessoas (RENAP). A polícia ainda pode comparar imagens de placas de licenciamento ao banco de dados da Superintendência de Administração Tributária (SAT) para saber se os veículos sob vigilância foram dados como roubados ou estão sujeitos a confisco.

Atualmente, as câmeras estão instaladas em vários pontos estratégicos da cidade, com ênfase especial à Zona 18, que teve uma taxa de homicídio de 72 pessoas por 100.000 habitantes no início de 2012, ante o índice nacional de quase 40 por 100.000 habitantes, segundo um relatório apresentado pela Organização das Nações Unidas em abril.

Autoridades policiais planejam instalar mais 2.100 câmeras de vigilância na Cidade da Guatemala até o final de 2014, muitas delas em bairros com risco de crimes violentos, como Mixco e Amatitlán, no Distrito Central, além de Escuintla e Sacatepéquez.

Câmeras de vigilância ajudam polícia a traçar estratégias anticrime, dizem analistas


As câmeras de vigilância não estão apenas ajudando a polícia a responder rapidamente à atividade criminosa. Também ajudam autoridades a coletar informações que permitirão abordagens de longo prazo no combate ao crime.

“A videovigilância pode ser uma ferramenta útil na criação de estratégias de inteligência”, ressalta Francisco Guezada, analista de segurança do Centro de Pesquisa Econômica Nacional (CIEN). “De acordo com as informações coletadas pela vigilância, os [agentes de segurança] podem detectar padrões, rotas e o modus operandi
dos criminosos.”

Cursos de análise forense serão incorporados à Academia de Treinamento da Polícia Nacional Civil (PNC), que é responsável pela coleta de inteligência no combate às organizações criminosas e ao crime.

“Temos atualmente três técnicos em análise forense e eles serão responsáveis pelo treinamento de mais 30”, afirma Argueta. “Dessa forma, vamos aprimorar nossos processos de investigação criminal.”

Usando a tecnologia no combate ao crime


A Guatemala tem um histórico de sucesso no uso da tecnologia para combater o crime e fortalecer a segurança pública.

Por exemplo, em 2011, a Associação de Cidades Seguras lançou o site alertos.org
, que integra serviços de vigilância em áreas de alta criminalidade e exibe informações detalhadas em tempo real. A criação dessa plataforma busca alcançar cooperação interinstitucional e mais inteligência estratégica no uso e intercâmbio de informações. É alimentada por várias fontes de informação, como queixas de civis, e cria um banco de dados estatístico de incidentes criminosos. Em setembro, o site registrou 46 ataques a mão armada e 84 homicídios no país.

“Ter sistemas de busca avançados facilita as investigações criminais e judiciais. Nosso modelo, chamado CidadeSegura, é focado em alcançar uma infraestrutura de segurança pública mais inteligente por meio da integração estreita pela internet”, explica Pedro Cruz, coordenador de projeto da alertos.org
.

A iniciativa
mantém contato constante com autoridades de segurança para compartilhar informações como dados de placas de veículos suspeitas, perfis criminosos e padrões de comportamento em certas áreas.




Policiais guatemaltecos apostavam que as 1.900 câmeras de vigilância instaladas em junho em diferentes partes da Cidade da Guatemala ajudariam a evitar crimes e combater a violência.

Eles estavam certos.

Os índices de violência em setores sob vigilância caíram até 40% desde que as autoridades instalaram câmeras de vídeo, com um custo de US$ 150 milhões (R$ 364 milhões).

Os agentes policiais monitoram os vídeos de suas estações e alertam oficiais em patrulhamento sobre possíveis atividades criminosas em tempo real. As câmeras os ajudam a responder a crimes com a rapidez necessária para capturar os suspeitos antes que possam escapar. “As forças policiais têm mais 'olhos' para vigilância, o que evita que criminosos cometam delitos”, diz Carlos Argueta, vice-ministro de Tecnologia do Ministério do Interior (MINGOB). “É uma grande inovação que agentes patrulhando as ruas tenham apoio do centro. Isso os têm ajudado a pegar criminosos em flagrante.” As câmeras têm capacidades diferentes. A maioria – cerca de 80% – é fixa e destinada a um local permanente. A polícia pode mover cerca de 20% delas para os lados e para cima e para baixo. E 10% têm recursos de reconhecimento facial – ou seja, podem identificar criminosos pelos seus rostos por meio de sua conexão a um banco de dados mantido pelo Registro Nacional de Pessoas (RENAP). A polícia ainda pode comparar imagens de placas de licenciamento ao banco de dados da Superintendência de Administração Tributária (SAT) para saber se os veículos sob vigilância foram dados como roubados ou estão sujeitos a confisco.

Atualmente, as câmeras estão instaladas em vários pontos estratégicos da cidade, com ênfase especial à Zona 18, que teve uma taxa de homicídio de 72 pessoas por 100.000 habitantes no início de 2012, ante o índice nacional de quase 40 por 100.000 habitantes, segundo um relatório apresentado pela Organização das Nações Unidas em abril.

Autoridades policiais planejam instalar mais 2.100 câmeras de vigilância na Cidade da Guatemala até o final de 2014, muitas delas em bairros com risco de crimes violentos, como Mixco e Amatitlán, no Distrito Central, além de Escuintla e Sacatepéquez.

Câmeras de vigilância ajudam polícia a traçar estratégias anticrime, dizem analistas


As câmeras de vigilância não estão apenas ajudando a polícia a responder rapidamente à atividade criminosa. Também ajudam autoridades a coletar informações que permitirão abordagens de longo prazo no combate ao crime.

“A videovigilância pode ser uma ferramenta útil na criação de estratégias de inteligência”, ressalta Francisco Guezada, analista de segurança do Centro de Pesquisa Econômica Nacional (CIEN). “De acordo com as informações coletadas pela vigilância, os [agentes de segurança] podem detectar padrões, rotas e o modus operandi
dos criminosos.”

Cursos de análise forense serão incorporados à Academia de Treinamento da Polícia Nacional Civil (PNC), que é responsável pela coleta de inteligência no combate às organizações criminosas e ao crime.

“Temos atualmente três técnicos em análise forense e eles serão responsáveis pelo treinamento de mais 30”, afirma Argueta. “Dessa forma, vamos aprimorar nossos processos de investigação criminal.”

Usando a tecnologia no combate ao crime


A Guatemala tem um histórico de sucesso no uso da tecnologia para combater o crime e fortalecer a segurança pública.

Por exemplo, em 2011, a Associação de Cidades Seguras lançou o site alertos.org
, que integra serviços de vigilância em áreas de alta criminalidade e exibe informações detalhadas em tempo real. A criação dessa plataforma busca alcançar cooperação interinstitucional e mais inteligência estratégica no uso e intercâmbio de informações. É alimentada por várias fontes de informação, como queixas de civis, e cria um banco de dados estatístico de incidentes criminosos. Em setembro, o site registrou 46 ataques a mão armada e 84 homicídios no país.

“Ter sistemas de busca avançados facilita as investigações criminais e judiciais. Nosso modelo, chamado CidadeSegura, é focado em alcançar uma infraestrutura de segurança pública mais inteligente por meio da integração estreita pela internet”, explica Pedro Cruz, coordenador de projeto da alertos.org
.

A iniciativa
mantém contato constante com autoridades de segurança para compartilhar informações como dados de placas de veículos suspeitas, perfis criminosos e padrões de comportamento em certas áreas.
Isso reforça a Estratégia de Segurança Cidadã, que está centrada no combate ao crime e prevenção da criminalidade. Para complementar esta estratégia, é necessária maior presença institucional.
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