Cúpula na Colômbia aborda luta global contra o narcotráfico

Summit in Colombia Focuses on Global Drug Trafficking Fight

Por Dialogo
junho 16, 2015




Cartagena, na Colômbia, sediou a 32ª Conferência Internacional de Controle de Drogas (IDEC) em junho, com cerca de 400 representantes de mais de 120 países trabalhando em conjunto para encontrar novas maneiras de combater e desmantelar as organizações criminosas transnacionais e grupos terroristas.

“O que precisamos, mais do que uma guerra, é de uma soma de medidas inteligentes, bem-projetadas, bem-executadas e centradas nas pessoas”, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos. Ele encarregou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón (que está prestes a deixar o cargo), do desenvolvimento de uma nova estratégia para combater o tráfico de drogas de formas diferentes e mais eficientes.

“A Colômbia tem feito progressos importantes, precisamente porque enfrentamos as ameaças representadas pelo narcotráfico e pelos crimes relacionados”, disse Pinzón. Em maio, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que remanejaria Pinzón para o cargo de embaixador em Washington, D.C., e que o atual embaixador nos EUA, Luis Carlos Villegas, substituiria Pinzón na pasta da Defesa.

A conferência incluiu representantes do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento de três dias, que foi organizado pela Polícia Nacional da Colômbia, começou em 2 de junho com o discurso do chefe da polícia colombiana, General Rodolfo Palomino.

Tráfico ilegal é tão eficiente quanto a FedEx


A conferência foi uma excelente oportunidade para policiais e militares da América Central e do Sul se reunirem e trocarem ideias sobre como os países da região podem trabalhar em conjunto para combater o tráfico internacional de drogas e outras atividades criminosas transnacionais na região.

“O tráfico ilícito ameaça cada um de nossos países, utilizando um enorme sistema de vias para movimentar centenas de toneladas de drogas, dezenas de milhares de pessoas e inúmeras armas para dentro e fora dos Estados Unidos, da América Latina, Europa, África e Ásia”, disse o General John F. Kelly, comandante do USSOUTHCOM. “E eles fazem isso com uma eficiência, capacidade de carga e com lucro bruto que causariam inveja à FedEx.”

O governo dos Estados Unidos e suas Forças Armadas trabalham lado a lado com a Colômbia para combater o narcotráfico, o terrorismo, o contrabando de armas, o tráfico de pessoas e outras atividades criminosas transnacionais. “Nós confiamos fortemente em nossos parceiros internacionais [em toda a região]”, disse o Gen. Kelly.

Dos cowboys da cocaína às corporações das drogas


Em linha com o tema deste ano do IDEC, “Transformação do Fenômeno das Drogas: Um Desafio Global”, Pinzón expôs a necessidade crescente de cooperação internacional na luta contra o narcotráfico e outras atividades criminosas. Embora isso não seja tão prevalente hoje como era em 2000, as autoridades devem permanecer alertas na batalha contra a “maldição” do narcotráfico internacional.

A natureza do tráfico internacional de drogas mudou, afirmou o Gen. Kelly.

“Os dias dos ‘cowboys da cocaína’ ficaram para trás – agora estamos lidando com ‘corporações da cocaína’ que têm franquias em todo o mundo”, disse o comandante do SOUTHCOM.

Isso significa que as autoridades policiais e militares devem atacar todos os elos da cadeia do comércio ilegal de drogas, desde o cultivo e a produção de drogas ilícitas à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas e aos crimes relacionados.

“Para isso, tivemos de reforçar as capacidades de todas as nossas forças – de inteligência, de mobilidade aérea, operações especiais e, principalmente, nossa credibilidade”, afirmou Pinzón.

Colômbia recebe barcos de alta velocidade dos EUA


A estreita cooperação entre a Colômbia e os EUA está reforçando a luta contra o tráfico internacional de drogas e outras atividades ilegais.

Os laços fortes entre os dois países foram ressaltados durante a conferência, quando autoridades do governo colombiano realizaram uma cerimônia para destacar a doação, por autoridades norte-americanas, de seis barcos interceptadores de alta velocidade da Safe Boats International, para fortalecer os esforços de interdição da Marinha Nacional colombiana na costa do Pacífico colombiano.

“Estes barcos são recursos adicionais para derrotar o crime e o tráfico de drogas na Colômbia, que é nosso objetivo principal, junto com o nosso aliado, os Estados Unidos”, disse Pinzón. “Os barcos que recebemos hoje nos dão maior capacidade de retirar toneladas de cocaína de traficantes de drogas”, acrescentou.
Os barcos serão usados para interceptar navios suspeitos de tráfico de drogas, armas e outros produtos ilícitos.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) são um dos principais grupos criminosos que se dedicam ao narcotráfico. As FARC utilizam recursos provenientes do tráfico de drogas para financiar seus ataques terroristas contra a população civil, as forças armadas e as forças policiais.

Em outro acordo de cooperação de segurança, as Marinhas do Brasil, da Colômbia e do Peru estão trabalhando juntas na BRACOLPER Naval 2015, uma operação militar para combater crimes transnacionais na região amazônica compartilhada entre os três países.



Cartagena, na Colômbia, sediou a 32ª Conferência Internacional de Controle de Drogas (IDEC) em junho, com cerca de 400 representantes de mais de 120 países trabalhando em conjunto para encontrar novas maneiras de combater e desmantelar as organizações criminosas transnacionais e grupos terroristas.

“O que precisamos, mais do que uma guerra, é de uma soma de medidas inteligentes, bem-projetadas, bem-executadas e centradas nas pessoas”, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos. Ele encarregou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón (que está prestes a deixar o cargo), do desenvolvimento de uma nova estratégia para combater o tráfico de drogas de formas diferentes e mais eficientes.

“A Colômbia tem feito progressos importantes, precisamente porque enfrentamos as ameaças representadas pelo narcotráfico e pelos crimes relacionados”, disse Pinzón. Em maio, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que remanejaria Pinzón para o cargo de embaixador em Washington, D.C., e que o atual embaixador nos EUA, Luis Carlos Villegas, substituiria Pinzón na pasta da Defesa.

A conferência incluiu representantes do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento de três dias, que foi organizado pela Polícia Nacional da Colômbia, começou em 2 de junho com o discurso do chefe da polícia colombiana, General Rodolfo Palomino.

Tráfico ilegal é tão eficiente quanto a FedEx


A conferência foi uma excelente oportunidade para policiais e militares da América Central e do Sul se reunirem e trocarem ideias sobre como os países da região podem trabalhar em conjunto para combater o tráfico internacional de drogas e outras atividades criminosas transnacionais na região.

“O tráfico ilícito ameaça cada um de nossos países, utilizando um enorme sistema de vias para movimentar centenas de toneladas de drogas, dezenas de milhares de pessoas e inúmeras armas para dentro e fora dos Estados Unidos, da América Latina, Europa, África e Ásia”, disse o General John F. Kelly, comandante do USSOUTHCOM. “E eles fazem isso com uma eficiência, capacidade de carga e com lucro bruto que causariam inveja à FedEx.”

O governo dos Estados Unidos e suas Forças Armadas trabalham lado a lado com a Colômbia para combater o narcotráfico, o terrorismo, o contrabando de armas, o tráfico de pessoas e outras atividades criminosas transnacionais. “Nós confiamos fortemente em nossos parceiros internacionais [em toda a região]”, disse o Gen. Kelly.

Dos cowboys da cocaína às corporações das drogas


Em linha com o tema deste ano do IDEC, “Transformação do Fenômeno das Drogas: Um Desafio Global”, Pinzón expôs a necessidade crescente de cooperação internacional na luta contra o narcotráfico e outras atividades criminosas. Embora isso não seja tão prevalente hoje como era em 2000, as autoridades devem permanecer alertas na batalha contra a “maldição” do narcotráfico internacional.

A natureza do tráfico internacional de drogas mudou, afirmou o Gen. Kelly.

“Os dias dos ‘cowboys da cocaína’ ficaram para trás – agora estamos lidando com ‘corporações da cocaína’ que têm franquias em todo o mundo”, disse o comandante do SOUTHCOM.

Isso significa que as autoridades policiais e militares devem atacar todos os elos da cadeia do comércio ilegal de drogas, desde o cultivo e a produção de drogas ilícitas à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas e aos crimes relacionados.

“Para isso, tivemos de reforçar as capacidades de todas as nossas forças – de inteligência, de mobilidade aérea, operações especiais e, principalmente, nossa credibilidade”, afirmou Pinzón.

Colômbia recebe barcos de alta velocidade dos EUA


A estreita cooperação entre a Colômbia e os EUA está reforçando a luta contra o tráfico internacional de drogas e outras atividades ilegais.

Os laços fortes entre os dois países foram ressaltados durante a conferência, quando autoridades do governo colombiano realizaram uma cerimônia para destacar a doação, por autoridades norte-americanas, de seis barcos interceptadores de alta velocidade da Safe Boats International, para fortalecer os esforços de interdição da Marinha Nacional colombiana na costa do Pacífico colombiano.

“Estes barcos são recursos adicionais para derrotar o crime e o tráfico de drogas na Colômbia, que é nosso objetivo principal, junto com o nosso aliado, os Estados Unidos”, disse Pinzón. “Os barcos que recebemos hoje nos dão maior capacidade de retirar toneladas de cocaína de traficantes de drogas”, acrescentou.
Os barcos serão usados para interceptar navios suspeitos de tráfico de drogas, armas e outros produtos ilícitos.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) são um dos principais grupos criminosos que se dedicam ao narcotráfico. As FARC utilizam recursos provenientes do tráfico de drogas para financiar seus ataques terroristas contra a população civil, as forças armadas e as forças policiais.

Em outro acordo de cooperação de segurança, as Marinhas do Brasil, da Colômbia e do Peru estão trabalhando juntas na BRACOLPER Naval 2015, uma operação militar para combater crimes transnacionais na região amazônica compartilhada entre os três países.
É bom.... PARABÉNS A CLAUDIA GURISATI POR LEVAR SANTOS A JULGAMENTO. É ASSIM QUE DEVE SER FEITO O JORNALISMO E SE É UMA DIRETORA DE PROGRAMA.
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