Eixos estratégicos: uma nova concepção de segurança e defesa

Por Dialogo
julho 26, 2013



Os brasileiros estão vivenciando desde a Copa das Confederações uma nova e mais ampla concepção de segurança e defesa, onde as Forças Armadas, especialmente o Exército, vêm exercendo um papel preponderante, tanto na segurança física como na defesa do que foi denominado de eixos estratégicos. Estes são compostos por 12 ações que abrangem a proteção de um amplo espectro de estruturas e a realização de atividades complementares de caráter preventivo.





Na área de defesa, o objetivo principal é a proteção de estruturas estratégicas do país como telecomunicações, energia, transportes, abastecimento de água e espaço aéreo. Para este objetivo, foram implementadas ações que envolvem prevenção a ataques cibernéticos e medidas protetoras aeroespaciais, além de contramedidas em caso de utilização de armas químicas, biológicas, radiológicas e nucleares.





Em relação a ações complementares destinadas à segurança, destacam-se a fiscalização de explosivos, patrulhamento de áreas marítimas, fluviais e de fronteiras secas, além da prevenção a atos terroristas. O monitoramento e a vigilância terrestre são apoiados por veículos aéreos não tripulados (VANTS) de fabricação nacional, um instrumento eficaz para a identificação de prováveis ameaças à segurança dos eventos.





Um número significativo de agentes de órgãos de inteligência também é empregado como apoio às ações policiais de segurança com a finalidade de identificar e neutralizar iminentes situações de risco.





No caso de eventos internacionais, esta concepção está intimamente relacionada com as novas ameaças que surgem com características mais complexas, de forma híbrida, e com o mesmo poder tecnológico de muitas nações desenvolvidas, gerando grandes vulnerabilidades.





É o caso, por exemplo, dos ciberataques, ciberterrorismo e da ciberespionagem, hipóteses que não podem ser descartadas e que são, potencialmente, geradoras de grandes danos estruturais, especialmente pela dependência crescente que possuímos de sistemas interligados, cujas consequências atingem a população de forma direta.





Este sistema está sendo testado novamente durante a Jornada Mundial da Juventude, com a visita do papa Francisco, onde cerca de quinze mil militares estão participando em conjunto com os órgãos de segurança estatais, nas cidades do Rio de Janeiro e em Aparecida do Norte, no estado de São Paulo.





Neste evento, em particular, as vulnerabilidades são maiores em razão de serem realizados em campo aberto e face aos protestos previstos, com a participação de anarquistas, de objetivos difusos. Nasce daí uma nova doutrina multidimensional que poderá ser estendida a outras áreas, como as missões de estabilização ou no domínio de territórios pós-operações de guerra.

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