Esporte ajuda na recuperação de soldados e policiais feridos

Sports Help Wounded Soldiers and Police Officers Recover

Por Dialogo
fevereiro 18, 2015





Soldados e policiais colombianos atingidos por minas terrestres ou artefatos explosivos improvisados (IEDs) estão se recuperando dos ferimentos graças à prática do esporte.

Juntamente com organizações não governamentais (ONGs), o governo colombiano oferece uma ampla abordagem de reabilitação, incluindo a prática de esportes, para ajudar soldados e policiais feridos. Esses serviços permitem que os militares feridos retornem à vida civil de maneira produtiva.

O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, lidera a criação da Política de Deficiência para o Setor de Segurança e Defesa, que destina fundos para a reabilitação de feridos em serviço. A política também prevê programas de assistência psicológica.

Durante o lançamento da política, em 2 de setembro de 2014, o ministro Pinzón falou sobre a necessidade de garantir o melhor tratamento disponível aos policiais e soldados feridos, que são considerados “heróis nacionais”.

“Não basta somente entender o problema, reconhecer o heroísmo deles ou nos encher de emoção e possivelmente de lágrimas”, disse Pinzón. “Temos a obrigação de agir, mobilizar recursos, aprovar leis, buscar maneiras de garantir que essas pessoas não sejam deixadas para trás, nem mesmo por um segundo.”

Incentivo para que os feridos se ajudem por meio do esporte


O governo presta assistência aos feridos por meio de políticas que facilitem sua recuperação, mas também estimulando-os a se ajudarem. A meta é que se tornem agentes ativos de sua própria reabilitação.

Praticar esportes é um dos caminhos que os policiais e soldados feridos têm para se reabilitar.

O esporte ajuda os soldados e policiais feridos a recuperar a força corporal e a confiança em suas capacidades físicas.

ONGs como a Fundação Corpoalegría juntaram-se à iniciativa de oferecer serviços de reabilitação aos soldados e policiais feridos por meio de equoterapia, por exemplo. Ela permite que pessoas com lesões montem a cavalo como parte de sua recuperação.

“Há uma energia que vem com um passeio a cavalo, e você se transforma”, diz o ex-policial colombiano Leonardo Fuentes, que perdeu a perna esquerda ao pisar uma mina terrestre durante uma operação contra o grupo terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no estado de Antioquia em 2009.

“No meu caso, eu monto sem prótese, mas quando estou em cima do cavalo sinto como se nada estivesse faltando”, diz Fuentes. “É como se as patas do cavalo fizessem parte de mim, como se elas fossem minhas pernas e nos tornássemos um só. Há uma sincronização completa. Somos um único ser.”

Fuentes, de 27 anos, hoje compete como jóquei e está treinando para representar a Colômbia nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Montar em torneios renovou sua autoconfiança.

O apoio do governo colombiano restaurou sua fé no mundo e o ajudou a redirecionar sua vida, de acordo com Fuentes.

“Eu nunca havia montado um cavalo, nem sei se faria isso um dia. Não imagino como minha vida seria hoje se não fosse deficiente”, diz Fuentes. “O que eu estaria fazendo? Não acho que estaria montando a cavalo. Deus age de maneiras misteriosas.”

O esporte é uma ferramenta eficiente para ajudar pessoas feridas a se reabilitarem, diz a presidente da Corpoalegría, Jeannette Rosas.

A equoterapia pode ter um impacto positivo sobre um ferido em poucas semanas, afirma Jeannette.

“Eles já não são as mesmas pessoas que chegaram com a deficiência. Há muitos deficientes que ficaram trancados em suas casas. Vemos que o esporte lhes dá melhor qualidade de vida”, diz ela.

A equipe de voleibol sentado da Colômbia, que inclui soldados que perderam total ou parcialmente a perna devido a minas terrestres ou IEDs, também competirá nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Cooperação intensa em apoio aos feridos


A meta da Política de Deficiência para o Setor de Defesa e Segurança é oferecer serviços de reabilitação a soldados e policiais para que possam se recuperar de seus ferimentos e ter sucesso na sociedade civil.

Nos últimos anos, o governo colombiano destinou US$ 41 milhões a serviços de reabilitação para soldados feridos, de acordo com o Ministério da Defesa.

Mas o governo também está conseguindo avanços ao proteger melhor os integrantes das forças de segurança.

O governo investiu US$ 35 milhões na compra de novos equipamentos, incluindo roupas especiais de proteção, para ajudar soldados e policiais a evitar ferimentos por minas terrestres e artefatos explosivos improvisados (IEDs).

Por exemplo, o uso de equipamentos de proteção tecnologicamente avançados, como roupas especiais, ajudou agentes da lei e autoridades militares da Colômbia a reduzir em 46% o número de efetivos de segurança uniformizados feridos em combate em 2014, em comparação com 2013.

Houve 431 agentes de segurança uniformizados feridos em 2014, bem menos que os 798 feridos em combate ou em ataques terroristas no ano anterior.

Cooperação internacional é fundamental


A cooperação internacional é um componente importante da luta da Colômbia contra grupos terroristas e do crime organizado; é também uma peça-chave da iniciativa do governo em oferecer programas de reabilitação aos feridos.

Em julho de 2014, o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e a Organização Conjunta de Defesa contra Artefatos Explosivos Improvisados (JIEDDO) uniram esforços para colaborar com os militares e policiais colombianos na elaboração de formas inovadoras de mitigar as ameaças dos IEDs, de acordo com informações do SOUTHCOM. A ideia é utilizar as lições dolorosas aprendidas pelos dois países, os investimentos feitos durante anos em pesquisa e desenvolvimento e as mentes colaborativas dos especialistas da Colômbia e dos EUA comprometidos com essa luta, segundo o Escritório de Relações Públicas do SOUTHCOM.

A Divisão de Ciência e Tecnologia do SOUTHCOM começou a trabalhar com especialistas do JIEDDO, o vice-ministro de Defesa da Colômbia, a Direção Conjunta de Explosivos e Desminagem e o Centro Nacional de Combate a IEDs e Minas do Exército para um planejamento conjunto contra as armas que os grupos criminosos usam frequentemente na Colômbia.






Soldados e policiais colombianos atingidos por minas terrestres ou artefatos explosivos improvisados (IEDs) estão se recuperando dos ferimentos graças à prática do esporte.

Juntamente com organizações não governamentais (ONGs), o governo colombiano oferece uma ampla abordagem de reabilitação, incluindo a prática de esportes, para ajudar soldados e policiais feridos. Esses serviços permitem que os militares feridos retornem à vida civil de maneira produtiva.

O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, lidera a criação da Política de Deficiência para o Setor de Segurança e Defesa, que destina fundos para a reabilitação de feridos em serviço. A política também prevê programas de assistência psicológica.

Durante o lançamento da política, em 2 de setembro de 2014, o ministro Pinzón falou sobre a necessidade de garantir o melhor tratamento disponível aos policiais e soldados feridos, que são considerados “heróis nacionais”.

“Não basta somente entender o problema, reconhecer o heroísmo deles ou nos encher de emoção e possivelmente de lágrimas”, disse Pinzón. “Temos a obrigação de agir, mobilizar recursos, aprovar leis, buscar maneiras de garantir que essas pessoas não sejam deixadas para trás, nem mesmo por um segundo.”

Incentivo para que os feridos se ajudem por meio do esporte


O governo presta assistência aos feridos por meio de políticas que facilitem sua recuperação, mas também estimulando-os a se ajudarem. A meta é que se tornem agentes ativos de sua própria reabilitação.

Praticar esportes é um dos caminhos que os policiais e soldados feridos têm para se reabilitar.

O esporte ajuda os soldados e policiais feridos a recuperar a força corporal e a confiança em suas capacidades físicas.

ONGs como a Fundação Corpoalegría juntaram-se à iniciativa de oferecer serviços de reabilitação aos soldados e policiais feridos por meio de equoterapia, por exemplo. Ela permite que pessoas com lesões montem a cavalo como parte de sua recuperação.

“Há uma energia que vem com um passeio a cavalo, e você se transforma”, diz o ex-policial colombiano Leonardo Fuentes, que perdeu a perna esquerda ao pisar uma mina terrestre durante uma operação contra o grupo terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no estado de Antioquia em 2009.

“No meu caso, eu monto sem prótese, mas quando estou em cima do cavalo sinto como se nada estivesse faltando”, diz Fuentes. “É como se as patas do cavalo fizessem parte de mim, como se elas fossem minhas pernas e nos tornássemos um só. Há uma sincronização completa. Somos um único ser.”

Fuentes, de 27 anos, hoje compete como jóquei e está treinando para representar a Colômbia nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Montar em torneios renovou sua autoconfiança.

O apoio do governo colombiano restaurou sua fé no mundo e o ajudou a redirecionar sua vida, de acordo com Fuentes.

“Eu nunca havia montado um cavalo, nem sei se faria isso um dia. Não imagino como minha vida seria hoje se não fosse deficiente”, diz Fuentes. “O que eu estaria fazendo? Não acho que estaria montando a cavalo. Deus age de maneiras misteriosas.”

O esporte é uma ferramenta eficiente para ajudar pessoas feridas a se reabilitarem, diz a presidente da Corpoalegría, Jeannette Rosas.

A equoterapia pode ter um impacto positivo sobre um ferido em poucas semanas, afirma Jeannette.

“Eles já não são as mesmas pessoas que chegaram com a deficiência. Há muitos deficientes que ficaram trancados em suas casas. Vemos que o esporte lhes dá melhor qualidade de vida”, diz ela.

A equipe de voleibol sentado da Colômbia, que inclui soldados que perderam total ou parcialmente a perna devido a minas terrestres ou IEDs, também competirá nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Cooperação intensa em apoio aos feridos


A meta da Política de Deficiência para o Setor de Defesa e Segurança é oferecer serviços de reabilitação a soldados e policiais para que possam se recuperar de seus ferimentos e ter sucesso na sociedade civil.

Nos últimos anos, o governo colombiano destinou US$ 41 milhões a serviços de reabilitação para soldados feridos, de acordo com o Ministério da Defesa.

Mas o governo também está conseguindo avanços ao proteger melhor os integrantes das forças de segurança.

O governo investiu US$ 35 milhões na compra de novos equipamentos, incluindo roupas especiais de proteção, para ajudar soldados e policiais a evitar ferimentos por minas terrestres e artefatos explosivos improvisados (IEDs).

Por exemplo, o uso de equipamentos de proteção tecnologicamente avançados, como roupas especiais, ajudou agentes da lei e autoridades militares da Colômbia a reduzir em 46% o número de efetivos de segurança uniformizados feridos em combate em 2014, em comparação com 2013.

Houve 431 agentes de segurança uniformizados feridos em 2014, bem menos que os 798 feridos em combate ou em ataques terroristas no ano anterior.

Cooperação internacional é fundamental


A cooperação internacional é um componente importante da luta da Colômbia contra grupos terroristas e do crime organizado; é também uma peça-chave da iniciativa do governo em oferecer programas de reabilitação aos feridos.

Em julho de 2014, o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e a Organização Conjunta de Defesa contra Artefatos Explosivos Improvisados (JIEDDO) uniram esforços para colaborar com os militares e policiais colombianos na elaboração de formas inovadoras de mitigar as ameaças dos IEDs, de acordo com informações do SOUTHCOM. A ideia é utilizar as lições dolorosas aprendidas pelos dois países, os investimentos feitos durante anos em pesquisa e desenvolvimento e as mentes colaborativas dos especialistas da Colômbia e dos EUA comprometidos com essa luta, segundo o Escritório de Relações Públicas do SOUTHCOM.

A Divisão de Ciência e Tecnologia do SOUTHCOM começou a trabalhar com especialistas do JIEDDO, o vice-ministro de Defesa da Colômbia, a Direção Conjunta de Explosivos e Desminagem e o Centro Nacional de Combate a IEDs e Minas do Exército para um planejamento conjunto contra as armas que os grupos criminosos usam frequentemente na Colômbia.


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