Chefe do Comando Sul diz que os aliados sul-americanos ‘sabem das coisas’

Southern Command Chief Says South American Allies ‘Got Game’

Por By Jim Garamone DoD News, Defense Media Activity
junho 27, 2018

Em 1988, a Colômbia parecia caminhar na direção de um país falido. Cartéis de drogas operavam impunemente. O grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia controlava extensas áreas do país e trabalhava lado a lado com os líderes do tráfico.

Os assassinatos eram um lugar comum e tão brutais que toda uma linguagem se criou em torno deles. Um método particularmente brutal de matar era chamado “Laço de gravata de Cartagena”.

A nação parecia mergulhar no caos. No entanto, a Colômbia e o resto da região progrediram extraordinariamente desde então.

No final de maio, o presidente colombiano Juan Manuel Santos visitou a sede da OTAN em Bruxelas para reforçar a posição do país como a primeira nação latino-americana a se tornar um parceiro global da aliança.

Parceria Estados Unidos-Colômbia

“Durante 30 anos, autoridades colombianas e norte-americanas trabalharam em conjunto para tirar a nação da beira do precipício e os relacionamentos entre as administrações de ambos os países deram resultados”, disse o Almirante-de-Esquadra dos EUA Kurt W. Tidd, comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). O Alte Esq Tidd falou aos repórteres do Grupo de Jornalistas da Defesa em 7 de junho de 2018.

“Se nos mantivermos unidos poderemos obter resultados muito satisfatórios”, declarou o Alte Esq Tidd. Hoje a Colômbia é “uma nação parceira moderna, bem-sucedida e capaz”, acrescentou. “Os desafios quanto à segurança ainda estão lá, mas os colombianos sabem quais são os desafios e estão tomando as providências para continuar a lidar com eles”.

O Alte Esq Tidd considerou a Colômbia um grande exportador de segurança na região. Ele ressaltou que as forças armadas colombianas estão trabalhando em estreita colaboração com os parceiros centro-americanos para ajudá-los a lidar com seus desafios à segurança interna.

Outros parceiros dos EUA

Porém, o esforço vai além de apenas Colômbia e América Central. “Temos parcerias próximas com diversos países capazes em toda a região”, disse o Alte Esq Tidd. “O que não se compreende ou não se reconhece bem é o grau de capacidade de alguns desses países”.

Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil “são nações que eu colocaria na lista de nossos melhores parceiros na OTAN”, indicou o Alte Esq Tidd. “São forças militares orgulhosas e capazes que assumiram grandes responsabilidades de segurança”.

Ele ressaltou que o Uruguai, considerando-se a base per capita, tem a maior presença de tropas de manutenção da paz das Nações Unidas. O Brasil comandou durante muito tempo missões da ONU no Haiti e no Líbano.

Autoridades colombianas trabalham na equipe do SOUTHCOM. Um general chileno é adjunto na sede do componente do Exército do SOUTHCOM em San Antonio.

“Neste ano, no maior exercício marítimo mundial – As margens do Pacífico (The Rim of the Pacific) – o comandante do componente marítimo... é um contra-almirante chileno”, disse o Alte Esq Tidd. “São países competentes – são sérios, capazes. Tudo o que temos que fazer é continuar a trabalhar juntos”, concluiu.
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