Comandante do Comando Sul destaca necessidade de colaboração contra redes de ameaças

Southcom Commander Stresses Need for Collaboration against Threat Networks

Por Shannon Collins, DoD News, Defense Media Activity
dezembro 13, 2016

Confiança, colaboração e inovação são necessárias na luta contra as redes de ameaças e seus financiadores, disse o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, por sua sigla em inglês), no dia 7 dezembro, nas observações iniciais da 15ª Conferência de Segurança das Nações Caribenhas em San Juan, Porto Rico. O Almirante de Esquadra da
Marinha dos Estados Unidos, Kurt W. Tidd, dirigiu-se a 120 líderes e
delegados de 22 nações — representantes de cinco nações participaram como
observadores — que se encontraram para examinar as ameaças à estabilidade
caribenha e avaliar ideias para melhorar a colaboração em apoio à segurança
regional. O evento de dois dias
apresentou discussões sobre redes de ameaças transnacionais, compartilhamento
de informações, estratégias de segurança regional, sincronização de segurança,
apoio americano à segurança no Caribe, ajuda em desastres e exercícios de
formação de capacidade multinacional. Redes de ameaças “As redes de ameaças — e as
crescentes economias ilegais que as apoiam — enfraquecem os interesses de
muitos em vários países e continentes”, disse o Alte Esq Tidd. Muitas redes de ameaças se
aproveitam dos cidadãos carentes e insatisfeitos, observou o Alte Esq Tidd.
“Muitos exaltam a violência e o uso dela como ferramenta para intimidar as
populações locais e inspirar legiões”, afirmou. “De gangues criminosas a grupos
extremistas como [o Estado Islâmico do Iraque e o Levante], muitas redes
exploram a mídia social e a cultura popular usando vídeos ardilosos de alta
qualidade e música para promover a morte, intimidação e o código do silêncio.
Muitos outros têm ‘franquias’ locais que se espalham como vírus por nossas
comunidades”, declarou. Essas redes são tecidas na
malha dos ambientes coletivos das nações participantes da conferência e impõem
um desafio à segurança coletiva, disse o comandante do SOUTHCOM. Combatê-las
requer colaboração na execução da lei, na inteligência diplomática e com os parceiros
militares da região. Combatendo ameaças É necessário estarmos mais
bem adaptados do que as redes de ameaças para derrotá-las, além de buscar nova
tecnologia e inovação, declarou o Alte Esq Tidd aos conferencistas. “Temos que explorar novas
tecnologias e não ter medo de desafiar as velhas maneiras de realizar
negócios”, disse ele. “Temos que buscar e alavancar o conhecimento da sociedade
civil, de acadêmicos e do setor privado que podem trazer uma nova perspectiva,
conjuntos únicos de habilidades e soluções inovadoras para enfrentar complexos
desafios. Temos também que aprimorar as habilidades e capacidades que as nossas
forças necessitam para ter sucesso num ambiente de segurança transformado.” A conferência foi realizada em menos de dois meses depois de os governos da região assinarem um acordo de ação conjunta em cooperação de segurança, após um diálogo sobre cooperação em segurança Caribe-EUA em Washington. Desde 2010, os Estados Unidos são parceiros das nações caribenhas para apoiar a Iniciativa de Segurança da Região do Caribe, parte de um esforço regional integrado para reduzir o tráfico ilícito, aumentar a segurança pública e promover a justiça social. Os Estados Unidos investiram US$437 milhões em fundos à iniciativa desde os seus primórdios. A Conferência de Segurança
das Nações Caribenhas é promovida anualmente pelo SOUTHCOM, o comando unificado
do Departamento de Defesa dos Estados Unidos responsável pelas operações
militares e a cooperação de segurança americanas no Caribe, América Central e
América do Sul.
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