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SOUTHCOM e Exército da Colômbia fortalecem suas ações na luta pela desminagem humanitária

SOUTHCOM and the Colombian Army Step up their Activity in the Fight for Humanitarian Demining

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
outubro 11, 2016

O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, por sua sigla em inglês), como parte da Iniciativa Global de Desminagem, oferece apoio à primeira Brigada de Engenheiros de Desminagem Humanitária do Exército Nacional da Colômbia para melhorar as metodologias e estratégias nos processos de detecção e remoção de minas antipessoais implantadas no país. De 7 a 24 de julho, um total de 15 militares do SOUTHCOM, liderados pelo General-de-Divisão Michael H. Shields, diretor da Organização Conjunta para Desativar Artefatos Explosivos, e pelo Contra-Almirante Scott B. Jerabek, diretor de relações militares para o SOUTHCOM, conheceram as capacidades e as forças que a Brigada de Desminagem Humanitária possui com suas unidades táticas em todo o território colombiano. A unidade militar foi ativada em 8 de agosto no Forte Militar de Tolemaida, departamento de Tolima [centro]. A Brigada sob o comando do Coronel Raúl Ortiz Pulido estará composta por 5.000 homens e mulheres pertencentes a cinco Batalhões de Engenheiros de Desminagem, que terão sede nos departamentos de Santander, Antioquía, Cesar e Caldas, com o objetivo de realizar trabalhos em quase 400 municípios do país onde há minas. Segundo o presidente colombiano Juan Manuel Santos, esta unidade será a brigada mais importante dedicada à desminagem em todo o planeta: “Não há outro exército, não há outro país que tenha uma brigada como a que acabamos de ativar”, indicou o presidente Santos na 197ª. comemoração do Exército colombiano. A nova unidade militar começará sua missão em 2017. O trabalho da Brigada de Desminagem Humanitária será feito de forma coordenada com a Direção de Ação Integrada Contra Minas Antipessoais (DAICMA, por sua sigla em inglês), garantindo o trabalho de remoção desses artefatos explosivos. “O Comando Sul queria ver como vai funcionar a doutrina aplicada ao operacional para esta nova capacidade, que aumentará para 10.000 homens em 2018,” disse o Coronel Rodrigo Cepeda Asencio, comandante do Centro Nacional de Minas e Artefatos Explosivos do Exército Nacional da Colômbia em entrevista à Diálogo. Atualmente, o Batalhão de Desminagem N 60 Coronel Gabino Gutiérrez e o Agrupamento de Explosivos de Desminagem da Infantaria da Marinha realizam as operações de busca e disseminação dos artefatos explosivos e das munições sem detonar em 14 municípios colombianos, priorizados pelo Programa Presidencial de Ação Integral contra Minas Antipessoais, assim como Organizações Civis de Desminagem Humanitária respeitáveis. A Colômbia e o Comando Sul fizeram um acordo para um plano de trabalho e uma estratégia de dois anos com metas a curto, médio e longo prazo. “A equipe e a capacitação doada pelo Comando Sul vem projetada com um pacote de ajuda econômica, inicialmente de US$ 3 milhões, para a disponibilização de pelotões de desminagem humanitária”, disse o Cel Cepeda. Criou-se uma estratégia para melhorar os cursos com respeito ao currículo acadêmico. A equipe norte-americana analisou diferentes fatores na formação para conseguir programas que certifiquem internacionalmente os processos de desminagem como uma estratégia conjunta para uma nação livre de minas. Por sua parte, o contra-almirante . Jerabek disse Diálogo, "Toda a equipe do SOUTHCOM está muito impressionada com o progresso que a Colômbia tem realizado em todas as áreas de planejamento, treinamento e exucução das missões de desminagem. Entendemos como são complexos a história e o uso de minas no país. A rápida adaptação e implementação dos miliatres colombianos é um exemplo não apenas para a desminagem, mas serve como modelo para todos os tipos de novas capacitações. Estou muito orgulhoso de ter sido uma pequena parte deste esforço e espero ansioso a continuidade de ótimos resultados." Não apenas os Estados Unidos apoiam esta brigada para que seja um referencial na América Latina. “Esta unidade de desminagem poderá oferecer a capacidade que adquirimos com respeito à desminagem humanitária, aproveitando as instruções de sócios estratégicos dos EUA, Brasil e Espanha, com o objetivo de aumentar o nível de eficácia”, indicou o Cel Cepeda. Em outubro deste ano, uma equipe de 90 instrutores colombianos será capacitada por especialistas em desminagem dos EUA, Brasil e Espanha para que sejam certificados por estes três países. Este grupo se encarregará de preparar os 10.000 homens e mulheres da Brigada de Desminagem Humanitária. Trabalho de mulheres A brigada incorporará 1.000 mulheres às suas filas. Atualmente está capacitando 16 oficiais femininas para que participem desta unidade. O trabalho das mulheres na brigada estará dirigido aos estudos não técnicos e à parte de aproximação com as comunidades, com a missão de solicitar toda a informação necessária para desenvolver a desminagem humanitária. “O que buscamos é a certificação, internacionalmente, de nossos homens e mulheres para continuar com a nossa transformação da doutrina, entrando em toda a metodologia da OTAN, além de melhorar e padronizar todos os processos, do ponto de vista doutrinário, e que essa doutrina seja conjunta para o Exército, a Força Aérea e a Marinha de Guerra da Colômbia. Vamos ter um centro internacional de desminagem que se localizará na região de Tolemaida”, comentou o Cel Cepeda. Com este centro, a Colômbia poderá participar das operações de manutenção da paz em países como a África e a Ásia, que têm problemas sérios de minas e que, até agora, estão criando o programa de desminagem. A projeção para missões de paz é algo gradual. “A Colômbia está pensando em mobilizar seus primeiros homens a trabalharem nos países indicados pelo governo nacional para missões de paz em 2018 ou 2019. Poderíamos entrar e participar diretamente das operações com instrutores para começar este processo de desminagem humanitária que a Colômbia iniciou há 10 anos”, disse o Cel Cepeda. Iniciativa global Todas estas ações fazem parte da Iniciativa Global de Desminagem, que é liderada pelos governos dos Estados Unidos e da Noruega, que buscam mobilizar recursos de cooperação e o apoio da comunidade internacional para complementar os esforços do governo colombiano para liberar o país de minas antipessoais sem detonar em 2021. Atualmente, os Estados Unidos apoiam a Colômbia com mais de US$ 60 milhões através da Iniciativa Global de Desminagem e a Noruega com cerca de 25 milhões de dólares. A União Europeia, desde 2011, contribuiu com 10 milhões de euros e prometeu mais 4 milhões para este ano, informou a Presidência da República através de um comunicado de imprensa, em 10 de maio de 2016. Experiência colombiana Na Colômbia, existem milhares de minas terrestres instaladas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), durante cinco décadas de conflito para aterrorizar a população. Desde 2010, as autoridades detectaram e destruíram mais de 130.000 artefatos explosivos. Das 11.000 vítimas de minas antipessoais, 60% correspondem a membros da Força Pública. O êxito da Colômbia na desminagem humanitária está baseado na eficácia dos seus homens quanto aos procedimentos, não apenas para a desminagem manual, mas também incluindo a desminagem mecânica e canina. São homens que possuem uma técnica e um treinamento que permite que eles se aperfeiçoem e sejam mais eficientes no terreno Ao finalizar o encontro, a delegação do Comando Sul “ficou com uma boa impressão sobre a nossa capacidade e a nossa estratégia, que aumentaram muito”, segundo o Cel Cepeda. “Nossa relação com o Comando Sul é excelente e e fortalecedora.”
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