Cerca de 1.100 guerrilheiros do ELN estão na Venezuela, de acordo com as Forças Militares da Colômbia

Some 1,100 ELN guerrillas are in Venezuela, according to Colombian Military Armed Forces

Por AFP
maio 17, 2019

Cerca de 1.100 membros do Exército de Libertação Nacional (ELN), 45 por cento dos combatentes do grupo guerrilheiro guevarista, estão refugiados na Venezuela, disse o comandante das Forças Armadas da Colômbia, no dia 8 de maio do 2019.

“Estamos falando de 45 por cento dos membros do ELN, cerca de 1.100 homens”, disse à imprensa o General de Exército Luis Fernando Navarro, na cidade de Cartagena.

O ELN, considerado o último grupo guerrilheiro da Colômbia após o desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em 2017, tem aproximadamente 2.300 combatentes e uma extensa rede de apoio, disse à AFP uma fonte das Forças Armadas.

O Gen Ex Navarro disse que entre os rebeldes que estão refugiados na nação petrolífera, com a qual a Colômbia compartilha uma fronteira porosa de 2.200 quilômetros, há membros do Comando Central, entidade governamental do ELN e seu estado-maior.

O oficial disse que o comandante da guerrilha, Gustavo Anibal Giraldo, conhecido como Pablito, “permanece” no estado venezuelano de Apure.

Pablito, por quem o governo da Colômbia oferece uma recompensa de US$ 1,3 milhão, é o guerrilheiro linha-dura mais importante, com o maior poder de fogo do grupo guevarista, segundo especialistas.

“Sempre afirmamos que suas estruturas e seus líderes ainda estão lá”, disse o Gen Ex Navarro.

Desde o governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) a Colômbia vem afirmando que a Venezuela dá asilo ao ELN e a membros desarmados das FARC, acusações negadas por Caracas.

Os países do Grupo de Lima – do qual a Colômbia é membro – repudiaram na sexta-feira, através de um comunicado, “a proteção”, por parte do regime de Nicolás Maduro, “aos grupos terroristas que atuam no território colombiano”.
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