Cartel de Sinaloa e FARC traficam drogas para o Oriente Médio

Por Dialogo
abril 11, 2014



As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Cartel de Sinaloa, o Los Zetas e outras organizações criminosas transnacionais latino-americanas estão traficando grandes quantidades de drogas para os Emirados Árabes Unidos (EAU) e outros países no Oriente Médio, de acordo com o general Dhahi Khalfan Tamin, subchefe da Força Policial de Dubai.
Os grupos latino-americanos de tráfico de drogas também estão lavando milhões de dólares em lucros em países do Oriente Médio, segundo Nestor Rosanía, diretor do Centro de Estudos em Segurança, Defesa e Assuntos Internacionais (CESDAI) da Colômbia.
Os narcotraficantes do México, da Colômbia e de outros países estão procurando novos mercados, diz Raul Benítez, analista de segurança da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

Cartéis de drogas procuram novos mercados

De acordo com Benítez, para maximizar seus lucros, os narcotraficantes sul-americanos e mexicanos estão sempre em busca de novos mercados.
“As organizações criminosas colombianas estão procurando rotas e mercados seguros porque os cartéis mexicanos já não são confiáveis como intermediários desde quando o governo mexicano passou a lhes dar fortes golpes”, afirma o analista de segurança.
Os traficantes de drogas latino-americanos firmaram alianças com grupos do crime organizado do Oriente Médio, diz Benítez.
As FARC, o Cartel de Sinaloa, o Los Zetas e outras organizações criminosas transnacionais estão utilizando os Emirados Árabes como um centro estratégico para traficar drogas e lavar dinheiro, disse Johan Obdola, presidente da Organização Internacional para a Segurança e a Inteligência (IOSI), ao jornal Khaleej Times. Obdola presta serviços de consultoria a governos do Oriente Médio na área de combate ao narcotráfico.
De acordo com Obdola, as organizações criminosas transnacionais sul-americanas e mexicanas intensificaram suas operações no Oriente Médio ao longo do tempo. Nos últimos 10 anos, os cartéis de drogas aumentaram suas operações na África Ocidental. A partir dessa região, os narcotraficantes têm transportado grandes quantidades de drogas para o Oriente Médio.
A política de tributação zero dos países-membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) torna esses países atraentes para traficantes que estão procurando locais onde possam lavar o dinheiro adquirido com as drogas. O GCC é composto por Emirados Árabes, Arábia Saudita, Bahrein, Kwait, Catar e Omã.
De acordo com autoridades, grupos do crime organizado sediados no Brasil, no Uruguai, em El Salvador, na Venezuela e em Trinidad e Tobago também estão buscando novas rotas do narcotráfico na região do GCC.

Grandes apreensões de drogas

As autoridades do Oriente Médio realizaram uma série de importantes apreensões de drogas nos últimos meses.
Por exemplo, as forças de segurança do Líbano apreenderam 13 kg de cocaína em um avião comercial que decolou no Brasil. A aeronave fez uma parada em Catar antes de aterrissar no Líbano.
As forças de segurança da Arábia Saudita apreenderam pacotes provenientes da América do Sul que continham 152 gramas de cocaína, de acordo com o Relatório Anual 2013 da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE).
As forças de segurança dos Emirados Árabes apreenderam 11 toneladas de drogas em 2013, segundo representantes da Agência Federal Antinarcóticos do país.
Em 2013, as forças de segurança de Irã, Paquistão, Omã e Emirados realizaram apreensões de mais de 10 toneladas de drogas em grandes navios cada, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
“[Os traficantes de drogas da América Latina] não apenas infringem a lei, mas também leis que regem as instituições financeiras”, disse o general Tamin ao site Flarenetwork.org.
Cerca de 75% das drogas apreendidas no Oriente Médio foram enviadas do Brasil, de acordo com informações divulgadas na mídia.

Grandes lucros

Os grupos do crime organizado podem obter grandes lucros ao traficar drogas para o Oriente Médio. Um quilo de cocaína pode ser vendido por até US$ 90.000 no Oriente Médio. Para comparação, a mesma quantidade de cocaína seria vendida por US$ 30.000 nos Estados Unidos, de acordo com reportagem do jornal La Nación.
Segundo as autoridades, a intensificação do tráfico de drogas no Oriente Médio levou a um grande aumento de prisões por esse crime.
Por exemplo, quase 90% dos presidiários nos Emirados Árabes foram presos por crimes relacionados ao narcotráfico, de acordo com uma pesquisa recente realizada pela organização Detained in Dubai (Detidos em Dubai).
“Os cartéis de drogas da América Latina estão cada vez mais descentralizando suas atividades. A atomização das gangues de tráfico de drogas tornou-se mais dinâmica. Existem minicartéis operando de forma independente”, diz Rosanía, do CESDAI.
De acordo com Rosanía, níveis mais altos de narcotráfico no Oriente Médio podem levar à violência do crime organizado.
“O Oriente Médio está se tornando uma rota estratégica para grupos criminosos transnacionais para movimentar as drogas. Quem quer que tenha o controle dos pontos de distribuição, de locais e da compra e venda de drogas terá poder e irá gerar violência”, destaca Rosanía.

Ação de segurança

Em 2013, autoridades inauguraram o Centro de Informações sobre Crimes em Doha, Catar, para coordenar a guerra contra o narcotráfico na região do GCC. O centro foi criado para maximizar a cooperação entre as forças de segurança de diferentes países, segundo autoridades. As forças de segurança compartilham informações de investigações e das atividades dos narcotraficantes.
O centro assinou um acordo de cooperação com a Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL), o Escritório de Ligação de Inteligência Regional no Oriente Médio da Organização Mundial de Alfândegas (OMA) e o Instituto de Treinamento Policial do Ministério do Interior do Catar.
Países do Oriente Médio têm trabalhado com agências em todo o mundo para combater as ameaças do narcotráfico. A cooperação internacional é importante para a luta contra as organizações criminosas transnacionais, diz Rosanía.
Para o analista de segurança, as autoridades no Oriente Médio precisam “entender como os cartéis latino-americanos se modificam e se adaptam, como lidar com estruturas criminosas de acordo com suas capacidades e como treinar suas forças de segurança para combater o narcotráfico”.
“Esses são países que enfrentaram conflitos raciais, étnicos ou religiosos, mas não cartéis de drogas”, acrescenta Rosanía.






Excelente informação, eu lhes felicito por dar uma contribuição tão grande a um tema tão problemático. Seria muito importante que esta informação fosse publicada pela mídia televisiva para consciência geral do poder criminoso de organizações narcoterroristas como as FARC. Infelizmente, enquanto existir a proibição das drogas, existirão os toxicodependentes extremos. Do modo como eu vejo, se as políticas de todos os países estivessem de acordo e permitissem o uso limitado das drogas, cartéis e traficantes de drogas desapareceriam e, simplesmente como aconteceu com o álcool e cigarros, as drogas seriam permitidas com os já conhecidos avisos, como "o uso excessivo pode ser prejudicial à saúde".
Em resumo: a inteligência sobre cartéis e traficantes de drogas deveria ser usada nos projetos para eliminação da pobreza do mundo. Muita informação interessante, mas não apresenta uma base razoável para comparação com informações oficiais. Deve haver erros naquelas conclusões e estaríamos apenas difundindo erros e tirando conclusões antecipadas. Existe informação indicando que o mercado norte-americano é o principal consumidor de drogas, o que estaria indiretamente alimentando o tráfico de drogas. É muito importante eliminar essa aflição que nos consome a cada dia. Nós todos deveríamos lidar com isso como sociedade, colocando um fim nesse mal que é pior do que qualquer outra doença perante as organizações internacionais. Quem se beneficia disso e quem é prejudicado pelo tráfico de drogas no mundo. O mal do tráfico de drogas está atacando todos os países no mundo. Trata-se de um mal que vem aumentando em vez de diminuir, como acontece no meu país, a Bolívia, que também se tornou um quintal para os traficantes de drogas. Johan Obdola é um especialista internacional que trouxe essas questões ao Oriente Médio. Minha opinião é que estas pessoas devem ser tratadas como tratam os que não estão de acordo com elas. Esta noticia é falsa. Na Colômbia, aqueles que traficam coca são os políticos como Uribe, que têm exércitos de paramilitares, gangues criminosas e outras forças obscuras, como os meios de comunicação que dizem ao mundo que os traficantes são as FARC e, assim, com cortinas de fumaça enganam a opinião nacional e internacional... Muito bom. Maria querida, seu país é uma nação do narcotráfico há muito tempo. O que as FARC pretendem com seu famoso “diálogo”? Legalizar as drogas na Colômbia? Tudo está super bem. O melhor é que neste país as pessoas são muito crédulas e acreditam que Pablo Escobar está morto. Não acreditam que ele está vivo e morrendo de rir, vendo como o país está se acabando nas mãos destes oligarcas. Acredito que o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros já causaram suficiente mal à humanidade, para agora se legalizar drogas mais perigosas. Os cartéis internacionais de drogas possuem muito poder para pressionar e assim conseguir a sua legalização. Tem que ficar claro que, uma vez legalizadas, não haverá mais volta. Poucos ganham e muitos perdem. Vamos promover os esportes e não haverá mais necessidade de estimulantes químicos para se sentir bem-estar integral. Plenamente diacordo. Acho que os traficantes perderiam a graca. As FARC são estupradores e mutiladores de crianças, eles são pedófilos, ateus infames que matam sem piedade por seus negócios com drogas patrocinados por Santos, um líder governamental repugnante, cúmplice de massacres de pessoas inocentes perpetrados pelo flagelo dos narcos das FARC, tudo o que querem é um negócio sujo. Livrai-nos, Deus todo-poderoso, clemente e misericordioso, dessas hienas que enganam o mundo com um processo.
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