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Blindagem nas fronteiras de Honduras resulta na detenção de quadrilha centro-americana

Shielding the Honduran Border Results in the Arrest of Central American Gang Members

Por Kay Valle/Diálogo
outubro 20, 2016

O trabalho conjunto de blindagem nas fronteiras marítimas, aéreas e terrestres pela Força de Segurança Interinstitucional Nacional (FUSINA, por sua sigla em espanhol) em Honduras, com as instituições de segurança da Guatemala, de El Salvador e da Nicarágua, rendeu frutos. A colaboração permitiu monitorar a movimentação de grupos e pessoas dedicadas a cometer atos ilícitos. Esses grupos começaram suas movimentações devido às medidas extraordinárias de segurança pública implementadas em El Salvador, onde se designou uma força de elite para o combate das quadrilhas, e na Guatemala, onde foi executada a operação “Rescate Sur “ (Resgate Sul). Os dois programas foram criados para lutar contra os grupos delinquentes da região. “Capturamos 40 pessoas provenientes da Guatemala, de El Salvador e da Nicarágua, com a comprovação plena de sua participação em delitos em nosso país, relacionados em sua grande maioria com gangues e quadrilhas”, informou o Coronel de Infantaria de Honduras Selman David Arriaga Orellana, comandante da FUSINA, à Diálogo. Informou também que as detenções ocorreram em todos os departamentos que têm regiões de fronteira com os países centro-americanos. Por outro lado, Edgardo Mejía, consultor e auditor de segurança em Honduras, disse que as populações fronteiriças não podem ser esquecidas. “Estas regiões representam áreas de oportunidade para os que se dedicam a atos criminosos.” Mejía ressaltou a luta que mantêm as forças da ordem contra os criminosos, pois enfrentam membros de maras ou gangues que “com grande facilidade cruzam os 158 pontos cegos reconhecidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de El Salvador e que existem entre os países do Triângulo Norte”. No entanto, Mejía destacou a importância de continuar com as operações nas zonas costeiras, já que são áreas onde também se cultiva “o narcotráfico, a pesca ilegal, o desrespeito à soberania e o tráfico de pessoas e contrabando”. De acordo com o relatório analítico sobre o problema das drogas, publicado em 18 de setembro de 2014 pelo Ministério das Relações Exteriores da Guatemala, a migração criminosa tem sua explicação nas medidas aplicadas pelos estados para fortalecer sua institucionalidade. “Nos últimos anos, originou-se o fenômeno da ‘fragmentação do submundo’ ou ‘atomização criminosa’ como resultado derivado em parte de processos bem-sucedidos de aplicação da lei que alguns estados realizaram contra os chefes dos principais grupos delinquentes organizados transnacionais e locais”, destacou o relatório. Vínculos de cooperação melhoram a efetividade Para o Cel Arriaga, a importância dessas operações de segurança é que elas permitem o combate à delinquência em todas as suas formas e melhoram os níveis de eficiência. “A blindagem das fronteiras não apenas consegue deter o trânsito de pessoas vinculadas a gangues e quadrilhas, mas também permite desenvolver operações orientadas a combater as ações delinquentes comuns e organizadas, o tráfico de drogas, de armas e de pessoas, a sonegação fiscal e o contrabando de café, madeira e animais em perigo de extinção”. No entanto, o Cel Arriaga enfatizou que entre as ações que a FUSINA realiza, as de maior importância são as realizadas para evitar que os jovens sejam recrutados pelas quadrilhas. Os jovens que entram nas quadrilhas ficam presos em um grupo e em uma cultura que lhes exige agir de forma violenta e delinquente, de onde geralmente não conseguem sair. Cooperação conjunta entre autoridades e cidadania A cooperação entre as autoridades regionais permite a troca de experiências, informações, planejamento e desenvolvimento de operações conjuntas. “Como exemplo de cooperação, temos a Força-Tarefa Conjunta Maya-Chortí, que foi criada entre os governos de Honduras e da Guatemala em março de 2015. Seu objetivo é neutralizar o tráfico de drogas, reduzir as operações do crime organizado e a delinquência comum e as operações ligadas a elas”, afirmou o Cel Arriaga. Não obstante, o papel mais importante na captura de pessoas relacionadas com as ações criminosas é o da sociedade. Através da denúncia oportuna do delito, o cidadão pode ter a segurança de que todas as denúncias serão atendidas no menor tempo possível, utilizando recursos humanos e a tecnologia adequada para garantir o êxito da operação. “O cidadão deve compreender que denunciar um delito significa evitar atividades ilícitas, um homicídio, ou evitar que sua integridade física ou a de sua família esteja em perigo. Abraçando a cultura da denúncia como um meio fundamental de preservar a sua tranquilidade e a sua vida, ele deve perder o medo e, de qualquer parte do país, pode fazer a sua denúncia através do número 911”, afirmou o Cel Arriaga. “Com segurança, a FUSINA responderá e atacará o que estiver provocando a ameaça. A confiança na FUSINA é essencial e a cultura da denúncia é fundamental para combater os grupos criminosos”, concluiu.
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