No início de agosto, concluíram duas semanas de operações aéreas multinacionais em ritmo acelerado, quando finalizou o exercício Relámpago de los Andes (RDLA) 2025, liderado pela Colômbia em vários lugares do país, efetuando um marco significativo na parceria de longa data entre os Estados Unidos e a Colômbia.

O exercício combinado reuniu aeronaves avançadas, tripulações especializadas e planejadores de missões conjuntas, para aprimorar a prontidão militar e as capacidades de resposta humanitária. Pela primeira vez, o RDLA uniu dois eventos que anteriormente eram separados: Relámpago, focado na superioridade aérea e no emprego de grandes forças, e o Ángel de los Andes, que enfatiza a assistência humanitária, o socorro em casos de desastres e a busca e resgate em combate.
Aproximadamente 300 membros da Força Aérea dos EUA se juntaram aos seus homólogos da Força Aérea Colombiana, para voar juntos e uns contra os outros, em situações de emergência simuladas, promovendo a interoperabilidade perfeita e a confiança mútua.
“Este ano marca a 10ª edição deste importante exercício, uma conquista que reflete nosso compromisso comum com a interoperabilidade e a defesa coletiva”, disse o Brigadeiro Jaime Andrés Valencia Monsegny, comandante do Comando de Combate Aéreo Nº 1 da Força Aérea Colombiana. “Estamos honrados em trabalhar lado a lado com todas as nações participantes e continuar fortalecendo os laços entre nossos países.”
O contingente dos EUA incluiu caças F-16 Fighting Falcons da 169ª Ala de Caça da Guarda Nacional Aérea da Carolina do Sul, aeronaves de transporte C-17 Globemaster III, da 315ª Ala de Transporte Aéreo, um KC-135 Stratotanker da 161ª Ala de Reabastecimento Aéreo da Guarda Nacional Aérea de Arizona e um HC-130J Combat King II do 71º Esquadrão de Resgate, acompanhado pelos Anjos da Guarda do 38º Esquadrão de Resgate da 23ª Ala.

“Cada pessoa aqui fez coisas incríveis”, afirmou o Tenente-Coronel David Estrem, comandante da missão da Força Aérea dos EUA, durante o briefing final da missão dos EUA. “Adquirimos uma experiência incrível […]. Aprendemos juntos e nos tornamos mais preparados, mais compreensivos e mais capazes de integrar-nos com nossos aliados, para derrotar qualquer adversário.”
Os cenários de treinamento incluíram desde operações defensivas e ofensivas de contra-ataque aéreo, até missões humanitárias complexas. As tripulações aéreas e as equipes terrestres executaram evacuações em massa de vítimas, resgates marítimos e recuperação de pessoal de alto risco, integrando recursos como caças Kfir colombianos e C-130 da Força Aérea dos EUA, em operações coordenadas.
Um dos cenários humanitários envolveu o transporte aéreo de 50 vítimas simuladas de um terremoto, a bordo de um C-17 dos EUA, equipado com sistemas de apoio médico. Outra missão demonstrou a resposta rápida a um piloto abatido, em que as forças de Operações Aéreas Especiais da Colômbia e equipes de resgate dos EUA realizaram uma extração de água por meio de um guincho de helicóptero.
Além do treinamento tático, os participantes superaram desafios no alinhamento de procedimentos e na superação de barreiras linguísticas. Autoridades dos EUA e da Colômbia enfatizaram que o RDLA é mais do que missões conjuntas no ar; ele reflete valores compartilhados de democracia, soberania e compromisso com a proteção das pessoas em todas as Américas.
Líderes de ambas as nações afirmaram que as relações forjadas durante o RDLA 2025 perdurarão muito além do exercício. As habilidades aprimoradas nos céus colombianos ajudarão a garantir que, quando surgirem crises, seja em combate ou após um desastre, os Estados Unidos e a Colômbia estarão prontos para responder de forma rápida, decisiva e conjunta.


