Marinhas da região treinam juntas para combater ameaças emergentes

Region’s Navies Train Together to Battle Emerging Threats

Por Dialogo
abril 20, 2016




Lideranças navais do Brasil, Chile, México e Peru se reuniram recentemente no Centro Naval de Desenvolvimento de Guerra de Minas e Superfície (SMWDC) para conhecer o centro e seus vários programas como o curso de Instrutores de Táticas de Guerra (WTI, na sigla em inglês) para combater ameaças emergentes.

Oficiais de ligação, incluindo o Capitão de Fragata da Marinha do Brasil Marcelo Marcelino, o CF da Marinha do Chile Jorge Toso Canepa, o CF da Marinha do Peru Humberto Javier Martínez Mujica e o Capitão de Mar e Guerra da Marinha do México Saúl Bandala foram recebidos pelo CF da Marinha dos EUA Henry Kim nas instalações do SMWDC em San Diego, Califórnia, em 22 de março. O evento também contou com a presença dos Capitães de Corveta da Marinha dos EUA Colin Fox e Matthew Cox.

Oficiais de Ligação Estrangeiros (Flos) no Comando da Frota dos Estados Unidos (USFFC) utilizam as visitas ao SMWDC para entrar em contato com as unidades e agências da Marinha os EUA. “O objetivo é familiarizar os oficiais de ligação com a estrutura e as funções da Marinha dos EUA, sobretudo, neste caso, com a organização Costa Oeste, o Centro de Desenvolvimento e o programa Instrutores de Práticas de Guerra no Centro,” disse o CF Toso a Diálogo
.

Apoio ao compartilhamento de informações


O SMWDC dá apoio aos oficiais no compartilhamento de informações obtidas durante o treinamento de oficiais subalternos na guerra de superfície. Os participantes também aprendem as estratégias mais bem sucedidas para “sincronização das diferentes necessidades dos programas, atividades operacionais e de manutenção dos Grupos Embarcados de Ataque (CSG) e do Grupo de Expedicionário de Ataque (ESG)”, afirmou o CF Martínez a Diálogo
.

A sessão informativa incluiu uma palestra sobre guerra de superfície, guerra antissubmarina, guerra anfíbia, defesa integrada antiaérea e antimíssil e guerra de minas. No final dos programas de treinamento, os oficiais subalternos graduados como WTIs tornam-se uma força significativa, multiplicando o esforço para formar militares designados a áreas nos temas em que são especializados.

“Outro ponto importante que observamos foi a sincronização dos ciclos de formação com os ciclos operacionais e de manutenção para os CGSs e ESGs”, afirmou o CF Martínez. “Nós também aprendemos que esses programas estão alinhados com a estratégia institucional de ‘legalidade distribuída’.”

Além de melhorar a compreensão da organização da Marinha dos EUA, as atividades no SMWDC permitiram aos Flos verificarem “o apoio dado a esses programas para aumentar o nível de prontidão de combate nos grupos de ação superfície naval”, explicou o CF Martínez. “Alguns desses programas podem ser adaptados para atender às necessidades das marinhas participantes.”

A América Latina enfrenta várias ameaças, incluindo o narcotráfico que também aflige outros países em todo o mundo.
Brasil, Chile, México e Peru devem “continuar a contribuir através de operações navais multinacionais para garantir linhas marítimas abertas e lutar contra ameaças transnacionais como o tráfico de drogas e de pessoas, além de combater a pirataria e a pesca ilegal”, acrescentou o CF Martinez. Os países também devem “lidar com sucesso com “ameaças convencionais”.

Desafios comuns


Os desafios comuns enfrentados pelas forças navais presentes no SMWDC “são semelhantes em relação a métodos eficientes de treinamento de militares das respectivas marinhas para enfrentar ameaças tradicionais e emergentes de forma que possam contribuir para os objetivos de cada país e manter a boa ordem no mar de acordo com o direito internacional”, disse o CF Toso.

As forças navais precisam de militares com formação especializada para compartilhar a responsabilidade de garantir a segurança e estabilidade no hemisfério. “Se queremos realmente alcançar maior capacidade de força de superfície letalmente distribuída em que cada embarcação que flutua possa lutar – e lutar bem –, essa mudança deve ir além da maneira com que os comandantes de guerra empregam navios e aeronaves”, disse o Contra-Almirante Jim Kilby, comandante do SMWDC, em 13 de janeiro, no congresso anual da Associação da Marinha de Superfície, de acordo com um comunicado à imprensa da Marinha dos EUA. “[Devemos] ... focar – e reinvestir em – proficiência tática do combatente individual e níveis de assistência.”

O programa de familiarização e orientação para Flos oferecido pelo USFFC continuará por um período de dois anos, contribuindo para relações mais fortes e maior cooperação entre as respostas conjuntas e individuais das forças navais às ameaças nacionais e regionais. “Nós sempre receberemos bem qualquer outro programa que permita aos membros de nossas respectivas marinhas aprenderem como nossos colegas operam, treinam e enfrentam com sucesso as novas ameaças no mar”, disse o CF Martínez. “[Esses] programas melhoram significativamente as boas relações, a compreensão mútua, a amizade e os laços de cooperação entre as marinhas amigas e parceiras.”
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