Marinha do Peru realiza a 5ª Conferência Internacional de Navios de Guerra e Embarcações de Patrulha em Alto-Mar

Peruvian Navy Holds 5th International Warships & Offshore Patrol Vessels Conference

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
agosto 17, 2016

A Marinha do Peru coordenou a quinta edição da Conferência internacional Plataformas de Combate e OPV América Latina 2016. A conferência internacional ajuda a criar oportunidades de negócio e acordos de investimento para modernização de frota para enfrentar possíveis ameaças. Durante três dias, oficiais das marinhas do Peru, Colômbia, México, Brasil, Uruguai, Chile e Canadá se reuniram na cidade de Lima, Peru, para trocar conhecimentos sobre aquisição de embarcações e comunicações operacionais, bem como o desenvolvimento de embarcações de apoio/combate, patrulha e vigilância. Representantes de estaleiros, empresas de defesa e produtores, bem como oficiais das Forças Armadas e da Polícia Nacional do Peru e oficiais das marinhas e projetos navais das marinhas do Peru, México, Uruguai e Honduras, entre outros A OPV Latin America permitiu a interação direta entre fabricantes e seus usuários finais. O evento anual foi uma iniciativa da Defence IQ, organização britânica, e da Associação Naval dos Oficiais de Superfície do Peru em coordenação com o a Marinha de Guerra do Peru. Edições anteriores foram realizadas no Brasil em 2012 e 2013, na Colômbia em 2014 e no Equador no ano passado. Empresas de defesa da Europa e dos EUA ficaram conhecendo os requisitos para construção de novas embarcações. Os engenheiros navais, que participam do processo de projeto e construção para diversos projetos, viram tecnologias atuais para plataformas de superfície, tanto para fragatas quanto para os navios de patrulha oceânica (OPVs por sua sigla em inglês). O Almirante Jorge Montoya Manrique, ex-comandante do Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru e presidente da Associação Naval de Oficiais de Superfície do Peru, disse à Diálogo: "É do interesse nacional de todos os países ter uma indústria naval que seja vigorosa, auto-sustentável e sustentável a longo prazo. Os países exigem uma frota com capacidade de dissuasão, que seja eficiente e que tenha a velocidade necessária para proteger as zonas econômicas exclusivas de cada país, bem como para combater o tráfico de drogas e pesca ilegal, e usar OPVs para essas funções é mais econômico." Para o Peru, a modernização de sua esquadra é importante porque sua frota tem mais de 30 anos de idade. A Marinha do Peru planeja adquirir seis fragatas e quatro OPVs para combater organizações de tráfico de drogas e enfrentar futuros desafios. "O Peru está em vias de definir a plataforma de superfície que substituirá as fragatas e corvetas. O programa de modernização, que está projetado para ser desenvolvido nos próximos 10 a 15 anos, inclui a aquisição de unidades de OPV, pequenos barcos de patrulha e fragatas, para que a Marinha do Peru possa realizar suas missões de defesa com sucesso", disse o Alte Montoya. Durante o evento, de acordo com a Marinha do Peru, oficiais da América Latina trataram de tópicos como "Como a tecnologia transfere seu apoio para planos e modernização da Marinha do Peru", "Desafios e perspectivas para a construção de embarcações navais do México" e "Frota de OPVs e barcos de alta segurança de Honduras". "Entre as novas tecnologias, necessitamos selecionar sistemas robustos de propulsão que requeiram períodos longos de tempo entre manutenções programadas, a tecnologia mais recente em sistemas de armamentos; radares de médio e longo alcance; mísseis antiaéreos e canhões assistidos por foguetes para futuras embarcações", continuou o Alte Montoya. Conforme relatado no programa de TV Noti Naval de 30 de junho, o Contra-Almirante (r) Carlos de Izcue Arnillas, gerente comercial do estaleiro estatal do Peru, Marine Industrial Services (SIMA, da sigla em espanhol), disse: "Precisamos transferir tecnologia, conhecimento e experiências de forma a podermos enfrentar o desafio, que já não é mais apenas nacional mas também regional e global". A Marinha do Peru está comprometida com um importante programa de modernização de frota que será desenvolvido nos próximos 10 a 15 anos. Ela stá construindo de quatro a 10 pequenas unidades de patrulha com 500 toneladas de deslocamento. Essas unidades são úteis para operações próximas à costa. A Marinha também planeja modernizar e modificar suas corvetas para barcos de patrulha. "Honduras, como nós e todos os países da região, tem um problema de controle de atividades ilícitas referentes a tráfico de droga. A Marinha da Honduras (FNH, da sigla em espanhol) pretende construir barcos de patrulha mais leves, não muito grandes e com menor tonelagem", explicou o Alte Montoya. "O México tem um projeto para construir 60 embarcações desse tipo." O governo de Honduras planeja adquirir um OPV-80 para patrulhar sua zona econômica exclusiva. Em abril, a FNH anunciou a aquisição de um Navio de Suporte Logístico de Curto Alcance BAL-C do estaleiro estatal da Colômbia, Empresa de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento do Setor Naval, Marítimo e Ribeirinho. Através das fases I e II do Plano Orion, a Colômbia modernizou suas fragatas de Classe Padilla FS-1500 e iniciou um programa para construir OPVs. O Plano Propuser do Brasil ainda não teve início devido a problemas orçamentários. O Chile adquiriu fragatas usadas e as modernizou, de acordo com um relatório do websiteInfodefensa. Os participantes da conferência internacional fizeram uma visita às instalações do estaleiro SIMA e observaram um exercício de interceptação marítima que a Marinha do Peru organizou exclusivamente para os participantes. Esse tipo de evento [Conferência Latino-Americana de Navios de Guerra e OPV] nos permite compartilhar e entender questões, e isso é fundamental para países como o nosso, que está tentando criar sua indústria naval SIMA", disse o Contra-Almirante Silvio Alva Villamón, diretor executivo da SIMA."E essa discussão é duplamente importante no Peru porque há uma oportunidade para outros membros da cadeia produtiva da indústria nacional para participar e entender a importância da indústria naval." O Peru empreendeu vários projetos de construção naval nos últimos cinco anos. De destaque entre eles é a fabricação de várias unidades de combate ribeirinho; barcos de patrulha marítima e costeira; Plataformas de Ação Social Itinerante (PIAS, da sigla em espanhol), que fornecem programas de assistência médica e social para residentes da floresta amazônica; a primeira embarcação de múltiplas finalidades da Marinha, chamada Varayoc; e o navio de treinamento Unión, a maior embarcação de seu tipo na América Latina.
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