Forças Armadas e Polícia Nacional do Peru desmantelam pistas clandestinas do narcotráfico

Peru’s Armed Forces and National Police Disable Clandestine Narco-strips

Por Dialogo
dezembro 15, 2014





As Forças Armadas e a Polícia Nacional do Peru estão intensificando seus esforços para desarticular pistas clandestinas usadas por traficantes de drogas.

Em novembro, os agentes destruíram ou desativaram 15 pistas de pouso clandestinas usadas por narcotraficantes para transportar cocaína, precursores químicos da cocaína e pasta de cocaína. As substâncias são geralmente importadas do Brasil, da Bolívia e da Colômbia. Ao minar a capacidade dos narcotraficantes de transportar drogas em aviões, os militares e as autoridades policiais do Peru os obrigam a usar rotas terrestres.

“[É aí] onde os capturamos”, diz o general Vicente Romero, chefe da Direção Antidrogas da Polícia Nacional do Peru.

Forças de segurança usam explosivos para desativar ou destruir pistas de pouso


Para destruir ou desativar as pistas usadas pelos narcotraficantes, as forças de segurança geralmente cavam dois buracos – um em cada lado da pista – e os enchem de explosivos. A explosão costuma criar crateras de cerca de dois metros de profundidade e cinco de largura.

“Nós [às vezes] temos de voltar pouco depois de desmantelar uma pista, já que um traficante pode contratar um produtor de folha de coca para reconstruir a pista pagando menos de US$ 20. Eles tampam os buracos e, em alguns casos, usam até máquinas pesadas encontradas na região”, diz o analista de segurança Darío Hurtado Cárdenas, que chefiou a Direção Antidrogas e a Direção de Defesa Nacional e Controle de Fronteiras de outubro de 2011 a janeiro de 2013.

Dez das pistas desmanteladas pelas Forças Armadas e pela Polícia Nacional se localizavam no distrito de Canaire, na província de Huanta, na região de Ayacucho. As outras cinco ficavam em Pichari, província de Convención, na região de Cusco, de acordo com o Comando Conjunto das Forças Armadas. Ao todo, há cerca de 150 pistas clandestinas nas 13 regiões produtoras de coca do Peru, segundo estimativa da Direção Antidrogas da Polícia Nacional. As pistas têm em média entre 600 e 800 metros de extensão, dependendo do tipo de aeronave que as utiliza.

A economia dos narcovoos


Transportar drogas por avião custa caro. Por exemplo, o aluguel de um pequeno avião na Bolívia custa US$ 60.000 – geralmente um monomotor Cessna 206s ou 210s, de acordo com Hurtado. Os grupos de narcotráfico em geral pagam US$ 20.000 aos pilotos por cada voo com drogas.

Mas esses voos podem ser lucrativos para os narcotraficantes. Uma carga de drogas com peso entre 200 e 500 quilos, por exemplo, pode valer até US$ 300.000 para um grupo de narcotráfico. E construir pistas clandestinas para voos de drogas não sai caro para os traficantes que geram grandes somas de dinheiro.

“Não é muito caro construir uma pista clandestina porque eles não precisam cumprir as exigências para as pistas de pouso adequadas”, diz Hurtado. “Elas às vezes são usadas para poucos voos ou cargas especiais e depois abandonadas.”

Algumas pistas clandestinas estão situadas na região produtora de folha de coca do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), onde está boa parte das plantações de coca do país.

Dos 49.800 hectares que os camponeses do Peru usam para cultivar coca, mais de 19.100 hectares estão no VRAEM, de acordo com a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida Sem Drogas (DEVIDA). A maior parte da colheita anual é usada para a produção de cocaína ilegal.

Combate aos aviões de drogas no ar


Desativar e desmantelar pistas clandestinas tem se mostrado uma abordagem efetiva no combate ao narcotráfico aéreo, mas não é o único método. A lei peruana proíbe a Força Aérea de derrubar um avião civil, mas ela pode abordar aviões de drogas suspeitos no espaço aéreo peruano e obrigá-los a aterrissar.

De novembro de 2013 a novembro de 2014, aeronaves peruanas interceptaram 14 aviões bolivianos que entraram no Peru para transportar drogas das regiões produtoras de drogas, diz Leonel Cabrera Pino, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas (CCFFAA).

Com melhor tecnologia, as forças de segurança peruanas estarão mais equipadas para detectar aviões com drogas. O ministro da Defesa, Pedro Cateriano, anunciou em maio que o país estava comprando seis sistemas sofisticados de radar para localizar voos não identificados que entram no espaço aéreo peruano.

“A Forças Armadas, através da Força Aérea, comprarão radares – que nosso país não possui no momento – que nos permitirão combater esses aviões de drogas com sucesso”, disse Cateriano em 22 de maio, durante uma visita à base militar de Incahuasi, situada em Cusco.

Autoridades policiais peruanas estão construindo torres de controle em aeródromos legítimos em regiões produtoras de coca onde militares e policiais encontraram pistas clandestinas. Assim que as torres forem concluídas, controladores de tráfego aéreo que detectam aviões não autorizados poderão notificar a Força Aérea, que pode responder rapidamente para interceptar aviões suspeitos.






As Forças Armadas e a Polícia Nacional do Peru estão intensificando seus esforços para desarticular pistas clandestinas usadas por traficantes de drogas.

Em novembro, os agentes destruíram ou desativaram 15 pistas de pouso clandestinas usadas por narcotraficantes para transportar cocaína, precursores químicos da cocaína e pasta de cocaína. As substâncias são geralmente importadas do Brasil, da Bolívia e da Colômbia. Ao minar a capacidade dos narcotraficantes de transportar drogas em aviões, os militares e as autoridades policiais do Peru os obrigam a usar rotas terrestres.

“[É aí] onde os capturamos”, diz o general Vicente Romero, chefe da Direção Antidrogas da Polícia Nacional do Peru.

Forças de segurança usam explosivos para desativar ou destruir pistas de pouso


Para destruir ou desativar as pistas usadas pelos narcotraficantes, as forças de segurança geralmente cavam dois buracos – um em cada lado da pista – e os enchem de explosivos. A explosão costuma criar crateras de cerca de dois metros de profundidade e cinco de largura.

“Nós [às vezes] temos de voltar pouco depois de desmantelar uma pista, já que um traficante pode contratar um produtor de folha de coca para reconstruir a pista pagando menos de US$ 20. Eles tampam os buracos e, em alguns casos, usam até máquinas pesadas encontradas na região”, diz o analista de segurança Darío Hurtado Cárdenas, que chefiou a Direção Antidrogas e a Direção de Defesa Nacional e Controle de Fronteiras de outubro de 2011 a janeiro de 2013.

Dez das pistas desmanteladas pelas Forças Armadas e pela Polícia Nacional se localizavam no distrito de Canaire, na província de Huanta, na região de Ayacucho. As outras cinco ficavam em Pichari, província de Convención, na região de Cusco, de acordo com o Comando Conjunto das Forças Armadas. Ao todo, há cerca de 150 pistas clandestinas nas 13 regiões produtoras de coca do Peru, segundo estimativa da Direção Antidrogas da Polícia Nacional. As pistas têm em média entre 600 e 800 metros de extensão, dependendo do tipo de aeronave que as utiliza.

A economia dos narcovoos


Transportar drogas por avião custa caro. Por exemplo, o aluguel de um pequeno avião na Bolívia custa US$ 60.000 – geralmente um monomotor Cessna 206s ou 210s, de acordo com Hurtado. Os grupos de narcotráfico em geral pagam US$ 20.000 aos pilotos por cada voo com drogas.

Mas esses voos podem ser lucrativos para os narcotraficantes. Uma carga de drogas com peso entre 200 e 500 quilos, por exemplo, pode valer até US$ 300.000 para um grupo de narcotráfico. E construir pistas clandestinas para voos de drogas não sai caro para os traficantes que geram grandes somas de dinheiro.

“Não é muito caro construir uma pista clandestina porque eles não precisam cumprir as exigências para as pistas de pouso adequadas”, diz Hurtado. “Elas às vezes são usadas para poucos voos ou cargas especiais e depois abandonadas.”

Algumas pistas clandestinas estão situadas na região produtora de folha de coca do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), onde está boa parte das plantações de coca do país.

Dos 49.800 hectares que os camponeses do Peru usam para cultivar coca, mais de 19.100 hectares estão no VRAEM, de acordo com a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida Sem Drogas (DEVIDA). A maior parte da colheita anual é usada para a produção de cocaína ilegal.

Combate aos aviões de drogas no ar


Desativar e desmantelar pistas clandestinas tem se mostrado uma abordagem efetiva no combate ao narcotráfico aéreo, mas não é o único método. A lei peruana proíbe a Força Aérea de derrubar um avião civil, mas ela pode abordar aviões de drogas suspeitos no espaço aéreo peruano e obrigá-los a aterrissar.

De novembro de 2013 a novembro de 2014, aeronaves peruanas interceptaram 14 aviões bolivianos que entraram no Peru para transportar drogas das regiões produtoras de drogas, diz Leonel Cabrera Pino, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas (CCFFAA).

Com melhor tecnologia, as forças de segurança peruanas estarão mais equipadas para detectar aviões com drogas. O ministro da Defesa, Pedro Cateriano, anunciou em maio que o país estava comprando seis sistemas sofisticados de radar para localizar voos não identificados que entram no espaço aéreo peruano.

“A Forças Armadas, através da Força Aérea, comprarão radares – que nosso país não possui no momento – que nos permitirão combater esses aviões de drogas com sucesso”, disse Cateriano em 22 de maio, durante uma visita à base militar de Incahuasi, situada em Cusco.

Autoridades policiais peruanas estão construindo torres de controle em aeródromos legítimos em regiões produtoras de coca onde militares e policiais encontraram pistas clandestinas. Assim que as torres forem concluídas, controladores de tráfego aéreo que detectam aviões não autorizados poderão notificar a Força Aérea, que pode responder rapidamente para interceptar aviões suspeitos.


Eu também gostaria que a República ARGENTINA interviesse. Que ruim!
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