Peru prorroga estado de emergência nas regiões andinas

Por Dialogo
novembro 08, 2011


O governo peruano disse, em 7 de novembro, que prorrogou por 60 dias o estado de emergência em diversas cidades das regiões andinas centrais, devido à crescente onda de violência política.

Ayacucho, Cusco, Huancavelica e Junin são redutos de remanescentes da guerrilha maoísta Sendero Luminoso, particularmente ativos em Ayacucho nos anos 80, antes de serem derrotados em meados dos anos 90.

Um estado de emergência vigorou naquelas áreas por dois anos, enquanto as forças governamentais combatiam as guerrilhas e os narcotraficantes.

Um decreto publicado no jornal oficial disse que a prorrogação vigorava desde 1º de novembro nas cidades de Huanta e La Mar, na região de Ayacucho, e na província de Tayacaja, em Huancavelica. Alguns municípios de Cusco e Junin também foram afetados.

“As condições continuam desfavoráveis às leis domésticas, o que vem afetando o desenvolvimento normal da população”, diz o decreto.

Outro estado de emergência vigora desde meados de setembro em algumas partes da região Amazônica, em meio a greves e protestos dos plantadores de coca que se queixam da “erradicação forçada” de seus cultivos.

O governo diz que os 60 dias de estado de emergência na região têm como objetivo “proteger a população” dos grupos narcotraficantes que lucram com o cultivo ilegal de coca e dos remanescentes do Sendero Luminoso.

A repressão ocorre depois que o governo do presidente Ollanta Humala se dispôs a reativar o programa de erradicação da folha de coca que ele havia suspendido anteriormente.



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