Peru criminaliza a agressão contra a mulher

Por Dialogo
novembro 28, 2011


Após uma série de crimes contra a mulher, o Peru introduziu o crime de femicídio – assassinato da mulher praticado pelo homem – em seu código penal.

A ministra para os Assuntos da Mulher, Aída García Naranjo, disse que pelo menos 73 mulheres foram assassinadas por seus parceiros em 2011, e 123 em 2010.

O femicídio engloba os crimes cometidos por amantes, namorados, companheiros, noivos e maridos. Ele é considerado uma agravante em um homicídio e é punido com pena mínima de 15 anos de detenção, disse ela.

Segundo os promotores, os principais motivos para o femicídio são o ciúme e a recusa por parte da vítima em iniciar um romance. As vítimas são frequentemente mortas com facas, sufocadas, espancadas ou atingidas por armas de fogo.

O Peru é o sexto país da América Central a incluir o femicídio em seu código penal. Entre os outros países estão o México, Guatemala, Chile e Colômbia.

Atualmente, o caso de maior repercussão de crime contra a mulher no Peru é o do holandês Joran Van der Sloot, acusado de assassinar uma peruana de 21 anos, em maio de 2010.

Van der Sloot confessou-se culpado a princípio, mas mais tarde ele alegou que sua confissão havia sido sob coação. Ele disse então que havia assassinado Flores sob situação extrema de raiva, depois que ela acessou arquivos sobre uma mulher desaparecida, Natalee Holloway, em seu computador.

Van der Sloot ainda é o maior suspeito pelo desaparecimento de Holloway, uma turista norte-americana que desapareceu aos 18 anos na ilha de Aruba, em 2005.



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