Peru transforma zonas de plantação de coca em projetos produtivos

Peru Converts Coca-growing Areas into Productive Projects

Por Dialogo
março 27, 2015






As autoridades peruanas planejam investir US$ 47,5 milhões neste ano em projetos de desenvolvimento alternativo em áreas onde plantações ilegais de coca foram eliminadas.

A meta do governo é erradicar 35.000 hectares de coca ilegal neste ano — um aumento em relação ao recorde histórico de 2014, quando foram eliminados 31.205 hectares de plantações ilegais. No ano passado, as autoridades destinaram cerca de 53.000 hectares a culturas alternativas, que devem beneficiar diretamente cerca de 43.000 famílias em todo o país.

Em 2011, a área destinada a culturas alternativas somava apenas 13.200 hectares, de acordo com José Chuquipul, diretor de Promoção e Monitoramento da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (DEVIDA).

Os militares desempenham um papel essencial nesse esforço, ao proporcionar segurança em regiões onde os agricultores plantam coca ilegalmente. Por exemplo, as Forças Armadas do Peru estão pacificando o Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), principal região produtora de coca. Em 2014, eles reduziram de 120.000 quilômetros quadrados para 5.000 quilômetros quadrados as áreas onde operam grupos terroristas como o Sendero Luminoso.

Alternativas legais dão oportunidades à população civil


Enquanto as Forças Armadas trabalham para garantir um ambiente seguro aos agricultores que plantam cultivos alternativos, o governo contribui com outras formas de ajuda.

“Estamos oferecendo assistência técnica e capacitação à população para melhorar o cultivo e a produção desses produtos”, diz Luis Rojas Merino, secretário executivo da Comissão Multissetorial para a Pacificação e o Desenvolvimento Socioeconômico do VRAEM (CODEVRAEM).

Outras instituições governamentais se somaram à iniciativa, diz o analista de segurança Roberto Chiabra. Entre elas a Superintendência Nacional de Administração Tributária (SUNAT),
responsável por monitorar os precursores químicos que entram ilegalmente nas regiões de cultivo de coca.

“O problema das drogas exige uma solução integral", diz ele.

A solução, implementada pelas Forças Armadas e por outros órgãos governamentais, está dando aos moradores locais a chance de mudarem de vida.

“Os camponeses que estão plantando coca agora têm a possibilidade de deixar para trás a ilegalidade, ter ferramentas para seu próprio desenvolvimento e melhorar sua qualidade de vida”, diz Chuquipul.

O principal cultivo alternativo plantado pelos camponeses é o cacau, que atualmente responde por 38.052 hectares de terra. Eles também plantam café em 12.801 hectares e óleo de palma em 2,74 hectares. A exportação desses produtos alternativos gerou uma receita de US$ 250 milhões ao Peru em 2014.

Evitar o cultivo ilegal de coca


Essas mudanças de produção tiveram um importante impacto sobre o comércio de cocaína nos últimos anos. O Peru ocupava o topo da lista dos produtores mundiais de coca, com um total de 49.800 hectares cultivados, de acordo com o relatório Monitoramento de Cultivos de Coca 2013, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pela DEVIDA. Mas em 2014 o país eliminou cultivos ilegais equivalentes a 240 toneladas de cocaína, que poderiam ter gerado até US$ 7 bilhões em vendas nos Estados Unidos e na Europa, segundo a DEVIDA.

“Com os resultados obtidos na erradicação de cultivos de coca em 2014, o Peru deixou de ser o maior produtor da droga e o país com o maior espaço cocaleiro”, diz Alberto Otárola, presidente executivo da DEVIDA.

“A tendência negativa de crescimento foi quebrada", diz o analista de segurança peruano Rubén Vargas. "Isso expressa uma decisão política de não permitir a expansão desses cultivos. É um ponto de ruptura na luta contra as drogas."

Apesar das recentes vitórias, as autoridades peruanas precisam se manter vigilantes, diz o analista. “Ainda não se pode baixar a guarda. Há novas áreas que estão começando a replantar coca”, afirma.







As autoridades peruanas planejam investir US$ 47,5 milhões neste ano em projetos de desenvolvimento alternativo em áreas onde plantações ilegais de coca foram eliminadas.

A meta do governo é erradicar 35.000 hectares de coca ilegal neste ano — um aumento em relação ao recorde histórico de 2014, quando foram eliminados 31.205 hectares de plantações ilegais. No ano passado, as autoridades destinaram cerca de 53.000 hectares a culturas alternativas, que devem beneficiar diretamente cerca de 43.000 famílias em todo o país.

Em 2011, a área destinada a culturas alternativas somava apenas 13.200 hectares, de acordo com José Chuquipul, diretor de Promoção e Monitoramento da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (DEVIDA).

Os militares desempenham um papel essencial nesse esforço, ao proporcionar segurança em regiões onde os agricultores plantam coca ilegalmente. Por exemplo, as Forças Armadas do Peru estão pacificando o Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM), principal região produtora de coca. Em 2014, eles reduziram de 120.000 quilômetros quadrados para 5.000 quilômetros quadrados as áreas onde operam grupos terroristas como o Sendero Luminoso.

Alternativas legais dão oportunidades à população civil


Enquanto as Forças Armadas trabalham para garantir um ambiente seguro aos agricultores que plantam cultivos alternativos, o governo contribui com outras formas de ajuda.

“Estamos oferecendo assistência técnica e capacitação à população para melhorar o cultivo e a produção desses produtos”, diz Luis Rojas Merino, secretário executivo da Comissão Multissetorial para a Pacificação e o Desenvolvimento Socioeconômico do VRAEM (CODEVRAEM).

Outras instituições governamentais se somaram à iniciativa, diz o analista de segurança Roberto Chiabra. Entre elas a Superintendência Nacional de Administração Tributária (SUNAT),
responsável por monitorar os precursores químicos que entram ilegalmente nas regiões de cultivo de coca.

“O problema das drogas exige uma solução integral", diz ele.

A solução, implementada pelas Forças Armadas e por outros órgãos governamentais, está dando aos moradores locais a chance de mudarem de vida.

“Os camponeses que estão plantando coca agora têm a possibilidade de deixar para trás a ilegalidade, ter ferramentas para seu próprio desenvolvimento e melhorar sua qualidade de vida”, diz Chuquipul.

O principal cultivo alternativo plantado pelos camponeses é o cacau, que atualmente responde por 38.052 hectares de terra. Eles também plantam café em 12.801 hectares e óleo de palma em 2,74 hectares. A exportação desses produtos alternativos gerou uma receita de US$ 250 milhões ao Peru em 2014.

Evitar o cultivo ilegal de coca


Essas mudanças de produção tiveram um importante impacto sobre o comércio de cocaína nos últimos anos. O Peru ocupava o topo da lista dos produtores mundiais de coca, com um total de 49.800 hectares cultivados, de acordo com o relatório Monitoramento de Cultivos de Coca 2013, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pela DEVIDA. Mas em 2014 o país eliminou cultivos ilegais equivalentes a 240 toneladas de cocaína, que poderiam ter gerado até US$ 7 bilhões em vendas nos Estados Unidos e na Europa, segundo a DEVIDA.

“Com os resultados obtidos na erradicação de cultivos de coca em 2014, o Peru deixou de ser o maior produtor da droga e o país com o maior espaço cocaleiro”, diz Alberto Otárola, presidente executivo da DEVIDA.

“A tendência negativa de crescimento foi quebrada", diz o analista de segurança peruano Rubén Vargas. "Isso expressa uma decisão política de não permitir a expansão desses cultivos. É um ponto de ruptura na luta contra as drogas."

Apesar das recentes vitórias, as autoridades peruanas precisam se manter vigilantes, diz o analista. “Ainda não se pode baixar a guarda. Há novas áreas que estão começando a replantar coca”, afirma.


Tudo o que está acontecendo com o país é incrível. Não sei se esta é a página que a professora me deu como tarefa, que eu deveria traduzir para o inglês o autor, o que aconteceu etc. :) Bem, de qualquer forma, estou surpreso com o que está acontecendo agora. Obrigado. Melhor que qualquer outra coisa que já tenha acontecido no mundo. O governo precisa de mais apoio e coragem. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para convidar vocês a refletir sobre o que está acontecendo na América Latina. A verdade é que muitos dos presidentes querem assumir países que seguem o modelo cubano. É por isso que eles não atacam a Venezuela, porque querem fazer a mesma coisa. A verdade é que este não é um modelo sustentável e eles estão apenas causando danos, não permitindo que seus países se desenvolvam. Legal não tinha visto um pé de cacau com frutos tão grande assim. nacional eu gostei muito porque eu nunca pensei um pe de cacao fosi tao baixo. A mudança é necessária para a humanidade: o cacau no lugar da coca, o que é uma boa decisão do governo.
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