Peru e Bolívia cooperam para erradicar e apreender drogas

Peru and Bolivia Cooperate to Eradicate and Interdict Drugs

Por Dialogo
dezembro 04, 2014




Autoridades policiais peruanas e bolivianas preparam-se para lançar medidas conjuntas de erradicação de cultivos ilegais de coca ao longo de sua fronteira comum em 2015. Os dois países também vão cooperar na interdição de cargas de drogas no lago Titicaca, situado na fronteira comum.

Nos 1.047 quilômetros de fronteira compartilhados por ambos os países vivem muitos agricultores que cultivam coca ilegalmente para fabricar cocaína. Por exemplo, nas províncias de Sandia e San Antonio de Putina, do lado peruano da fronteira, os produtores plantaram mais de 3.200 hectares ilegais de coca em 2013, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Melhorar a segurança pública ao longo da fronteira é uma alta prioridade dos dois países, já que pela região passam importantes rotas de comércio e turismo usadas por empresários e viajantes.

Iniciativa de fronteira integra amplo acordo de segurança


A iniciativa faz parte de um acordo de cooperação em segurança firmado em 11 de novembro por Alberto Otárola, presidente executivo da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Vida sem Drogas (DEVIDA), e Felipe Cáceres, vice-ministro de Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia. O acordo foi o componente-chave da Quarta Reunião da Comissão Conjunta Peru-Bolívia para cooperação na guerra contra as drogas, realizada em Lima com representantes dos dois países. “Parece-me que ambos os países estão entrando em uma nova etapa em sua abordagem desse processo, que já exigiu coordenação e medidas urgentes dos dois governos, ao longo de nossa fronteira comum”, disse Otárola ao assinar o acordo com o colega boliviano.

Oferecendo alternativas legais


Cooperar para erradicar o cultivo ilegal de coca e interditar cargas de drogas não são os únicos elementos do convênio bilateral.

Autoridades de políticas antidrogas dos dois países também estão incentivando os camponeses da região a plantar cultivos legais alternativos, como café e cacau, usado na produção de chocolate.

Esse tipo de iniciativa tem se mostrado bem-sucedida em algumas regiões – no estado peruano de San Martin e no Vale do Monzón, por exemplo, agricultores que antes cultivavam coca ilegal agora plantam culturas alternativas.

Detecção dos voos com drogas


O maior grau de cooperação na região de fronteira deve ajudar os policiais dos dois países a detectar e impedir voos com drogas. Narcotraficantes costumam usar aviões pequenos e pistas clandestinas para transportar cocaína da região do Vale dos Rios Apurimac, Ene e Mantaro (VRAEM), no Peru, até a Bolívia.

“Essas aeronaves leves vão e vêm entre a Bolívia e o Peru, transportando drogas ilegais ao longo de rotas que identificamos com a ajuda de especialistas dos dois países”, diz Otárola. “Poderemos anunciar uma resposta integral através das ações domésticas e coordenadas que teremos.”

Em um dia comum, de três a seis narco-aviões viajam do VRAEM até a Bolívia ou o Brasil, ou desses países ao Peru, segundo uma investigação do site IDL Reporteros
. Cada avião carrega em média 300 quilos de pasta de cocaína.

As autoridades acreditam que o acordo bilateral aumentará a segurança na região de fronteira.

“Nos primeiros três ou seis meses do ano que vem, já estaremos vendo resultados muito concretos desse encontro”, disse Cáceres durante o ato de assinatura do acordo.



Autoridades policiais peruanas e bolivianas preparam-se para lançar medidas conjuntas de erradicação de cultivos ilegais de coca ao longo de sua fronteira comum em 2015. Os dois países também vão cooperar na interdição de cargas de drogas no lago Titicaca, situado na fronteira comum.

Nos 1.047 quilômetros de fronteira compartilhados por ambos os países vivem muitos agricultores que cultivam coca ilegalmente para fabricar cocaína. Por exemplo, nas províncias de Sandia e San Antonio de Putina, do lado peruano da fronteira, os produtores plantaram mais de 3.200 hectares ilegais de coca em 2013, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Melhorar a segurança pública ao longo da fronteira é uma alta prioridade dos dois países, já que pela região passam importantes rotas de comércio e turismo usadas por empresários e viajantes.

Iniciativa de fronteira integra amplo acordo de segurança


A iniciativa faz parte de um acordo de cooperação em segurança firmado em 11 de novembro por Alberto Otárola, presidente executivo da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Vida sem Drogas (DEVIDA), e Felipe Cáceres, vice-ministro de Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia. O acordo foi o componente-chave da Quarta Reunião da Comissão Conjunta Peru-Bolívia para cooperação na guerra contra as drogas, realizada em Lima com representantes dos dois países. “Parece-me que ambos os países estão entrando em uma nova etapa em sua abordagem desse processo, que já exigiu coordenação e medidas urgentes dos dois governos, ao longo de nossa fronteira comum”, disse Otárola ao assinar o acordo com o colega boliviano.

Oferecendo alternativas legais


Cooperar para erradicar o cultivo ilegal de coca e interditar cargas de drogas não são os únicos elementos do convênio bilateral.

Autoridades de políticas antidrogas dos dois países também estão incentivando os camponeses da região a plantar cultivos legais alternativos, como café e cacau, usado na produção de chocolate.

Esse tipo de iniciativa tem se mostrado bem-sucedida em algumas regiões – no estado peruano de San Martin e no Vale do Monzón, por exemplo, agricultores que antes cultivavam coca ilegal agora plantam culturas alternativas.

Detecção dos voos com drogas


O maior grau de cooperação na região de fronteira deve ajudar os policiais dos dois países a detectar e impedir voos com drogas. Narcotraficantes costumam usar aviões pequenos e pistas clandestinas para transportar cocaína da região do Vale dos Rios Apurimac, Ene e Mantaro (VRAEM), no Peru, até a Bolívia.

“Essas aeronaves leves vão e vêm entre a Bolívia e o Peru, transportando drogas ilegais ao longo de rotas que identificamos com a ajuda de especialistas dos dois países”, diz Otárola. “Poderemos anunciar uma resposta integral através das ações domésticas e coordenadas que teremos.”

Em um dia comum, de três a seis narco-aviões viajam do VRAEM até a Bolívia ou o Brasil, ou desses países ao Peru, segundo uma investigação do site IDL Reporteros
. Cada avião carrega em média 300 quilos de pasta de cocaína.

As autoridades acreditam que o acordo bilateral aumentará a segurança na região de fronteira.

“Nos primeiros três ou seis meses do ano que vem, já estaremos vendo resultados muito concretos desse encontro”, disse Cáceres durante o ato de assinatura do acordo.
Os funcionários de alto escalão na zona do VRAE devem ser investigados porque os pequenos aviões partem como se fossem voos comerciais bem debaixo do nariz dos militares. Notícias muito boas. Seria excelente essa cooperação. Obrigado às forças armadas pelo apoio que nos dão. Apreensão de drogas é uma enorme farsa, porque os governos não fazem nada. Os traficantes de drogas têm liberdade para irem para qualquer lugar, é uma farsa que ninguém acredita. Eles cruzam as fronteiras para qualquer país que quiserem com apenas alguns subornos e é isso. Bem, eu acho que é um bom acordo, mas nós ouvimos falar sobre acordos o tempo todo, e não há nada de bom dos governos. Eu acho que eles mesmos são traficantes ou amigos dos traficantes. Vamos ver o que virá de bom neste ano.
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